Casta
Descrição
País e Região relacionados
Conhecida como
Tipo de Uva
AgiorgitikoA Agiorgitiko é uma das castas tintas mais importantes da Grécia, com origem na região de Nemea, no Peloponeso. Conhecida pela sua versatilidade, dá origem a vinhos de perfil frutado, onde dominam notas de cereja madura, ameixa e um toque subtil de especiarias. Dependendo do estilo, pode apresentar taninos suaves e elegantes ou uma estrutura mais profunda, com potencial de envelhecimento. É uma casta que combina equilíbrio, frescura e riqueza, sendo utilizada tanto em vinhos jovens como em interpretações mais complexas.
AgronómicaA casta Agronómica é uma variedade tinta portuguesa resultante de um cruzamento histórico, destacando-se pela sua produtividade e perfil equilibrado. No copo, revela uma cor vibrante e aromas dominados pela fruta vermelha fresca. É uma uva que preserva a frescura, com acidez moderada e um teor alcoólico contido, sendo frequentemente utilizada para aportar vivacidade e elegância a lotes regionais, especialmente em solos de influência vulcânica como os dos Açores.
AirénA casta Airén é a variedade branca mais plantada em Espanha, reconhecida pela sua extraordinária resistência e capacidade de adaptação a climas áridos. Embora historicamente associada à produção de aguardentes, a Airén tem sido redescoberta na criação de vinhos brancos modernos, leves e refrescantes. No palato, apresenta um perfil neutro e delicado, com notas subtis de maçã verde e citrinos, sendo a escolha ideal para vinhos de consumo jovem e fácil.
Lairén
Albariño
A Albariño é a grande embaixadora das Rias Baixas, em Espanha, e uma das castas brancas mais prestigiadas do mundo. Famosa pela sua exuberância aromática, combina de forma magistral notas florais de jasmim com toques de pêssego e citrinos. Na boca, destaca-se por uma acidez vibrante e uma mineralidade salina caraterística, reflexo da proximidade ao Atlântico. É um vinho de estrutura generosa e grande elegância, perfeito para acompanhar marisco e peixe fresco.
Alvarinho
Alfrocheiro
O Alfrocheiro é uma das joias do Dão, embora tenha conquistado terrenos por todo o Portugal devido à sua qualidade excecional. Esta casta tinta é apreciada pela profundidade da sua cor e pela riqueza aromática que evoca amoras e morangos silvestres, complementada por subtis notas de especiarias. Com taninos finos e uma estrutura equilibrada, os vinhos de Alfrocheiro revelam uma frescura marcante e uma longevidade notável, afirmando-se como uma das castas mais elegantes e versáteis do panorama nacional.
Alfrocheiro Preto
Alicante Bouschet
A Alicante Bouschet é uma das raras castas tintureiras, com polpa escura que confere vinhos de cor opaca e profunda. Embora de origem francesa, encontrou no Alentejo o seu terroir de eleição, tornando-se um ícone regional. Os seus vinhos são imponentes, com uma estrutura tânica poderosa e aromas intensos de frutos pretos, fumo e especiarias. É uma casta de enorme potencial de guarda, evoluindo para vinhos de uma complexidade e nobreza ímpares com o passar dos anos.
Garnacha Tintorera
Alicante Branco
O Alicante Branco, frequentemente identificado no Alentejo como Boal de Alicante, é uma casta branca tradicional que produz vinhos de grande personalidade e estrutura. Os vinhos revelam tipicamente aromas de fruta tropical madura, como manga e ananás, equilibrados por uma frescura herbácea subtil. Com um corpo generoso e boa profundidade, esta variedade é essencial na preservação do património vitícola antigo, dando origem a brancos gastronómicos com excelente capacidade de evolução em garrafa.
Boal de Alicante, Boal Cachudo
Alvarelhão
O Alvarelhão é uma casta tinta histórica, outrora dominante na região dos Vinhos Verdes e muito valorizada na Galiza como Brancellao. Distingue-se pelo seu perfil elegante e delicado, com uma cor aberta que remete para os vinhos clássicos de corpo leve. Aromas florais e de pequenos frutos vermelhos combinam-se com uma acidez vivaz e um toque de pimenta branca. É uma casta para quem procura frescura e subtileza, assemelhando-se muitas vezes à finura de um Pinot Noir de clima fresco.
Brancellao
Alvarinho
O Alvarinho é a casta rainha do Minho, com o seu berço em Monção e Melgaço, sendo reconhecida internacionalmente pela sua nobreza. Produz vinhos brancos estruturados, de acidez vibrante e uma complexidade aromática que viaja entre o citrino, o pêssego e notas tropicais. A sua forte componente mineral, aliada a um corpo untuoso, confere-lhe uma elegância distinta. É uma das poucas castas brancas portuguesas com um extraordinário potencial de envelhecimento, ganhando camadas de mel e frutos secos com o tempo.
Albariño
Antão Vaz
A Antão Vaz é a casta branca por excelência das planícies do Alentejo, adaptando-se com maestria ao calor intenso da região. Reconhecida pela sua versatilidade, produz vinhos que variam entre o perfil fresco e vibrante, com notas de citrinos e fruta tropical, e versões mais complexas estagiadas em barrica. No palato, destaca-se pela sua estrutura generosa e excelente equilíbrio, oferecendo vinhos com corpo e uma longevidade que surpreende os apreciadores de brancos gastronómicos.
Antão Vaz de Setúbal
Aragonês
A Aragonês, internacionalmente conhecida como Tempranillo, assume um papel central na viticultura do Alentejo e do Douro. É uma casta tinta de enorme prestígio, capaz de aliar elegância a uma estrutura robusta. Os vinhos revelam aromas intensos de frutos vermelhos maduros, como ameixa e cereja, complementados por notas de especiarias e couro quando envelhecidos. Com taninos firmes mas sedosos, a Aragonês é fundamental na criação de grandes vinhos de lote e exemplares varietais de exceção.
Tempranillo, Tinta Roriz, Ull de Llebre
AragonezA Aragonez é uma das designações mais utilizadas em Portugal para a versátil Tempranillo, sendo um pilar fundamental nos vinhos de perfil mediterrânico do Alentejo. Esta casta tinta destaca-se pela sua capacidade de produzir vinhos estruturados e de cor intensa, marcados por uma frescura equilibrada. Aromas de fruta preta e toques silvestres definem o seu caráter, evoluindo com distinção para notas de tabaco e especiarias finas após o estágio em madeira. É sinónimo de equilíbrio e consistência na garrafa.
Aragonês, Tempranillo, Tinta Roriz
Arinto
A Arinto é uma das castas brancas mais emblemáticas de Portugal, apreciada pela sua acidez vibrante e extraordinária mineralidade. Com o seu berço em Bucelas, estendeu-se por todo o país devido à sua capacidade de manter a frescura mesmo em climas quentes. No nariz, dominam as notas cítricas de limão e maçã verde, que no palato se traduzem numa tensão refrescante e persistente. É uma casta que evolui com grande nobreza em garrafa, desenvolvendo notas complexas de mel e resina.
Pedernã
Arinto dos Açores
A Arinto dos Açores é uma casta autóctone exclusiva do arquipélago, distinta da Arinto continental, e moldada pelo caráter indomável dos solos vulcânicos. Esta uva produz brancos de uma pureza e mineralidade salina impressionantes, reflexo direto da proximidade do oceano Atlântico. Com uma acidez cortante e notas de citrinos e maresia, os vinhos de Arinto dos Açores são uma expressão pura de terroir, oferecendo uma frescura única e um perfil gastronómico extremamente sofisticado.
Assario
A casta Assario, frequentemente associada à Malvasia Fina, é uma variedade branca clássica das regiões do Dão e do Douro. Valorizada pela sua delicadeza aromática, revela habitualmente notas florais subtis e toques de fruta de caroço madura. Na boca, apresenta uma textura suave e untuosa, com um equilíbrio harmonioso entre frescura e corpo. É uma uva essencial na produção de brancos elegantes e espumantes de qualidade, contribuindo com complexidade e uma estrutura sedosa aos lotes onde se insere.
Malvasia Fina, Arinto Galego
Avesso
A Avesso é a casta de eleição da sub-região de Baião, no Vinho Verde, distinguindo-se pelo seu perfil mais encorpado e alcoólico do que o habitual na região. Esta uva produz brancos de grande carácter e mineralidade, com aromas cativantes de pêssego, amêndoa e flores de laranjeira. Com uma acidez equilibrada e uma textura cremosa, a Avesso foge ao estereótipo dos vinhos leves, revelando-se uma casta de excelência para vinhos de autor que procuram estrutura, complexidade e potencial de guarda.
Bornal
Azal
A Azal é uma das castas brancas mais emblemáticas do interior da região dos Vinhos Verdes, onde a sua maturação tardia exige sol e paciência. É reconhecida pela sua acidez citrina e refrescante, que define vinhos de perfil leve, seco e muito vibrante. No nariz, sobressaem notas nítidas de limão, maçã verde e um toque herbáceo delicado. É a casta ideal para quem aprecia vinhos brancos jovens e energéticos, perfeitos para momentos de descontração ou para acompanhar pratos leves e mariscos.
Azal Branco
Baga
A Baga é a alma indomável da Bairrada, uma casta tinta que exige mestria na viticultura e paciência na adega. Famosa pela sua cor profunda, acidez elevada e taninos vigorosos, produz vinhos com um potencial de envelhecimento extraordinário. Em jovem, revela notas de frutos pretos e azeitona, evoluindo com os anos para aromas complexos de fumo, cedro e feno seco. Com uma estrutura potente e elegância austera, a Baga é uma das castas mais carismáticas e nobres do património vinícola português.
Tinta da Bairrada
Barbera
A Barbera é a casta tinta mais acarinhada do Piemonte, em Itália, conquistando o mundo pela sua versatilidade e frescura contagiante. Caracteriza-se por uma acidez vibrante e taninos muito suaves, o que a torna extremamente acessível e gastronómica. Os vinhos de Barbera são explosões de fruta vermelha, como cereja e framboesa, muitas vezes acompanhadas por uma cor púrpura intensa. Quer seja numa versão jovem e frutada ou estagiada em carvalho, é uma casta que privilegia o prazer imediato e a elegância.
Barbera d'Asti, Barbera del Monferrato
Bastardo
A Bastardo é uma casta tinta histórica e irreverente, com raízes profundas no Douro, onde é essencial para a complexidade do Vinho do Porto. Reconhecida mundialmente como Trousseau, esta uva produz vinhos de cor aberta e pálida, mas surpreende pela sua estrutura tânica e elevado teor alcoólico. No nariz, destacam-se notas de frutos silvestres maduros e um toque terroso e especiado. É uma variedade que privilegia a autenticidade e a rusticidade, oferecendo brancos e tintos de uma frescura e longevidade notáveis.
Trousseau, Merenzao
Bical
A Bical é uma das castas brancas mais nobres da Bairrada e do Dão, admirada pela sua extraordinária capacidade de envelhecimento. Quando jovem, apresenta um perfil fresco e perfumado, com notas nítidas de pêssego e citrinos. Com o tempo, desenvolve uma complexidade única, assemelhando-se muitas vezes ao caráter de um grande Riesling com notas de querosene e mel. No palato, revela uma acidez equilibrada e uma estrutura sólida, sendo uma escolha de eleição para a produção de espumantes de alta qualidade e brancos gastronómicos.
Borras de Guarim
Blend
O conceito de Blend, ou lote, é a arte de combinar diferentes castas para criar um vinho que seja superior à soma das suas partes. Em Portugal, esta tradição é secular, permitindo aos enólogos equilibrar a acidez de uma uva com a estrutura de outra e a exuberância aromática de uma terceira. Um Blend bem executado oferece uma complexidade e harmonia ímpares, refletindo a alma do terroir de forma multidimensional. É a expressão máxima da criatividade na adega, resultando em vinhos consistentes, equilibrados e repletos de personalidade.
Lote, Cuvée
Boal
A casta Boal, também conhecida como Malvasia Fina em muitas regiões, desempenha um papel fundamental na produção dos vinhos generosos da Madeira. É uma uva branca que produz vinhos meio-doces de grande elegância, caraterizados por um equilíbrio perfeito entre doçura e acidez. Aromas de frutos secos, mel, caramelo e notas de especiarias definem o seu perfil olfativo. Com o envelhecimento em canteiro, a Boal evolui para uma complexidade majestosa, tornando-se um vinho de meditação com uma persistência final extraordinária.
Malvasia Fina, Gual
Bobal
A Bobal é a casta rainha do sudeste espanhol, particularmente na região de Utiel-Requena, sendo valorizada pela sua resiliência e cor intensa. Esta uva tinta produz vinhos com uma carga tânica significativa e uma acidez refrescante, o que a torna ideal tanto para tintos estruturados como para rosés vibrantes. No nariz, dominam os frutos vermelhos e pretos silvestres, acompanhados por notas florais e um toque de pimenta. É uma variedade em ascensão, cada vez mais reconhecida pela sua capacidade de produzir vinhos modernos e expressivos.
Requena, Tinto de Requena
Bonarda
A Bonarda é a segunda casta tinta mais plantada na Argentina, onde encontrou um terroir ideal para brilhar para além das suas origens europeias. Caracteriza-se por produzir vinhos de cor profunda e taninos sedosos, com uma explosão de fruta preta madura e notas de figo. Ao contrário do Malbec, a Bonarda oferece uma frescura herbácea subtil e menos influência tânica direta, resultando em vinhos muito gastronómicos e fáceis de gostar. Quando estagiada em madeira, desenvolve notas de chocolate e especiarias doces de grande elegância.
Douce Noir, Charbono
Borraçal
O Borraçal é uma casta tinta típica da região dos Vinhos Verdes e da Galiza, onde é valorizada pela sua acidez e frescura rústica. Conhecida pela sua pele grossa e cor intensa, produz vinhos de perfil leve mas com uma presença marcante no palato. Aromas de frutos vermelhos ácidos e notas herbáceas definem o seu caráter, sendo uma peça fundamental nos vinhos tintos regionais que acompanham a gastronomia tradicional minhota. É uma uva que preserva a tipicidade e a vivacidade dos vinhos atlânticos.
Caíño Tinto
Bual
O Bual, ou Boal, é uma das castas nobres que define o prestígio dos vinhos da Madeira, posicionando-se no espectro dos vinhos meio-doces. Esta uva branca é colhida com altos níveis de açúcar, o que se traduz em vinhos de uma riqueza aromática extraordinária, com notas de baunilha, café, frutos secos e especiarias. Com o tempo de estágio em barrica, o Bual desenvolve uma acidez cítrica que equilibra a sua doçura, resultando num vinho estruturado, opulento e com uma capacidade de guarda secular.
Boal
Cabernet Franc
A Cabernet Franc é uma das castas tintas mais elegantes do mundo, sendo o antepassado da famosa Cabernet Sauvignon. Originária de Bordéus e do Vale do Loire, destaca-se pela sua frescura e perfumes sedutores de violetas, grafite e pimenta preta. Os seus vinhos são tipicamente mais leves em taninos e corpo do que os do seu descendente, mas oferecem uma vivacidade e elegância ímpares. É uma casta fundamental em lotes clássicos, mas que brilha intensamente em exemplares varietais pela sua finura e caráter herbáceo distinto.
Bouchet, Breton
Cabernet SauvignonLíder na Califórnia, o estado mais produtor.
A Cabernet Sauvignon é amplamente reconhecida como a rainha das castas tintas, dominando os vinhedos de elite desde Bordéus até à Califórnia. Famosa pela sua estrutura tânica poderosa e cor profunda, produz vinhos com um potencial de guarda inigualável. O seu perfil aromático é inconfundível, marcado por notas de groselha preta, cedro e folha de tabaco. Com uma presença imponente no palato e uma acidez equilibrada, a Cabernet Sauvignon é a espinha dorsal de muitos dos vinhos mais prestigiados e cobiçados do mundo.
Petit Cabernet
Cadega
A Cadega, frequentemente associada à Malvasia Fina, é uma casta branca de grande relevância no Douro e no Dão. É uma variedade que se destaca pela sua versatilidade e discrição aromática, oferecendo notas suaves de cera, mel e frutos de caroço. No palato, revela uma textura macia e uma estrutura equilibrada, sendo uma peça fundamental tanto na produção de vinhos brancos tranquilos como na base de alguns dos mais elegantes Vinhos do Porto Branco. É a expressão da subtileza e da harmonia no copo.
Malvasia Fina, Boal
Cainho
O Cainho é uma casta branca rara e preciosa, cultivada quase exclusivamente na região dos Vinhos Verdes e na Galiza. Esta uva é apreciada pela sua capacidade de produzir vinhos com uma acidez vibrante e um perfil aromático complexo que combina notas herbáceas com toques de fruta exótica. No palato, destaca-se pela sua frescura mineral e uma textura ligeiramente untuosa, fruto de uma maturação lenta. É uma casta para paladares exigentes, que procuram a autenticidade e o caráter único dos vinhos atlânticos.
Cainho Branco
Caladoc
A Caladoc é uma casta tinta moderna, resultante do cruzamento entre a Grenache e a Malbec, que encontrou em Portugal um solo fértil para se expressar com vigor. Carateriza-se pela produção de vinhos de cor profunda e intensa, com taninos firmes mas bem integrados. O seu perfil aromático é dominado por frutos vermelhos maduros, como a framboesa e a groselha, acompanhados por um toque especiado. É uma variedade muito apreciada pela sua capacidade de conferir estrutura e cor aos lotes, resultando em vinhos equilibrados e com boa presença.
Canaiolo
O Canaiolo é uma casta tinta histórica da Toscana, desempenhando tradicionalmente um papel de suporte vital na suavização dos taninos austeros da Sangiovese nos vinhos de Chianti. Esta uva destaca-se pela sua cor intensa e pela doçura dos seus aromas, que evocam flores silvestres e pequenos frutos vermelhos. No palato, oferece uma textura sedosa e uma elegância subtil, conferindo equilíbrio e complexidade aos lotes. Embora menos comum como varietal, o Canaiolo é essencial para a preservação da identidade clássica dos vinhos da Itália central.
Canaiolo Nero
Cariñena
A Cariñena, também conhecida como Carignan em França e Mazuelo na Rioja, é uma casta tinta de grande caráter e resiliência, capaz de produzir vinhos com uma acidez vibrante e uma carga tânica marcante. Quando proveniente de vinhas velhas, revela uma profundidade extraordinária, com aromas intensos de frutos pretos, especiarias e notas terrosas. É uma variedade que brilha em climas mediterrânicos, conferindo estrutura e longevidade aos lotes onde se insere. Os seus vinhos são imponentes, gastronómicos e dotados de uma personalidade inconfundível.
Carignan, Mazuelo, Carignane
CarménèreA uva mais cultivada e exportada, mas a Carménère é a casta "assinatura" do país.
A Carménère é a casta tinta emblemática do Chile, onde encontrou um refúgio ideal após ter desaparecido quase por completo das suas origens em Bordéus. Famosa pela sua cor púrpura intensa e taninos suaves e aveludados, esta uva produz vinhos de uma elegância singular. O seu perfil aromático é inconfundível, marcado por notas de pimenta verde, chocolate negro e frutos pretos maduros. Quando bem maturada, a Carménère revela uma harmonia perfeita entre frescura e corpo, afirmando-se como uma das variedades mais sedutoras e distintas do Novo Mundo.
Grande Vidure
Castas Autóctones
O termo Castas Autóctones refere-se às variedades de uva que são nativas e exclusivas de uma determinada região ou país, representando a herança vitícola mais pura de um território. Portugal é um dos países com maior riqueza em castas autóctones no mundo, com centenas de variedades que não se encontram em mais lugar nenhum. Vinhos elaborados a partir destas uvas oferecem uma diversidade de sabores e aromas inigualável, refletindo a alma e o caráter único do terroir. Optar por castas autóctones é celebrar a identidade e a autenticidade de cada região vinícola.
Casta Indígena, Native Grapes
Castas Tradicionais
As Castas Tradicionais são aquelas que, ao longo de gerações, se tornaram o pilar fundamental da viticultura de uma região, definindo o seu estilo e prestígio. Embora nem sempre sejam autóctones, estas variedades adaptaram-se de tal forma ao solo e ao clima que são agora indissociáveis da identidade local. Vinhos produzidos com castas tradicionais respeitam o legado e o saber-fazer histórico, garantindo consistência e qualidade. São vinhos que contam histórias de dedicação e paixão, preservando a essência e a tradição de cada Denominação de Origem.
Castas Clássicas
Castelão
O Castelão é uma das castas tintas mais plantadas e versáteis de Portugal, atingindo o seu esplendor máximo nos solos arenosos da Península de Setúbal. Esta uva produz vinhos estruturados e com uma acidez equilibrada, que revelam aromas cativantes de groselha, ameixa e framboesa, complementados por notas de cedro e tabaco com o envelhecimento. No palato, destaca-se pela sua elegância rústica e um final persistente. É uma casta com um extraordinário potencial de guarda, evoluindo para vinhos de uma complexidade e nobreza que honram a tradição portuguesa.
Periquita, Trincadeira das Pratas
Catarratto
A Catarratto é a casta branca mais importante da Sicília, desempenhando um papel fundamental na definição do caráter dos vinhos da ilha. Esta uva produz vinhos brancos frescos e estruturados, com aromas que viajam entre citrinos, casca de limão e flores brancas, muitas vezes acompanhados por um toque herbáceo delicado. No palato, revela uma mineralidade salina caraterística do terroir vulcânico e mediterrânico. Quer seja utilizada na base do prestigiado Marsala ou em vinhos brancos tranquilos e modernos, a Catarratto é sinónimo de frescura e autenticidade siciliana.
Catarratto Bianco
Cerceal
A Cerceal é uma casta branca portuguesa muito valorizada pela sua acidez penetrante e perfil fresco, sendo uma peça fundamental em regiões como o Dão e a Bairrada. Os vinhos produzidos com Cerceal revelam notas delicadas de citrinos e fruta de caroço, acompanhadas por uma mineralidade marcante. No palato, destaca-se pela sua estrutura firme e capacidade de conferir vivacidade aos lotes. É uma variedade que evolui com grande elegância, sendo muitas vezes comparada à Sercial da Madeira pela sua frescura cortante.
Cerceal Branco, Cercial
Cercial
A Cercial, frequentemente confundida ou associada à Cerceal e à Sercial da Madeira, é uma casta branca que brilha pela sua frescura e acidez vibrante. É uma variedade essencial para quem procura vinhos brancos com tensão e um perfil gastronómico refinado. No nariz, apresenta notas discretas de limão e maçã verde, com um toque mineral que reflete o solo onde é plantada. Com uma estrutura elegante e persistente, a Cercial é ideal tanto para vinhos varietais como para reforçar o equilíbrio e a longevidade de vinhos de lote.
Cerceal, Sercial
Chardonnay
A Chardonnay é a casta branca mais famosa e versátil do mundo, capaz de se adaptar a climas diversos, de Chablis a Napa Valley. Reconhecida pela sua elegância e corpo generoso, produz vinhos que variam entre o perfil mineral e citrino, em climas frescos, e notas de frutos tropicais e manteiga quando estagiada em madeira em climas mais quentes. No palato, revela uma textura sedosa e uma complexidade ímpar, sendo a base de alguns dos vinhos brancos e espumantes mais prestigiados e cobiçados do planeta.
Aubaine, Beaunois
Chenin BlancUva mais plantada. A Pinotage (cruzamento sul-africano) é a uva tinta mais emblemática.
A Chenin Blanc é uma das castas brancas mais versáteis e expressivas do mundo, com o seu berço no Vale do Loire e um segundo lar de sucesso na África do Sul. Esta uva produz vinhos que cobrem todo o espectro, desde brancos secos e minerais até vinhos doces luxuosos e espumantes vibrantes. O seu perfil aromático é marcado por notas de maçã verde, marmelo e mel, sempre acompanhadas por uma acidez alta e revigorante. É uma casta que privilegia a longevidade e a expressão pura do terroir em cada garrafa.
Steen, Pineau de la Loire
Cinsault
A Cinsault é uma casta tinta mediterrânica apreciada pela sua elegância, suavidade e perfumes sedutores. Originária do sul de França, destaca-se pela produção de vinhos de corpo leve a médio, com taninos finos e uma cor vibrante. No nariz, revela aromas frescos de framboesa, morango e flores silvestres. Embora seja muitas vezes utilizada em lotes para aportar suavidade e frescura, a Cinsault brilha cada vez mais em vinhos varietais e rosés premium, oferecendo um perfil gastronómico muito versátil e refrescante.
Cinsaut, Hermitage
Cobrançosa
A Cobrançosa é uma casta branca tradicional portuguesa, conhecida pela sua robustez e capacidade de conferir estrutura aos lotes. Embora menos comum como varietal puro, desempenha um papel importante em várias regiões de Portugal, especialmente em Trás-os-Montes e no Douro. Produz vinhos com aromas discretos, mas com um palato sólido e uma acidez equilibrada. É uma uva que se integra harmoniosamente em vinhos regionais, contribuindo com corpo e uma certa rusticidade elegante que reflete o caráter autêntico do interior do país.
Coda di Volpe
A Coda di Volpe é uma casta branca histórica da região da Campânia, no sul de Itália, cujo nome curioso ('cauda de raposa') deriva da forma longa e curvada dos seus cachos. Esta uva produz vinhos de cor dourada com um perfil aromático rico em notas de fruta amarela madura, mel e um toque mineral vulcânico. No palato, revela-se estruturada e macia, com uma acidez moderada que a torna extremamente gastronómica. É uma variedade essencial para os vinhos de terroir, como os que crescem nas encostas do Monte Vesúvio.
Coda di Volpe Bianca
Códega
A Códega, também amplamente conhecida como Síria ou Roupeiro, é uma das castas brancas mais plantadas no interior de Portugal, especialmente no Douro e na Beira Interior. Caracteriza-se por uma exuberância aromática notável na sua juventude, com notas cítricas e florais intensas. No palato, oferece vinhos macios e fáceis de gostar, com um corpo médio e uma frescura equilibrada. É uma peça fundamental nos lotes de vinhos brancos tradicionais, contribuindo com perfume e elegância, e sendo também utilizada na base de vinhos do Porto Branco.
Síria, Roupeiro, Doña Blanca
Códega do Larinho
A Códega do Larinho é uma casta branca de prestígio no Douro, valorizada pelo seu perfil aromático muito intenso e sedutor. Distingue-se por notas tropicais de ananás e pêssego, combinadas com toques florais e minerais. No palato, os vinhos são tipicamente encorpados e redondos, com uma textura cremosa que preenche a boca. Embora a sua acidez seja moderada, a sua riqueza aromática torna-a uma casta de eleição para produzir vinhos brancos de autor com grande presença e personalidade, refletindo a nobreza dos vinhedos durienses.
Colombard
A Colombard é uma casta branca de origem francesa, historicamente fundamental na produção de Cognac e Armagnac, mas que conquistou um lugar de destaque na viticultura moderna como vinho de mesa. Caracteriza-se pela sua acidez vibrante e aromas intensos e frescos de limão, toranja e frutos tropicais. É uma uva que brilha em regiões ensolaradas como a Califórnia e o sudoeste de França, dando origem a vinhos brancos leves, crocantes e muito refrescantes, ideais para o consumo jovem e momentos de descontração.
French Colombard
Cortese
A Cortese é a casta branca alma da região de Gavi, no Piemonte, sendo celebrada pela sua elegância e frescura cristalina. Esta uva produz vinhos brancos secos e minerais, com aromas delicados que remetem para a flor de laranjeira, limão e notas de amêndoa verde. No palato, destaca-se pela sua acidez vivaz e um corpo leve mas estruturado, o que a torna a companhia ideal para a cozinha de peixe e marisco da Ligúria. É a expressão da sofisticação italiana num vinho branco refrescante e equilibrado.
Cortese di Gavi