Glossário do Vinho - Um guia rápido para falar, provar e comprar melhor
Desvende a linguagem do vinho com um glossário simples, organizado de A a Z, que abrange aromas, métodos de vinificação, estilos, classificações, serviço e até mesmo terminologia do mercado.
Por trás de cada garrafa estão palavras que ajudam a defini-la: tanino, acidez, sur lie, Reserva, terroir, dégorgement… Este guia reúne os termos mais usados pelos produtores, escanções e críticos, para que possa ler os rótulos com confiança, conversar numa prova e escolher com precisão.
● Os principais Termos e Expressões utilizados na gíria Vitivinícola.
Aqui encontra definições concretas, exemplos de utilização e associações entre conceitos (da vinha à garrafa e da degustação ao serviço). ● Quer procure algo específico ou esteja a começar? Filtre de A a Z ou pesquise na tabela abaixo – e transforme o vocabulário do vinho numa ferramenta, não num obstáculo.
| Termo | Descrição |
|---|---|
| Aberto | Aberto é um adjetivo usada para indicar um vinho com pouca intensidade de cor . |
| Ácidos Fenólicos | Nas uvas, os ácidos fenólicos são principalmente os ácidos hidroxicinâmicos que se encontram nos vacúolos das células das películas e polpas sob a forma de ésteres tartáricos . Estes compostos desempenham um papel importante nas oxidações que conduzem ao acastanhamento dos mostos e dos vinhos. |
| Bacelo | Bacelo é um termo utilizado para designar porta-enxerto , o pé de vinha resistente à filoxera onde se fará a enxertia com a casta pretendida. Em países como o Chile, que nunca sofreram ameaça da filoxera, bacelo também é utilizado para indicar uma técnica de reprodução da videira sem enxertia. |
| Abafado | Vinho Abafado é um vinho no qual se interrompeu a fermentação através da adição de aguardente ou álcool vínico. Tendo em conta que as reservas de açúcar das uvas não se transformaram totalmente em álcool, a uva permanece doce e com elevado teor alcoólico. |
| Abrolhamento | O abrolhamento constitui no despertar fenológico da planta após o adormecimento invernal, ou seja, corresponde ao início do ciclo vegetativo e ocorre com base nos nutrientes acumulados pela planta no ano anterior. Os gomos lactentes incham e começam a brotar. |
| Acabamento | Acabamento é o nome dado ao conjunto de operações finais do processo de elaboração e de estágio de vinhos, maioritariamente de clarificação. |
| Acácia | Acácia, tal como o nome indica a flor de acácia representa um aroma florar que se pode encontrar em alguns brancos como Rieslings, Sauternes e Gewürztraminers. |
| Açafrão | Açafrão é um aroma a especiarias que relembra o açafrão. |
| Açaime | Açaime é uma armação de arame galvanizado com uma chapa superior que se fixa no anel do gargalo das garrafas de vinho espumoso para manter a rolha que se encontra sob pressão do gás carbónico. |
| Acastanhado | Acastanhado é um termo recorrentemente utilizado para definir a cor de vinhos velhos e oxidados. |
| Acerbo | Acerbo significa um vinho que contém uma quantidade excessiva de ácido málico e tartárico , proveniente de uvas pouco maduras. |
| Acetaldeído | O acetaldeído é uma substância que compõe o aroma de alguns vinhos que estiveram em contacto com o oxigénio. Vinhos generosos com estágio oxidativo como tawnys e xerezes podem conter aromas que recordam frutos secos ou determinadas frutas como a maçã verde e o marmelo. |
| Acetato de Etilo | O acetato de etilo é um éster que deriva da conjugação do ácido acético e do etanol. Produz um odor etéreo desagradável semelhante a cola, verniz ou acetona. |
| Acético | Diz-se acético de um vinho com “pico”. Afetado pelas bactérias acéticas que causam o envinagramento . Este defeito é próprio de vinhos mal estagiados em que a acidez volátil é excessiva. |
| Acetilfenona | A acetilfenona é uma acetona aromática com odor a flor de adelfa presente sobretudo em aguardentes. |
| Acetinado | Acetinado é um adjetivo que apresenta uma sensação táctil agradável de finesse e de leveza produzida pelo vinho que relembra o cetim. |
| Acetobactérias | Acetobactérias são bactérias aeróbicas responsáveis pela acetificação do vinho . |
| Acetona | Acetona é um odor químico desagradável que recorda a acetona usada para retirar o verniz das unhas. Provém da oxidação de álcoois secundários, pode ser produzido por aeração do vinho e não é necessariamente permanente. |
| Acidez | Acidez é uma componente essencial do vinho que contribui para o seu equilíbrio, frescura e conservação. É constituída pelos ácidos provenientes das uvas e da fermentação. Um vinho de acidez baixa pode tornar-se chato e desinteressante; em excesso deixa uma sensação áspera na boca. Na quantidade certa é sinónimo de frescura e vivacidade ajudando a garantir a longevidade de um vinho. A acidez é um dos seis sabores elementares (doce, salgado, ácido, amargo e unami) identificados pelas papilas gustativas da língua. |
| Acidez Fixa | A acidez fixa juntamente com a acidez volátil totaliza a acidez total de um dado vinho. |
| Acidez Total | A acidez total é a soma dos ácidos tituláveis presentes no vinho, a pH7, por adição de uma solução alcalina titulável (NaOH). |
| Acidez Volátil | A acidez volátil é formada por bactérias acéticas que, em contacto com o oxigénio, oxidam o álcool em acetaldeído e o acetaldeído em ácido acético, água e dióxido de carbono. A formação do ácido acético (aroma balsâmico a vinagrinho característico dos vinhos velhos), é sempre acompanhada pela formação de acetato de etilo (aromas de cola, acetona e verniz). |
| Acidificação | A acidificação é uma operação regulamentada que permite aumentar a acidez natural do mosto ou vinho por adição de ácido tartárico ou cítrico. |
| Ácido Acético | Ácido acético ou vinagre (aroma balsâmico a vinagrinho característico dos vinhos velhos) é formado por várias estirpes de bactérias acéticas que, em contacto com o oxigénio, degradam oxidam o álcool do vinho em acetaldeído e o acetaldeído em ácido acético, água e dióxido de carbono. |
| Ácido Ascórbico | Ácido ascórbico ou vitamina C é um agente antioxidante utilizado para proteger o mosto ou vinho. |
| Ácido Cítrico | O ácido cítrico é um ácido constitutivo das uvas que proporciona frescura . Pode ser adicionado para aumentar a acidez de mostos ou vinhos. |
| Ácido Láctico | O ácido láctico resulta da decomposição do ácido málico por bactérias malolácticas. Confere suavidade aos vinhos por ser um ácido mais fraco que o ácido málico. |
| Ácido Málico | O ácido málico é um constituinte de várias frutas como a maçã ou a uva. É decomposto por bactérias malolácticas por descarboxilação do ácido málico em ácido láctico. |
| Ácido Sulfídrico | O ácido sulfídrico é um composto de odor a ovos podres produzido durante a fermentação alcoólica em ambientes redutores. |
| Ácido Tartárico | O ácido tartárico é um ácido que se encontra presente nas uvas . Contrariamente à maioria das plantas, os frutos de Vitis vinifera são pobres em ácido cítrico, mas acumulam largas concentrações de ácido tartárico. Assim sendo a acidez dos vinhos provém maioritariamente da quantidade de ácido tartárico presente. Por esta mesma razão, a acidez do vinho é medida em gr/litro de ácido tartárico. |
| Acidulado | Acidulado é um vinho que apresenta uma acidez excessiva denomina-se acidulado. |
| Acídulo | Vinho com um ligeiro excesso de acidez, mas ainda assim agradável. |
| Aço Inoxidável | O aço inoxidável é composto por uma liga ferrocarbónica que endurece pela têmpera e possui a propriedade de não oxidar . É utilizado para revestir prensas, cubas e outros recipientes de modo a garantir uma fácil higienização. |
| Acobreado | Acobreado é um termo utilizado para descrever vinhos com cores castanho-avermelhadas , telha ou vermelho-dourado. |
| Acre | Acre diz-se de um vinho ágrio, com excesso de acidez volátil . Sensação de amargo, adstringência e acidez que provocam crispação do tecido da cavidade bocal. |
| Açúcar Residual | O açúcar residual é o açúcar que resta no vinho após a fermentação alcoólica. |
| Açúcares | Os principais açúcares constituintes dos vinhos são a glucose e a frutose . A fermentação alcoólica dá-se por ação de leveduras que transformam a glucose em etanol e dióxido de carbono. |
| Adamado | Adamado chama-se a um vinho ligeiramente doce que contém uma certa quantidade de açúcar residual. |
| Adega | Adega é o conjunto de instalações onde se receciona as uvas da vinha e se elabora e submete um vinho a estágio. Também se pode utilizar o termo para referir a uma empresa que se dedica à elaboração, estágio e/ou à comercialização de vinho. |
| Adegueiro | Adegueiro é a pessoa responsável da adega e de todo o trabalho inerente à produção e estágio dos vinhos. |
| Adocicado | O termo adocicado aplica-se a um vinho doce e untuoso, com baixa acidez, desequilibrado. |
| Adstringência | Por adstringência entende-se a sensação de origem química provocada pela precipitação das proteínas e glucoproteínas presentes na saliva. Os taninos ligam-se às proteínas da nossa boca pelo que estas deixam de estar disponíveis para a normal lubrificação da nossa boca. Produz uma sensação áspera na língua e restante cavidade bucal. |
| Adstringente | Diz-se adstringente um vinho excessivamente rico em taninos. |
| Aduelas | Aduelas são tábuas de madeira curvas que formam o corpo das barricas, pipas, tonéis, etc. |
| Aeróbia | Aeróbia diz-se de todo o estágio na presença de ar. Muito comum nos vinhos do Xerez quando estagiam sob flor. |
| Afinação | Afinação é a mistura de aguardentes para obter produtos de grande qualidade. Trata-se de uma operação de acabamento que se realiza em brandies ou cognacs. |
| Afinado | Afinado é um termo usado para caracterizar um vinho cujo processo de acabamento e envelhecimento decorreram de forma harmoniosa. |
| Agradável | Agradável é um adjetivo usado para caracterizar um vinho cujos aspetos são todos agradáveis, equilibrado. |
| Agre | Agre é a sensação produzida pelo excesso de acidez e de acre. Corresponde a um vinho dominado pela acidez acética que origina o aroma a vinagre. |
| Agressivo | Agressivo é um adjetivo que caracteriza um vinho demasiado duro (ácido e tânico). |
| Agricultura Biológica | A Agricultura Biológica é um modo de produção que visa produzir alimentos e fibras têxteis de elevada qualidade, saudáveis, ao mesmo tempo que promove práticas sustentáveis e de impacto positivo no ecossistema agrícola. É um sistema agrícola no qual não são permitidos agroquímicos de síntese. |
| Agridoce | Utiliza-se o termo agridoce para caracterizar um vinho que possua uma mistura destes sabores. |
| Agronómica | Agronómica é uma casta muito produtiva, desenvolvida por José Leão Ferreira de Almeida na estação Agronómica Nacional (talvez daí o nome), com vista a resolver o problema de falta de uvas no pós-Filoxera, é resultado do cruzamento da casta Castelão com o Moscatel de Hamburgo. |
| Água | A água é fundamental para a sobrevivência da videira e formação dos seus frutos. No caso do vinho, a água corresponde entre 80% a 90% do seu volume. Nela encontram-se dissolvidos todos os elementos odorantes e sápidos do vinho. |
| Água Pé | Água pé é uma bebida tradicional portuguesa, pouco alcoólica, obtida pela junção de água ao bagaço de uva e aguardente. |
| Aguado | Vinho Aguado é um termo utilizado para descrever um vinho pobre, diluído. |
| Aguardente | Aguardente é uma bebida espirituosa proveniente da destilação de frutos, engaço ou borras vínicas. |
| Aguardente Vínica | Por aguardente vínica entende-se uma bebida espirituosa obtida por destilação de vinho que permite obter a Aguardente Velha, o Cognac, o Armagnac e o Brandy. A aguardente vínica usada na elaboração do vinho do Porto é jovem, límpida e incolor e os seus aromas são muito puros e delicados. O seu teor alcoólico é de 77% por volume. |
| Agulha | Sensação tátil causada pela presença de dióxido de carbono, muito característica dos vinhos verdes. |
| Alambique | Alambique é o aparelho de destilação que permite a elaboração de bagaços e brandies. |
| Alaranjado | Uma nuance de cor nos vinhos tintos, que lembra a cor da casca de laranja madura. Característica dos vinhos envelhecidos. |
| Albumina | Albumina é uma proteína que se encontra presente nas claras dos ovos e se adiciona aos vinhos para ajudar na clarificação. |
| Alcaçuz | Alcaçuz é um aroma amadeirado e doce que se deteta frequentemente em vinhos tintos nobres estagiados. |
| Alcalino | Um vinho alcalino é um vinho rico em sais de sódio e potássio. |
| Alcoógeno | O poder alcoógeno refere-se à faculdade que as leveduras têm de produzir álcool. |
| Álcool | O álcool resulta da fermentação levada a cabo por leveduras que transformam açúcar neste composto. O álcool nobre do vinho é o etanol. |
| Álcool Metílico | O álcool metílico também conhecido por metanol é altamente nocivo para a saúde. Pode provocar cegueira e até causar a morte. |
| Álcool Provável | O álcool provável representa o grau alcoólico potencial de um dado mosto. Corresponde ao valor de álcool obtido caso a fermentação dos açúcares for total. |
| Álcool Vínico | O álcool vínico advém da destilação de bagaços e borras da vindima. |
| Alcoometria | Alcoometria refere-se ao conjunto de métodos que permitem calcular a percentagem de álcool existente numa solução aquosa. |
| Aldeídico | Aldeídico diz-se de um vinho que apresenta um aroma incisivo provocado pelo estágio oxidativo característico dos vinhos de Xerez. |
| Aldeídos | Referem-se a aldeídos todas as substâncias voláteis com origem na oxidação do etanol. O aldeído etílico ou etanal, aroma a oxidado (maçã verde) aparece nos vinhos que sofreram contacto oxidativo. |
| Alegre | Alegre é um termo utilizado para descrever um vinho vivaz , aroma límpido e acidez fresca. Também é usado para descrever vinhos espumosos cuja bolha é agradável à prova. |
| Alentejo | A região do Alentejo tem cerca de 21 mil hectares de vinhas plantadas em solos predominantemente com baixo vigor e levemente inclinados. Localizado entre o 38º e 39º de latitude norte do Equador, fornece uma mistura desejável de frio no inverno e calor no verão e é um excelente clima para produção de uvas para vinho. O ar frio do Atlântico modera a região, que de outra forma seria muito mais fria no inverno e mais quente no verão. A zona climática é classificada como mediterrânea , tipicamente com 3000 horas de sol e 600 milímetros de chuvas anuais, dos quais geralmente menos de 15% cai durante a estação de crescimento. As noites frost-free estendem-se desde o início de Março até o início de Novembro. Os meses de Verão são caracterizadas pela variabilidade da temperatura diurna marcada com médias diárias superiores a 33ºC seguido por mínimas noturnas abaixo dos 15ºC. Essa amplitude térmica permite a produção de uvas excelentes , com uma combinação natural de maturidade e frescura. Durante os meses de colheita no final de Setembro/Outubro, o aumento da humidade juntamente com as temperaturas médias diárias a diminuir, permite que as uvas atinjam lentamente a completa maturação fenólica em condições de menos stress. |
| Alfrocheiro | Alfrocheiro é uma casta tinta da região do Dão que se encontra também na Bairrada e Alentejo. Ausente dos escritos antigos, o Alfrocheiro pensava-se por isso ser uma casta recente no território nacional. Hoje, a ciência explica que é uma das mais antigas , progenitora de castas como Castelão e Moreto. Produz vinhos ricos em cor , com um notável equilíbrio entre álcool, taninos e acidez. É essa notável capacidade para reter a acidez elevada, aliada à presença generosa de açúcares que a torna famosa no Alentejo. |
| Alicante Bouschet | Alicante Bouschet é uma casta tintureira com origem em Languedoc relativamente recente já que surgiu apenas no fim do século 19, pelo cruzamento entre as castas Petit Bouschet e Grenache. Produz regularmente vinhos intensos de cor , de aromas frutados com notas de especiarias como pimenta e canela. No Alentejo, onde se encontra bem adaptada ao clima quente e seco, a Alicante Bouschet é responsável por vinhos varietais muito ricos em taninos e com grande capacidade de envelhecimento. |
| Alicante Branco | O Alicante Branco, foi e é também conhecido como o Boal de Alicante ou o Boal Cachudo e terá sido durante muitos anos uma casta importante no Alentejo . Gyrão, 1822, 50 anos antes da filoxera, cita vários “Boiais” mas dando especial destaque ao Boal Cachudo (sinónimo desta casta). Descende do Mourisco Branco (Heben) e partilha progenitor com o Roupeiro. |
| Alterado | Vinho que sofreu alguma alteração físico-química ou enzimática. |
| Alvarinho | O Alvarinho também conhecida como Albariño, é uma casta branca muito antiga e de baixa produção que é sobretudo plantada na zona de Monção e Melgaço (região dos Vinhos Verdes). Provavelmente a casta branca mais aromática portuguesa, é geralmente uma casta vigorosa sendo, porém, uma casta pouco produtiva. O Alvarinho proporciona vinhos com elevado potencial alcoólico , perfumados e com bom potencial de envelhecimento. |
| Amadeirado | Vinho oxidado com sabor amargo a madeira. |
| Amadurecimento | Processo de evolução dos vinhos envelhecidos em grandes recipientes. |
| Amanteigado | Amanteigado diz respeito a uma característica de textura e de aroma de um vinho. Na boca faz lembrar o sabor e untuosidade da manteiga. O aroma a manteiga é produzido durante a fermentação maloláctica por bactérias lácticas (diacetilo). |
| Amargo | Um dos quatro sabores básicos percebidos na língua, causado por substâncias fenólicas, incluindo taninos. Doença causada por bactérias lácticas, que atacam a glicerina e a transformam em acroleína, que depois se combina com polifenóis para causar amargor. |
| Ambar | Um tom de amarelo, típico de alguns vinhos fortificados. Nos vinhos comuns, denota oxidação ou madeira. |
| Ambientar | Levar o vinho à temperatura do ambiente onde será servido. O mesmo que "chambrer". |
| Ampelografia | Ampelografia é a ciência que estuda a Vitis vinifera e as suas diferentes variedades. Juntamente com a caracterização morfológica passou a integrar também a análise molecular com vista a reduzir a ambiguidade na identificação de castas. |
| Ampelologia | Ciência que estuda a morfologia e ciclo vegetativo da videira e que descreve e identifica as diferentes variedades de vides atendendo ao tamanho da cepa, do sexo da flor, da forma dos sarmentos, da textura e do dentado das folhas, da cor das bagas, etc. |
| Ampelometria | Parte da ampelografia que estuda os caracteres dimensionais da videira. |
| Amplitude Térmica | A amplitude térmica diz respeito à diferença registada entre a temperatura mais alta e a temperatura mais baixa num dado período. |
| Amplo | Um vinho com um bouquet rico e muitas nuances, que oferece sensações olfativas/gustativas agradáveis. |
| Análise Sensorial | A análise sensorial define-se como um método científico que é utilizado para evocar, medir, analisar e interpretar determinadas reações que são percebidas pelo ser humano às características de um produto através dos sentidos da visão, olfato, paladar, audição e taco. |
| Ânfora | Ânfora é um recipiente de barro cozido que antigamente servia para transportar azeite e vinho. Atualmente, é utilizado por alguns produtores como recipiente de fermentação e/ou estágio. |
| Anidrido sulfuroso | O anidrido sulfuroso (comummente denominado sulfuroso) é uma substância com propriedades clarificantes, antissépticas, antioxidantes e antioxidásicas. É utilizado em pequenas quantidades em mostos e vinhos para os proteger da oxidação e de possíveis contaminações. Inibe o crescimento de bactérias. |
| Animal | Animal é uma série de aromas que têm origem na evolução das proteínas do vinho. Faz lembrar o odor a couro, pele, caça ou marroquinaria. |
| Anisol | O anisol é um éter metílico do fenol. Dentro desta família destaca-se o tricloroanisol que possui odores que remetem ao mofo, cloro, rolha ou jornais húmidos. Tem origem em bolores e normalmente encontra-se associado à cortiça da rolha. |
| Ano | Por ano entende-se o ano de colheita de um dado vinho. |
| Ano de Vindima | O ano de vindima corresponde ao ano em que as uvas de um determinado vinho foram vindimadas. |
| Anosmia | Anosmia refere-se a uma perda parcial ou completa do sentido do olfato. |
| Antão Vaz | Antão Vaz é uma casta branca com origem na sub-região da Vidigueira que se encontra em expansão por todo o Alentejo e Ribatejo. Quando vindimada cedo, pode proporcionar vinhos aromáticos com boa acidez. Se deixada na vinha, pode atingir um grau alcoólico elevado, tornando-a numa boa candidata ao estágio em madeira. |
| Anti-sético | Anti-sético é uma substância que impede a formação de microorganismos. |
| Antocianinas | A natureza, as antocianinas são antocianidinas glicosiladas, ou seja, ocorrem na forma heterosídica, sendo que, por hidrólise ácida, dão origem à antocianidina (aglicona) correspondente. Estes pigmentos antociânicos são responsáveis pela cor das uvas e do respetivo vinho, característica que é determinada pela sua estrutura química . As antocianinas são pigmentos das uvas que se encontram localizados tanto na película dos bagos como nas folhas. De notar que, nas castas denominadas tintureiras, existe também acumulação de antocianinas na polpa. Em uvas tintas foram identificadas cinco antocianidinas: cianidina (vermelho-alaranjado), peonidina (vermelho), petunidina, delfinidina e malvidina (vermelho azulado). |
| Antoxantinas | Antoxantinas são pigmentos que dão uma tonalidade amarela à uva e aos vinhos brancos. |
| Antrossolos | Antrossolos são solos provenientes da atividade humana com vista à cultura da vinha. Devido à desagregação do terreno provocada pela surriba, estes solos resultantes apresentam pedregosidade à superfície e internamente. |
| AOC | AOC significa appellation d’origine contrôlée em França. Corresponde à denominação de origem controlada (DOC). |
| Apagado | Vinho Apagado caracteriza-se por um vinho pobre de aroma e/ou de sabor. |
| Aragonez | A casta tinta Aragonez, importada de Aragão, de sinonímias oficiais Tinta-Roriz e Tempranillo, é a casta mais cultivada em todo o país. É uma casta precoce, muito vigorosa e produtiva, facilmente adaptável a diferentes climas e solos. Se o vigor for controlado, oferece vinhos elegantes com fruta e especiarias. |
| Ardente | Vinho que causa uma sensação tátil de causticidade ("ardor") devido ao seu elevado teor alcoólico. |
| Área de produção | Termo que designa a área da parcela de implantação de uma vinha e respectivos limites Arejador: Aparelho utilizado para retirar os gases dos depósitos. |
| Arejões ou Arojados | Sistema de condução tradicional no qual as videiras são plantadas entre as árvores que existem nas bordaduras dos campos. São estendidos fios de arame até uma altura de 6 a 8 metros que se suspendem nas árvores, deixando as videiras expandir-se livremente. Surgem como resultado da intensificação e da evolução das uveiras o que está relacionado com a difusão do arame. Como principal vantagem, este sistema permitia tirar proveito na economia de mão-de-obra, aproveitamento de uma produção, que praticamente não ocupa espaço no solo. Soma-se-lhe o razoável arejamento e exposição. As suas principais desvantagens são a grande perigosidade na poda e vindima e o reduzido teor alcoólico do vinho produzido. |
| Arenoso | Arenoso é um tipo de solo que possui cerca de 70% de areia em relação ao total de partículas sólidas. Apresenta poros grandes entre os grãos de areia pelos quais a água e o ar circulam com relativa facilidade. Por isso, o escoamento de água através dos poros costumam ser rápido mas também secam rápido após as chuvas. Nesse escoamento, a água pode levar consideravelmente sais minerais, contribuindo para tornar o solo pobre desses nutrientes. |
| Argau | Equipamento de adega, destinado a colher amostras em diversas alturas, conforme em função das necessidades, elaborado a partir de diversos materiais: cobre, ferro, latão |
| Argiloso | Argiloso é um tipo de solo composto por mais de 30% de argila, alumínio e ferro. Após a chuva, os terrenos de solos argilosos, que absorvem bastante água , ficam encharcados. Por outro lado, na época de seca, esse tipo de solo tende a formar uma camada dura e pouco arejada do terreno. |
| Arinto | A casta Arinto possui maior área de plantação na região dos Vinhos verdes onde toma o nome de Pedernã apesar de apresentar forte expansão por todo o país. É considerada a casta rainha na região de Bucelas . Casta discreta aromaticamente, mas com uma acidez vibrante que funciona como principal cartão-de-visita da própria casta, garantindo-lhe a adjetivação de casta “melhorante” em muitos lotes. Tem um incrível potencial de envelhecimento já que a madeira contrabalança a sua acidez. |
| Arinto dos Açores | O Arinto dos Açores é uma casta autóctone e exclusiva das ilhas dos Açores, tendo em comum com o Arinto do continente apenas o nome e a boa acidez. |
| Armação do terreno | Entidade físicaou obra de engenharia rural visando a sustentação dos terrenos. |
| Armazenista | Armazenista é uma a pessoa singular ou coletiva, ou o agrupamento destas pessoas, que pratica o comércio por grosso de vinho, de derivados deste e de subprodutos da vinificação, a granel ou engarrafados, excluída a distribuição dos produtos engarrafados destinados ao consumidor final e a venda a retalho. |
| Armazenista de produto acabado | Armazenista de produto acabado é uma a pessoa singular ou coletiva, ou o agrupamento destas pessoas, que compra para comercialização por grosso produtos vitivinícolas pré-embalados, excluída a distribuição dos produtos engarrafados destinados ao consumidor final e a venda a retalho. |
| Aro | Aro é o arco de ferro galvanizado que sustenta as aduelas dando forma às barricas. |
| Aroma | A palavra aroma utiliza-se para designar todos os aromas agradáveis do vinho por via nasal direta ou por via retronasal. Em linguagem técnica de prova, este termo refere-se às sensações olfativas percecionadas pela via retronasal em oposição ao conceito de odor que se refere às sensações olfativas que se percebem por via direta. Dividem-se em três categorias principais: • Aromas primários ou varietais que dizem respeito aos aromas da uva (série vegetal, mineral, frutada, floral e especiada); • Aromas secundários que se desenvolvem durante a fermentação (série de fermentação, láctea e amílica); • Aromas terciários , ou aromas de estágio. Desenvolvem-se na barrica (aromas de oxidação) e na garrafa (aromas de redução). Os aromas terciários são de tipo animal (caça, couro), balsâmico (resina, madeira) e sobretudo empireumáticos (fumo, tabaco, alcatrão). |
| Aroma Retronasal | O Aroma Retronasal torna-se percetível quando o vinho é colocado na boca é aquecido à temperatura corporal . Este liberta substâncias aromáticas que não são libertadas a temperaturas inferiores (aroma retronasal) percetíveis no fundo de boca na fase de prova em que a faringe comunica com o nariz. |
| Aromático | Vinho cujo aroma provém diretamente de castas aromáticas (por exemplo, Sauvignon, Malvasia, Traminer). |
| Áspero | Vinho com muita adstringência, geralmente vinho tinto jovem. |
| Ataque | Ataque designa a primeira impressão que o vinho provoca ao ser provado. |
| Atestador | Vasilhas/recipientes utilizado para “atestar” líquidos, geralmente em cobre. |
| Atijolado | Indica vinho tinto cuja cor tende para o ocre, lembrando o vermelho tijolo e com uma tonalidade ligeiramente opaca. É uma característica dos vinhos envelhecidos. |
| Atípico | Vinho que não apresenta nenhum elemento ou caráter de tipicidade. |
| Austero | Diz-se de um grande vinho, bem estruturado e envelhecido, que manteve uma ligeira tanicidade. |
| Aveludado | Aveludado diz-se de um vinho que, na prova de boca, se apresenta macio, suave, com textura agradável . Aplica-se, sobretudo, aos vinhos tintos, arredondados pelo estágio ou pela qualidade dos seus taninos. |
| Avinagrado | Que tem um excesso de ácido acético; vinho prestes a se tornar vinagre. |
| Bactérias Acéticas | As bactérias acéticas podem ser responsáveis pela produção de ácido acético (vinagre) e acetato de etilo (odor a cola, verniz, acetona). |
| Bactérias Lácticas | As bactérias lácticas são microorganismos que levam a cabo a fermentação maloláctica em vinhos tintos e em alguns brancos mais complexos. Estas transformam o ácido málico (mais verde) num ácido mais suave, o ácido láctico com libertação de dióxido de carbono, o que se reflete numa ligeira desacidificação do vinho. |
| Bafio | Bafio é um termo utilizado para caracterizar um vinho com odor semelhante a baú velho fechado há anos na arrecadação. Pode ser adquirido durante o estágio ou por contacto com a cortiça da rolha. |
| Baga | Pensa-se que a Baga é uma casta que terá tido a sua origem na Bairrada, onde representa mais de metade da superfície vitícola . Devido à sua elevada produção é apelidada de “paga-dívidas”. Em solos medianamente férteis e com boa exposição, produz vinhos escuros , concentrados de aroma e com capacidade de envelhecimento. |
| Bagaceira | Bagaceira é uma aguardente portuguesa que provém da destilação de bagaços. |
| Bagaço | Chama-se bagaço às partes sólidas resultantes da prensagem das uvas . O bagaço por ser utilizado como adubo ou para a destilação de água ardente bagaceira. |
| Bago | O bago, grão de uva, é composto por película, grainha e polpa. Encontra-se ligado ao cacho pelo pedicelo. A sua composição depende de fatores como a casta, o clima e o solo. |
| Bagoínha | A bagoinha consiste na presença de bagos de reduzidas dimensões num cacho com bagos de tamanho normal, podendo ser classificada em bagoinha verde e bagoinha doce. A bagoinha resulta de fenómenos de apirenia nomeadamente partenocarpia e estenospermia. Na bagoinha verde a maturação de bago é ausente, permanecendo os bagos verdes até à vindima. Em oposição, na bagoinha doce , a maturação decorre normalmente e, na grande parte dos casos, os bagos apresentam elevado teor sacarino. |
| Bairrada | A região da Bairrada situada na beira litoral, é delimitada a Sul, pelo rio Mondego, a Norte pelo rio Vouga, a Leste pelo oceano Atlântico e a Oeste pelas serras do Buçaco e Caramulo. Esta região é composta por planalto de baixa altitude, solos predominantemente argilo-calcários sendo o seu clima tipicamente atlântico, com invernos amenos e chuvosos e verões suavizados pelos ventos provenientes do mar. Aqui produzem-se vinhos de excelente qualidade e é onde os espumantes assumem a sua maior força, sendo por isso o ex-libris da Bairrada. As castas predominantes são a Baga para os vinhos tintos e Maria Gomes e Bical para os brancos. |
| Baixo Corgo | O Baixo Corgo é a sub-região da Região Demarcada do Douro mais ocidental e com menor área, porém, possui a maior percentagem de ocupação de vinhas plantadas das três sub-regiões. Abrange toda a zona que vai desde Barqueiros (margem norte) e Barrô (margem sul), até à junção dos rios Corgo e Ribeiro de Temilobos com o Douro próximo de Armamar e perto da Régua. Apresenta um clima fresco (devido à influência Atlântica) e pluviosidade superior às restantes sub-regiões pelo que as suas vinhas têm os rendimentos mais elevados, produzindo vinhos mais leves do que o amadurecimento dos vinhos das duas áreas a leste. Apresenta excelente qualidade para produção não só de vinhos do Porto mas também vinhos jovens e frescos de carácter frutado. |
| Balsa | Balsa é um sinónimo de dorna ou balseiro, isto é, recipiente de madeira de grandes dimensões onde o vinho pode fermentar ou estagiar de forma oxidativa. |
| Balsâmico | Balsâmico é a série de aromas nobres presentes no vinho que relembram incenso, resinas ou bálsamos vegetais. Este aroma resinóide pode ser devido à variedade, às características do terreno ou ao estágio (incenso, cedro, pinho, cânfora, etc.). |
| Balseiros | Recipientes em madeira de grande volume, colocados em posição vertical. O Vinho do Porto permanece aí, em contacto com o ar, submetendo-se assim a um envelhecimento oxidativo. |
| Barco Rabelo | O barco rabelo é uma embarcação de fundo chato, vela quadrada que mede entre 19 a 23 metros. Antigamente, era o cavalo náutico usado para transportar os barris de vinho do Porto desde o Douro vinhateiro até às caves em Vila Nova de Gaia. Conseguia transportar até 100 barris de vinho do Porto e era construído sobre tábuas sobrepostas. Em 1779, foi estabelecido por lei um limite de 70 barris e os maiores barcos rabelos em uso no século XX, em geral, não transportavam mais do que 50 barris. Crê-se que a última viagem comercial de um barco rabelo teve lugar em 1964. Hoje em dia, repousam silenciosamente nas margens do rio. |
| Bardo | O bardo é o sistema de condução de vinha contínua baixo que consiste numa ou mais fiadas de arame fixas em esteios entre os quais são plantadas as videiras geralmente em compasso apertado. Facilita a mecanização das operações culturais. |
| Barrica | Barrica é o nome dado a um recipiente de madeira (geralmente carvalho) com capacidade média de 225 l utilizado para a fermentação e/ou estágio de vinhos. Durante o envelhecimento em barrica o vinho sofre alterações devido à extração de compostos voláteis e não-voláteis da madeira e a reações químicas que ocorrem com a passagem do oxigénio através dos poros da madeira o que permite que o vinho adquira aromas terciários complexos, estabilização da cor e clarificação espontânea. |
| Barril | O barril é um recipiente de madeira para transporte e envelhecimento de bebidas alcoólicas. |
| Batocar | O verbo batocar significa tapar uma barrica ou tonel com um batoque. |
| Bâtonnage | A bâtonnage é um termo francês que consiste em levantar e agitar as borras periodicamente durante um determinado tempo em que o vinho se mantém em contacto com elas. Esta agitação promove a suspensão as borras , que, ricas em aminoácidos, manoproteínas e com um relativo poder redutivo, vão enriquecer os aromas e textura do vinho assim como o tornar mais estável face à oxidação. |
| Batoque | Batoque é um tampão ou rolha que serve para tapar o orifício das barricas, tonéis, etc. |
| Baumé | Baumé é uma escala de densidade utilizada para inferir o grau de doçura de mostos ou vinhos. |
| Baunilha | Baunilha é um aroma balsâmico presente em numerosos vinhos, que recorda o perfume da baunilha. Tem origem num éster proveniente de um aldeído fenol ou da baunilha (aldeído também conhecido com o nome de vanilina). Muito comum em vinhos com estágio em madeira de carvalho já que esta pode originar compostos baunilhados em combinação com os polifenóis do vinho. |
| Benefício | O benefício é o volume total de sumo de uva que pode ser transformado em vinho do Porto num determinado ano. Uma vez definido o seu valor total, as autoridades distribuem o benefício a cada vinha individual. Só recebem o benefício, as vinhas que possuem uma classificação que lhes permite produzir vinho do Porto . As vinhas para vinho do Porto são classificadas de "A” (o grau mais alto) a "F” (o grau mais baixo). Quanto mais alto for o grau, mais provável é que maior seja a proporção da produção de uma vinha que receba o benefício. A produção que excede o valor do benefício é usada para a elaboração de vinho de mesa. |
| Bentonite | A bentonite é uma argila utilizada para a colagem de vinhos . É um silicato hidratado de alumínio proveniente das diatomáceas que, diluído em água, forma uma pasta gelatinosa que se adiciona ao vinho para evitar a casse proteica. |
| Benzol | Benzol é um odor que recorda o de um dissolvente ou de um verniz. |
| Bergamota | Bergamota é um aroma cítrico que relembra a tangerina e laranja. |
| Bica Aberta | Chama-se bica aberta ao processo de vinificação em que a fermentação do mosto se realiza separado das partes sólidas da uva. Geralmente utilizado para brancos e rosés. |
| Bical | A casta Bical encontra-se disseminada especialmente pela região das Beiras, particularmente nas denominações Bairrada e Dão (onde se denomina "Borrado das Moscas", devido às pequenas manchas castanhas que surgem nos bagos maduros). Trata-se de uma casta especialmente temporã que amadurece cedo consequentemente é uma casta de elevado potencial alcoólico embora, por vezes, levemente deficitária na acidez. Os vinhos produzidos pela casta Bical são especialmente macios e aromáticos , frescos e bem estruturados. |
| Bin | Em inglês e na linguagem do vinho, "bin” é uma secção ou um compartimento de uma cave de vinhos. |
| Bitartarato de Potássio | O bitartarato de potássio é um sal que resulta da reação do ácido tartárico com potássio. A baixa temperatura as duas substâncias reagem e precipitam em forma de cristais de bitartarato de potássio. Faz parte do tartarato que reveste as cubas após o esvaziamento da mesma e do depósito cristalino que por vezes pode aparecer em garrafa. |
| Blanc de Blancs | O termo blanc de blancs aplica-se aos champagnes elaborados exclusivamente a partir da casta Chardonnay. |
| Blanc de Noirs | Blanc de Noirs refere-se aos Champagnes (brancos) elaborados apenas com variedades tintas , isto é, Pinot Noir ou Pinot Meunier ou ambas. A vinificação ocorre sem contacto com as películas. |
| Blending | Blending significa misturar . A arte de fazer um blend consiste em utilizar peças individuais e tem como objetivo tornar o conjunto melhor que as peças individuais iniciais. Pode tratar-se de um blend de castas ou apenas de um blend de parcelas distintas. |
| Boal | Boal ou Bual é sinonímia oficial da casta Malvasia fina na rotulagem VLQPRD Madeira. |
| Bolha | Bolha refere-se ao gás carbónico que se encontra no espumante que resulta da segunda fermentação em garrafa. |
| Bolor | Bolor é um termo de prova utilizado para descrever vinhos que apresentam odor ou sabor a bolor. Pode ter origem em uvas podres, má conservação dos vinhos, ou na própria rolha utilizada. |
| Bomba de Trasfega | Bomba de trasfega é um aparelho utilizado para mudar o vinho de depósito, arejar ou remontar. |
| Bordalesa | A garrafa bordalesa é uma garrafa de 75 cl com ombros acentuados que servem para reter o depósito que é abundante nos vinhos de Bordéus. |
| Borgonhesa | A garrafa borgonhesa é uma garrafa de 75 cl com ombros caídos, quase ausentes. Foi criada com base no fraco depósito dos vinhos produzidos na região da Borgonha. |
| Borras | As borras são a matéria sólida que se deposita nos vasilhames. Devem considerar-se dois tipos de borras: • Borras grossas - que além de leveduras contêm grainhas, pedaços de película de uva, poeiras e outros elementos sólidos; • Borras finas - que contêm maioritariamente leveduras e colóides. As leveduras quando morrem depositam-se no fundo do recipiente, libertando bases nitrogenadas de aminoácidos. Este processo de degradação proteica e libertação de aminoácidos é um dos principais agentes na melhoria do vinho por bâtonnage. |
| Botrytis Cinerea | A Botrytis cinerea é um fungo fitoparasita da uva que aparece normalmente em condições de elevada humidade e penetra no bago através de feridas previamente causadas por oídio, míldio, traça da uva, acidentes fisiológicos ou danos mecânicos. Assim, desenvolve-se um bolor cinzento característico da Botrytis constituído pelos conidióforos e conídios do fungo que cobre a superfície inviabilizando seu consumo. O fungo passa de um bago para outro causando a destruição das uvas, com perda de polpa e morte dos pedúnculos e dos engaços. No entanto, em condições ideais a Botrytis cinerea pode invadir o bago sem o ferir, provocando apenas a sua desidratação. Este tipo de podridão nobre ocorre em condições climáticas especiais onde a névoa húmida da manhã dá lugar ao sol e clima seco à tarde. |
| Bouquet | O bouquet de um vinho também conhecido pelo conjunto de aromas terciários , ou seja, é o conjunto de aromas que resultam do processo e métodos de envelhecimento (seja nos períodos de estágio em madeira ou apenas em garrafa). O bouquet pode ter carácter oxidativo (barrica) ou de redução (garrafa). |
| Braço | O braço é a ramificação principal do tronco da cepa da videira. |
| Branco de Branco | Branco de Branco é um vinho branco feito a partir de uvas brancas. |
| Branco de Tinto | Branco de tinto é um vinho branco feito a partir de uvas tintas que foram vinificadas em bica aberta. |
| Branco-papel | Vinho quase incolor. Característica de alguns brancos jovens. |
| Brandy | Brandy é uma aguardente obtida a partir da destilação do vinho e estagiada em carvalho. |
| Brilhante | Vinho com transparência e luminosidade perfeitas. Característica dos brancos jovens. |
| Brix | O grau brix é uma escala numérica de índice de refração que, de forma indireta, mede a quantidade de sólidos solúveis numa solução de sacarose. 1,8º Brix correspondem a 1º Baumé. Mede-se com recurso a um refratómetro. |
| Bruto ou Brut | Bruto ou Brut é um termo usado nos espumantes e champagnes para designar um teor de açúcar residual inferior a 15 g/L. |
| Bucelas | Região demarcada em 1911, a vila de Bucelas situa-se a 25 km a norte de Lisboa no concelho de Loures. Os solos são predominantemente derivados de margas e calcários duros. E é a única região portuguesa apta apenas a elaboração de vinho branco . Aqui, a casta Arinto é a protagonista com um mínimo de 75%, podendo ser completada apenas por recurso às castas Esgana-Cão (Sercial) e Rabo de Ovelha. |
| Cabernet Sauvignon | A casta Cabernet Sauvignon resulta do cruzamento entre as castas Cabernet Franc e Sauvignon Blanc e teve origem na zona de Bordéux onde rapidamente se expandiu para mundo inteiro tornando-se na casta mais plantada do planeta. A sua película escura proporciona um tanino intenso , de grande estrutura e de extrema elegância que garante uma enorme capacidade de envelhecimento. Os vinhos desta casta costumam ter aromas que relembram cassis, folha de tomate, especiarias e madeira de cedro. |
| Caça | Caça é um odor animal extremamente forte, característico dos vinhos evoluídos que sofreram uma forte redução em garrafa. |
| Cacau | Cacau é um aroma de torrefação nobre característico de algumas colheitas antigas. |
| Cacho de Uvas | O cacho de uvas é constituído pelos bagos e pelo engaço que une os bagos do cacho entre si numa forma que varia de casta para casta. |
| Café | O aroma a café divide-se em linguagem de prova em duas origens distintas: • Aroma a café verde associado muitas vezes a castas mais taninosas; • Aroma a café torrefacto que provém das piracinas e podemos encontrar em certos vinhos evoluídos. |
| Caixa de Vindima | A caixa de vindima é um recipiente geralmente de polipropileno empilhável e encaixável entre si utilizado para transportar as uvas da vinha para a adega. |
| Caixa de Vinho | A caixa de vinho é uma embalagem de cartão ou madeira que se utiliza para o transporte de vinhos engarrafado. Contém em geral 6 ou 12 garrafas. |
| Calcário | O solo calcário ou cal são aqueles com um elevado conteúdo de carbonato de cálcio e acúmulo secundário de carbonatos e alto teor de silte. São solos minerais com conteúdo geralmente baixo em matéria orgânica e que se encontram de forma geral em áreas áridas ou semi-áridas. |
| Caldeira | Termo que designa uma pequena cova em volta da cepa para juntar a água das chuvas. |
| Caloroso | Caloroso é um termo utilizado para caracterizar um vinho robusto e potente que aquece. |
| Camalhão | Termo que designa uma pequena elevação ou camada de terra, disposta para sementeira entre dois regos ou que cobre as cabeças das estacas nos viveiros |
| Câmara Fria | Câmara fria é um local acondicionado para o processamento dos mostos antes da fermentação ou para controlar a temperatura dos mostos durante a fermentação. Também promove a decantação natural dos vinhos. |
| Câmara ou Chamber | Levar o vinho à temperatura ambiente. |
| Camarate | Em 2007, a casta tinta Camarate encontrava-se representada em cerca de 600 ha da superfície vitícola nacional. Com origem desconhecida Gyrão (1822) já a classifica e descreve no Douro e Estremadura. Possui tendência para um vigor elevado e o seu mosto apresenta sensibilidade à oxidação . Os vinhos resultantes desta casta caracterizam-se pela cor rubi, taninos aveludados e notas de framboesa. |
| Camomila | Camomila é o aroma que recorda o destas plantas (macela) e que se deteta em alguns vinhos jovens. |
| Canada | Medidas antigas em cobre de diversas capacidades, as canadas foram mandadas fazer em 1818, pelo rei D. João VI quando da unificação dos pesos e medidas. (existe um conjunto de 6 canadas no Museu Nacional do Vinho, em Alcobaça). |
| Canavarro | Designação dada a recipientes de adega, utilizados para retirar o vinho da dorna, geralmente em cobre. |
| Canela | Canela é o aroma da série das especiarias que existe em brancos e tintos estagiados em madeira. Tem como origem o aldeído cinâmico formado durante o estágio. |
| Cansado | Cansado é um estado de um vinho que perdeu aromas durante o estágio em garrafa. |
| Canteiro | Assento de madeira, pedra ou cimento, disposto no chão das caves ou armazéns, sobre o qual se colocam as vasilhas de madeira. (in Lexique de La Vigne et du Vin ) |
| Canudo | Designação dada a um instrumento tipo polvilhador, polvilhadeira ou espolvoreador, destinado a espalhar os produtos pulverulentos necessários para o tratamento do oídio nas vinhas. |
| Capitoso | Termo usado para designar um vinho com elevado grau alcoólico. |
| Cápsula | A cápsula é um revestimento de pvc, alumínio, estanho ou plástico em forma de capuz que serve para proteger a cortiça e o gargalo da garrafa. |
| Cápsula Coroa | A cápsula coroa é uma rolha metálica que se usa para fechar provisoriamente as garrafas de vinho de espumante que fermentam em garrafa e libertam dióxido de carbono. |
| Carácter | O carácter de um vinho é o conjunto de características de um vinho que permitem distingui-lo dos demais. Indica a “personalidade” de um vinho. |
| Caramelizado | Caramelizado diz-se de um vinho com aroma e sabor a caramelo. |
| Carbonato de Cálcio | O carbonato de cálcio é um sal neutro utilizado para desacidificar mostos e vinhos em zonas frias ou colheitas ácidas. |
| Carcavelos | Carcavelos é a mais pequena das regiões demarcadas portuguesas e situa-se muito próximo da foz do rio Tejo. Produz um vinho generoso em bica-aberta que resulta do loteamento do vinho seco com vinho abafado e faz parte do património português com uma história intimamente ligada às exportações e ao Marquês de Pombal. Demarcada desde 1908, o vinho de Carcavelos é um vinho generoso fabricado em conformidade com os usos ali tradicionais, caracterizado pelas qualidades especiais de aveludado, aroma e sabor inconfundíveis, resultantes das castas, terreno e clima próprios da região. |
| Carga à Poda | Carga à poda designa o número de olhos deixados na poda e que determinará a madeira de poda do ano seguinte. |
| Carga da cepa | Designa o número de gomos deixados na poda para produção de uva e garantia de madeira para poda do ano seguinte. |
| Carmim | Carmim designa uma cor vermelha com reflexos violáceos normalmente característico de vinhos tintos jovens. |
| Carregado | Diz-se carregado de um vinho que apresenta muita intensidade corante. |
| Cartão Molhado | Cartão molhado é o odor que o vinho pode adquirir quer seja por contaminação por TCA, estar em contacto com as placas filtrantes ou tão simplesmente pelos copos usados terem sido secos com papel. |
| Carvalho | Carvalho é uma árvore do género Quercus que se utiliza para a obtenção das madeiras nobres de estágio. Tradicionalmente, as espécies de carvalho mais utilizadas para tanoaria são Quercus Alba (americana) e as europeias Quercus robur, Q. sessilis e Quercus petraea. A madeira de carvalho tem um papel preponderante no processo de estágio de vinho que decorre antes do processo de engarrafamento. A madeira de carvalho é composta maioritariamente por três polímeros insolúveis, sendo eles a celulose, hemicelulose e a lenhina. A contribuição da madeira de carvalho para as características aromáticas do vinho é essencialmente dada por compostos como o fulfural, guaiacol, whisky lactonas, eugenol, vanilina ou siringaldeído. A extração de compostos de barricas de carvalho depende de variáveis como o tempo de contacto entre o vinho e a madeira, da composição do vinho, grau de tosta da madeira, humidade entre outros. |
| Carvalho Americano | O carvalho americano é uma árvore da espécie Quercus Alba que se utiliza para a obtenção de madeiras nobres de estágio. As barricas fabricadas a partir desta madeira são reconhecidas pelo seu potencial aromático , agregando notas adocicadas aos vinhos, que variam também de acordo com o seu grau de tosta. Em comparação com as espécies europeias, fornecem mais cis-whisky lactonas ao vinho o que se traduz em aromas relacionados com madeira, coco e baunilha. É, de forma geral, uma espécie de carvalho que aporta uma grande quantidade de compostos aromáticos ao vinho. Por outro lado, é a espécie que traz o menor aporte de taninos aos vinhos . Quanto à micro-oxigenação, por ser mais denso que as espécies europeias, o carvalho americano é aquele que permite o menor contato do vinho com ar. |
| Carvalho Francês | O carvalho francês pertence à espécie Quercus Petraea ou à espécie Quercus rubor sendo que ambas são utilizadas para a obtenção de madeiras nobres de estágio. Quando comparados com o carvalho americano, são mais elegantes e subtis . Rica em eugenol e guaiacol que conferem ligeiras notas fumadas são menos aromáticos em intensidade, porém, aportam maior estrutura tânica para os vinhos. |
| Casa do Douro | A Casa do douro é o nome comum atribuído à Federação dos Viticultores da Região Douro (DL nº 21883, de 18 de Novembro de 1932), criada com vista a incrementar a natureza associativa, representar os interesses dos viticultores e apoiar a produção. |
| Casal | Casal é uma pequena a média extensão cultural com casa habitada por caseiros cuja produção se destinava essencialmente ao autoconsumo. |
| Casca de Cebola | Casca de cebola é o descritivo de cor rosada com matizes acobreadas utlizada para designar alguns vinhos tintos velhos ou rosés |
| Casca de Laranja | Casca de Laranja é o aroma frutado de alguns vinhos que relembram como o noma indica a casca do próprio fruto. |
| Casco | Casco é o nome atribuído ao recipiente de madeira de cerca de 650 litros utilizado essencialmente para envelhecimento de vinho do Porto tawny. |
| Caseína | A caseína é uma proteína láctea utilizada para clarificar vinhos brancos e rosados preparando-os para a filtração. Combate fenómenos de oxidação e elimina compostos polifenólicos oxidados e oxidáveis e atenua a cor dos vinhos. |
| Casse | Dá-se o nome de casse a uma alteração da limpidez e da cor dos vinhos. Pode ser do tipo: • Casse oxidásica provocada pelo ataque da Botrytis cinerea nas uvas,; • Férrica ou cúprica devido ao excesso de ferro ou cobre no vinho; • Proteica provocada pelo excesso e proteínas no vinho que provocam turvação. |
| Cássis | Cássis é uma baga aromática, espécie de groselha preta cujo odor e sabor pode detetar-se em vinhos derivados de algumas castas como Merlot ou Syrah. |
| Casta | A casta é o nome usado para designar uma variedade de videira que apresenta um conjunto de características morfológicas comuns e que descenderam dos mesmos ancestrais. |
| Casta Tintureira | Casta tintureira é uma casta tinta em que, para além da película, a polpa do bago também é corada. São exemplos o Sousão ou Vinhão e o Alicante Bouschet. |
| Castanha | Castanha é o odor frutado evoca o da castanha torrada e quente, característico de alguns chardonnays fermentados em madeira, ou o da castanha assada, que também pode aparecer em alguns vinhos brancos jovens. |
| Castanho | Castanho é uma cor que o vinho apresenta quando se encontra alterado. Pode provir da casse oxidásica. |
| Castelão | Castelão (com sinonímia Periquita ou João de Santarém) é uma casta tinta de pouca concentração, que caiu para segundo plano nesta era dos tintos concentrados. Alentejana de raiz (de acordo com os últimos estudos), ocupa incomodamente a 3ª área de vinha da região, apesar de nos vinhos estar renegada a papéis secundários ou de era na concentração que estava a sua virtude, mas sim na longevidade, “ela precisa de tempo!”. É uma casta que se encontra bem-adaptada a qualquer tipo de solo e de clima. Os seus vinhos possuem tons granada e aromas a fruta, são equilibrados com média a baixa acidez e persistência em boca. Apesar de serem suscetíveis a fenómenos de oxidação, têm boa aptidão para envelhecimento em carvalho. |
| Cava | Cava é uma operação cultural que consiste em escavar em volta do tronco , pondo a descoberto as raízes superficiais para facilitar a recolha da a água da chuva do inverno e permitir que as folhas se acumulem fornecendo água e alimento. |
| Cebolinho | Cebolinho é o odor vegetal de alguns vinhos brancos que evoca o desta planta. |
| Cedro | Cedro é o aroma de resina nobre com matiz balsâmica, mais perfumado que o odor resinoso do pinho . Em castas como a Cabernet Sauvignon, este odor balsâmico não procede da madeira de estágio, mas da própria casta. |
| Cereja | Cereja é o aroma frutado que aparece em alguns vinhos rosados e tintos que remete para o próprio fruto. Utiliza-se também como descritivo de cor. |
| Champagne | Vinho espumante natural produzido na região de Champagne. |
| Champenoise | Método de espumante que consiste em refermentar o vinho na própria garrafa. Tradicionalmente utilizado na região de Champagne. |
| Chapéu submerso (ou manta) | Termo usado para o processo de vinificação na qual a manta ou chapéu é mantido submerso na massa em fermentação. |
| Chaptalização | Prática que consiste em adicionar açúcares não derivados de uvas ao mosto quando este tem baixo teor de açúcares naturais. Permitido apenas em alguns países onde é previsto por lei. |
| Charmat | Método de produção de vinho espumante criado por Eugene Charmat, no qual o vinho passa por uma segunda fermentação num grande recipiente. |
| Chato | Vinho com falta de acidez fixa. |
| Cheio | Cheio é o termo usado para designar um vinho com muito corpo, bem estruturado que preenche a boca. |
| Chocolate | Chocolate é um aroma que evoca o deste alimento, obtido do cacau torrado. É característico de algumas castas como a Syrah, Tinta Roriz ou Trincadeira. |
| Choro | Derrame de seiva da planta, sinal de saída do período de dormência invernal (ocorre de Fevereiro a Abril), primeira fase do abrolhamento. |
| Ciclo Fenológico | O ciclo enológico é o período de tempo que compreende as seguintes fases de desenvolvimento da videira: • abrolhamento; • floração; • fecundação; • diferenciação dos gomos; • pintor ou alimpa (paragem de crescimento e início da coloração do bago); • paragem de crescimento; • maturação (constituição de reservas em açúcar, no final da qual se realiza a vindima); • queda da folha e repouso vegetativo (cerca de cinco meses). |
| Ciclo Reprodutor | O ciclo reprodutor da videira decorre ao longo de dois anos consecutivos desde a diferenciação dos primórdios das inlorescências no interior dos gomos antes do período da loração de um ano até à maturação da grainha na maturação isiológica do ano seguinte. |
| Ciclo Vegetativo | O ciclo vegetativo é o período de tempo que decorre de "choro", início da atividade radicular a "choro". Diz respeito ao desenvolvimento dos gomos, crescimento dos pampanos e netas, desenvolvimento das folhas, fruto e acumulação de reservas e compreende duas grandes fases: a da atividade vegetativa em que se observam modificações constantes na morfologia da planta e na sua atividade fisiológica e o período de repouso vegetativo quando a videira, desprovida de folhas mantém inalterado o seu aspeto exterior assim como uma atividade fisiológica muito reduzida. |
| Cima Corgo | Compreendendo uma área total de 95 000 hectares (mais do dobro da sub-região do Baixo Corgo), o Cima Corgo apresenta a maior área plantada de vinha das três sub-regiões, com cerca de 20 000 hectares. A região é delimitada por floresta nas cotas de maior altitude e encontra-se repleta de mortórios resultantes da crise filoxérica. Aqui, assiste-se a um clima “progressivamente mais mediterrânico com diminuição da precipitação e aumento das temperaturas estivais”. A meia encosta, coabitam pequenas explorações e quintas de média ou grande dimensão, de onde surgem alguns dos melhores vinhos DOP e vinhos do Porto |
| Cítrico | Cítrico corresponde ao aroma frutado de certos vinhos que evoca a dos frutos citrinos (sidra, limão, laranja, etc.). |
| Clarete | Clarete é a menção prevista para um vinho tinto, pouco colorido, com um teor alcoólico não superior em 2,5 % vol. ao limite mínimo legalmente fixado . Termo originário de Bordeaux, designa um vinho com mais personalidade que um vinho rosé, mas menos tânico que um tinto. O mosto é macerado em contacto com as películas por um tempo mais prolongado do que um rosé o que se traduz em mais cor, estrutura e tanino. |
| Clima | O clima é o conjunto dos fenómenos meteorológicos que caracterizam o estado médio da atmosfera e a sua evolução durante um longo período num local situado na superfície terrestre e influenciam o ciclo vegetativo da videira com consequência na sua produção e qualidade anual. |
| Clone | Um Clone é um indivíduo produzido por multiplicação assexuada de um mesmo tronco-mãe exatamente idêntico a outro. |
| Cloro | O cloro é um odor químico desagradável provocado pelo TBA e TCA que recorda o da piscina. Pode ser provocado pelo contacto com a cortiça da rolha. |
| Cobre | Os metais pesados como o cobre são oligoelementos que possuem um papel importante no equilíbrio redox do mosto. Em oposição, quando estes elementos se encontram em níveis superiores são catalisadores da enzima lacase que potencia a reação de oxidação do mosto/vinho. Provocam um odor desagradável e alteração de cor num vinho alterado pela presença excessiva de cobre, casse cúprica. |
| Coco | Coco é um aroma agradável que aparece em certos vinhos com estágio em madeira. |
| Códega do Larinho | A Códega do Larinho é uma casta branca oxidativa de maturação média que se encontra principalmente encepada nas regiões do Douro e Trás-os-Montes. Produz vinhos de cor citrina com aroma bastante complexo, frutado intenso (frutos tropicais) e floral. Na boca mostra algum défice em frescura, pouco ácido, compensado com um excelente perfil aromático e grande persistência. |
| Cogumelo | Cogumelo é um aroma terroso e fúngico que pertencente tanto à série dos aromas vegetais como à série dos aromas fúngicos. Encontra-se mais facilmente em vinhos longamente estagiados em garrafa. |
| Cola | A cola, albumina, gelatina, bentonite, cola de peixe etc é uma substância que possui a capacidade de aglutinar e precipitar as impurezas presentes nos vinhos ajudando na clarificação do mesmo. |
| Colagem | Dá-se o nome de colagem à técnica de clarificação em que se recorre à adição por remontagem de uma cola que quando precipita arrasta consigo os sólidos suspensos. |
| Colares | Colares é uma região vitícola Demarcada da Estremadura portuguesa desde 1908. Os solos onde se encontram instaladas as vinhas são de areia de duna o que permitiu com que estas videiras resistissem à praga da filoxera. Aqui, as videiras crescem horizontalmente, coladas ao chão, num rendilhado de madeira, e são protegidas da influência marítima através de paliçadas de cana seca e muros de pedra solta. Os vinhos tintos são elaborados essencialmente a partir da casta Ramisco que origina vinhos de baixo teor alcoólico, com alguma complexidade aromática e bastantes taninos, cuja adstringência se vai esbatendo com o estágio em madeira e em garrafa enquanto os vinhos brancos são elaborados essencialmente a partir da casta Malvasia de Colares. |
| Colheita | Colheita é sinónimo de vindima, remete ao ano em que as uvas que deram origem a um determinado vinho foram vindimadas. |
| Colheita selecionada | Colheita selecionada remete a uma designação presente na legislação e que apenas pode ser atribuída a vinhos verdes e vinhos com indicação geográfica que apresentem características organolépticas destacadas e um teor alcoólico igual ou superior (em 1% em vol.) ao limite legalmente fixado, devendo constar de uma conta-corrente específica, sendo obrigatória a indicação do ano de colheita; |
| Colheita Tardia | Os vinhos de colheita tardia late harvest, são vinhos geralmente doces, ditos de sobremesa produzidos a partir de uvas que são deixadas na videira várias semanas após a data ideal de colheita. Este processo resulta na desidratação do bago e consequente aumento da concentração de açúcar. É então uma menção reservada para vinho produzido a partir de uvas com sobrematuração , sobre as quais se desenvolveu a Botrytis cineria spp. em condições que provocam a podridão nobre ou que tenham sofrido outro processo de sobrematuração, com um título alcoométrico volúmico natural mínimo de 15 % vol. |
| Colocar em Pontas | Colocar em pontas é a expressão usada, no método tradicional de elaboração de espumante, para descrever a ação de tirar as garrafas das pupitres arrumando-as de gargalo para baixo para, mais tarde, proceder ao dégorgement. |
| Colóides | Colóides são todas as substâncias de aspeto gelatinoso que dão corpo e untuosidade ao vinho, mas que também podem causar instabilidade. A turvação coloidal pode ser constituída por sais tartáricos, antocianinas, taninos e polissacarídeos. A filtração permite eliminar parte dos colóides presentes. A intensidade destes colóides no vinho encontra-se intimamente ligada ao estado sanitário das uvas , temperatura e operações mecânicas. |
| Comissão Vitivinícola Regional | A principal função das comissões vitivinícolas regionais, CVR é a certificação dos vinhos da região sobre a sua jurisdição. Cabe a estas organizações interprofissionais fiscalizar técnicas vitícolas e processos de vinificação. Designadas também por entidades certificadoras, são-lhes atribuídas por lei, as funções de controlo da produção e comércio e de certificação de produtos vitivinícolas com direito a DO ou IG da respetiva área geográfica de atuação. Cada vinho a certificar tem de passar pela análise física, química e organoléptica levada a cabe pela CVR da região de forma a garantir a sua qualidade e autenticidade. É também responsável pela promoção dos da região, no mercado nacional e em mercados-alvo internacionais As CVRs existentes em Portugal correspondem às regiões vitivinícolas dos Açores, Alentejo, Algarve, Bairrada, Beira Interior, Bucelas - Carcavelos – Colares, Dão, Estremadura, Lafões, Lourinhã, Península de Setúbal, Ribatejo, Távora-Varosa, Trás-os-Montes e Vinhos Verdes. |
| Compasso | O compasso mede a distância entre videiras na linha (m) pela distância da entrelinha (m) o que corresponde à área ocupada por uma videira em (m2). |
| Completo | Um vinho completo é um vinho rico, equilibrado e harmonioso. |
| Complexo | Complexo é um termo que se aplica para designar um vinho com várias camadas de aromas, primários, secundários e terciários ou estágio. |
| Compostos Fenólicos | Os compostos fenólicos são caracterizados por possuírem pelo menos um anel aromático com um ou mais grupos hidroxilo ligados. Podem variar desde compostos simples de baixo peso molecular, com apenas um anel aromático, a taninos e derivados de polifenóis complexos e encontram-se normalmente ligados a açúcares e ácidos orgânicos. |
| Compota | Compota é um odor frutado que recorda o de frutas cozidas e que aparece em vinhos muito intensos e maduros. |
| Comum | Vinho de consumo diário, sem qualquer classificação especial. |
| Concentrado | Um vinho concentrado é aquele que tem boa extração de cor e/ou aromas intensos. |
| Condução | Condução é a técnica usada na videira que permite, através da poda, dar uma determinada forma à planta. |
| Confraria | A confraria é uma associação de amigos que partilham o vinho como interesse comum e se reúnem para o celebrar. |
| Consistente | Um vinho consistente é aquele que é firme, denso com alguns taninos mas não em excesso. |
| Consociação | Sistema cultural que comporta simultaneamente mais do que um tipo de cultura agrícola na mesma parcela. |
| Contaminação | Contaminação é a ação desencadeada por microorganismos como fungos ou bactérias passíveis de alterar um determinado vinho. Poderá acontecer por descuido de limpeza. |
| Contra-Rótulo | Contra-rótulo é um documento, em Portugal, com selo de garantia da respetiva CVR que os produtores colocam na parte de trás da garrafa para proporcionar ao consumidor uma informação suplementar sobre as qualidades, a conservação, o ano de vindima e idade do vinho. |
| Cooperativa | Cooperativa é uma sociedade de viticultores que tem como finalidade a produção em comum dos vinhos e a distribuição equitativa dos benefícios obtidos. Os viticultores associados contribuem com parte das suas próprias vindimas para a respetiva cooperativa. |
| Copo de Branco | Copo de branco deve ser pouco aberto e com pequena capacidade volumétrica. É importante que o copo seja de pouco volume para o vinho se manter sempre fresco. |
| Copo de Espumante | Os Copos de espumante têm uma forma estreita para que os aromas leves não se percam, pois, são vinhos que estão em guarda durante algum tempo. Por outro lado, esta forma é também importante para preservar o gás evitando que as bolhas se libertem. |
| Copo de Tinto | Copo de tinto deverá ter uma capacidade superior ao copo de branco para ajudar os aromas a libertarem-se e arejar o vinho. Contudo, a boca do copo também deve ser mais estreita do que o corpo como no vinho branco para garantir uma coluna de aromas que se vai direcionar para o nariz. |
| Cor | A cor é um aspeto cromático do vinho. De maneira geral, quanto à cor, os vinhos são classificados segundo as uvas que lhes dão origem ou de acordo com o processo de produção do vinho em vinhos tintos em que a cor varia do rubi – que pode ser mais translúcido ou opaco – ao granada; Vinhos brancos em que os tons vão do amarelo pálido ao âmbar e Vinhos Rosés que podem ir do rosa pálido ao violáceo. Sem esquecer espumantes e vinhos licoroso que podem ser de tons variados de acordo com a uva, processo de vinificação e envelhecimento. Em prova, para proceder ao exame visual, devemos inclinar o copo contra um fundo branco. No centro do copo analisamos a tonalidade e nas bordas, os reflexos. |
| Cordão | Cordão é uma técnica de condução e de poda da videira que consiste em dar forma à cepa para que os sarmentos se desenvolvam sobre os arames. Um ou dois sarmentos são amarrados ao arame. Há diferentes podas de cordão, cordão Royat, duplo cordão, etc. Coroa de bolhas que se formam na superfície dos vinhos espumosos. Quando a primeira espuma desaparece fica o cordão, que, nos espumosos de grande qualidade, é de grande tenacidade e persistência. |
| Cordão Duplo Sobreposto Ascendente e Retombante (Lys ou Lira) | Sistema de condução no qual as videiras são dividas em 2 cordões orientados em sentidos opostos, a diferentes níveis, em que o nível inferior é responsável pela vegetação retombante e o nível superior pela vegetação ascendente, distando entre si cerca de 0,35-0,40m, criando uma abertura entre ambos do tipo "janela". A sobreposição de sebes ascendente e retombante é feita por videiras distintas, a retombante é uma videira, sendo a sobreposta a ascendente outra. A altura do 1º arame ao solo é de cerca de 1,10m e do 2º arame é de 1,45m, distando deste ao 1º nível do arame duplo de 0,25cm, e deste ao 2º nível outros 0,25cm, do último arame ao 2º nível do arame duplo cerca de 0,35cm. Esta forma de condução está associada a uma poda do tipo mista de vara e talão, mas poderá também ser do tipo Guyot. |
| Cordão Simples Ascendente (CSA) | Sistema de condução associado a uma poda mista de vara e talão, com uma condução totalmente ascendente, sendo vulgarmente designado por Cazenave (associado ao tipo de poda). A altura do cordão varia entre os 1,10-1,20m do solo e admite 2 a 3 fiadas de arame (duplos ou móveis) acima do cordão para suporte da vegetação; a sustentação dos arames assenta num conjunto de postes, de madeira tratada, cimento ou granito, com 2,5-3,0m de comprimento. É aconselhado para vinhas em meia encosta e/ou terrenos secos que imprimam reduzido vigor à videira e possui como vantagem o facto de ser um dos sistemas de condução mais adaptáveis à mecanização das diversas operações culturais (poda, vindima, etc.); os custos de implantação revelam-se como o maior inconveniente. |
| Cordão Simples Ascendente e Retombante (CAR) | Sistema associado a uma poda mista de vara e talão, com 3 fiadas de arames (mais recentemente constituído por fiadas duplas) que são responsáveis pelo suporte da vegetação ascendente, erradamente designado por Silvoz (tipo de poda por varas longas empadas e amarradas a um nível inferior ao cordão). Obtém-se a divisão da sebe única do cordão simples retombante em 2 direcções pelo abaixamento do nível do cordão para a altura de 1,20-1,30m e colocação de mais 2 arames superiores ao cordão, separados cerca de 0,40cm. O objectivo deste sistema é o de tirar maior partido do vigor conseguido pelas varas de crescimento ascendente, garantindo uma maior fertilidade, diminuir a sensibilidade à podridão dos cachos e aumentar a superfície foliar exposta com ganhos na aquisição de açúcares. As podas do tipo Silvoz têm produções semelhantes aos cordões de 2 sebes e a vantagem de necessitarem de menor número de tratamentos fitossanitários. Em contrapartida a sua condução é mais dispendiosa devido ao maior consumo em mão-de-obra, sendo contra-indicada para castas que tenham sarmentos muito grossos e quebradiços ao empar. |
| Cordão Simples Retombante | Vulgarmente conhecido por cordão simples, surgiu como uma alternativa à cruzeta, dado os baixos custos de armação e a entrada em produção mais cedo. Sistema formado por cordões simples, com a plantação de 2 videiras juntas e posteriormente isoladas, com um arame único a 1,70-1,80m de altura e com desenvolvimento vegetal retombante. Apesar dos baixos custos de instalação, tem a desvantagem de requer frequentemente intervenções em verde, sobretudo para evitar podridões. Por outro lado, devido ao facto de apenas possuir um arame, deixa a vegetação livre, o que em zonas ventosas, pode originar uma significativa quebra significativa dos sarmentos, ou uma excessiva exposição com eventual escaldão, acarretando prejuízos na produção final. |
| Cordão Sobreposto Retombante (duplo ou simples) (CSOB) | Conhecido por cordão sobreposto, este sistema de condução surgiu para minimizar a menor densidade de plantação, vegetação e de produção do cordão simples. Consiste na sobreposição na vertical de duas sebes de vegetação retombantes. Na base das duas sebes sobrepostas, podem estar cordões simples ou duplos, que correm alternadamente em dois níveis de arames, que distam entre si de 0,80-1,00m. A altura do 1º arame ao solo varia de 1,00-1,20m, e entre 2,00-2,20m do 2º arame ao solo. Este sistema de condução tem o inconveniente de provocar um ensombramento excessivo nas videiras que se encontram no arame inferior, prejudicando fundamentalmente a maturação e a sanidade das uvas, nomeadamente quando não se realizam intervenções em verde nas duas sebes. Por vezes existe a necessidade de auxílio de escadotes ou do reboque do tractor, para a realização, quer da poda, quer da vindima nas videiras do arame superior. |
| Cornifesto | A casta tinta Cornifesto apresenta um cacho muito pequeno, compacto, de forma cónico e bagos pequenos de película fina. Dá origem a mostos com potencial alcoólico médio a elevado e acidez média a baixa. Os seus vinhos possuem uma intensidade corante e potencial de envelhecimento médios. Descende das castas “Cayetana” e “Alfrocheiro Preto” e é muitas vezes encontrada no encepamento das vinhas velhas sobretudo na região do Douro. Coroa – coroa é o círculo de espuma que se forma na superfície de um espumante quando vertido num copo. Resulta do desprendimento da bolha de gás carbónico. |
| Corpo | O Corpo é a sensação de volume e de peso que o vinho causa na boca. Os vinhos parecem tanto mais volumosos quanto maior for a sua concentração em álcool ou açúcar. |
| Correcção dos solos | Modificação da natureza de um solo, acrescentando-lhe adubos e substâncias apropriadas para melhorar as suas propriedades físicas, químicas e biológicas. |
| Corte | Interrupção do aquecimento no fim da destilação. |
| Cortiça | A cortiça é um material vegetal obtido a partir a casca do sobreiro, Quercus Suber L, leve e com grande poder isolante. É formada por uma colmeia de células microscópicas preenchidas com um gás semelhante ao ar o que explica a sua leveza e revestidas maioritariamente por suberina e lenhina. Cada célula tem a forma de um minúsculo prisma, pentagonal ou hexagonal, cuja altura não ultrapassa os 40 a 50 microns. É este agregado de pequenas almofadas que concedem à cortiça uma compressibilidade fora do vulgar. Em simultâneo, graças à impermeabilidade que a suberina dá às paredes da célula da cortiça, esta é hermética. Na sua composição química identificam-se também outros compostos, embora com menos expressão, como os polissacarídeos, ceroides e taninos. Pode também indicar um odor desagradável que se pode detetar nos vinhos cuja rolha se encontra em más condições. |
| Couro | Couro é um odor pertencente à série empireumática/animal associado ao composto etilfenol que geralmente aparece por contaminação de Brettanomyces ou Dekkera. É mais comum em vinhos com maceração longa, estágio em madeira ou longo estágio em garrafa. |
| Couve | Couve é um odor potente vegetal, que deriva do composto metional e se encontra associado a vinhos com defeito de redução. |
| Cozido | Cozido é um odor quente que se deteta em alguns vinhos tintos fermentados em cimento ou em cubas de madeira que sofreram fortes elevações de temperatura durante a vinificação. |
| Cravo-da-Índia | O Cravo-da-Índia é um aroma a especiarias, presente certos tintos, que recorda o dos botões secos das flores do craveiro. |
| Cremoso | O termo cremoso usa-se para distinguir um vinho que tem uma textura cremosa, pastosa. |
| Crisântemo | Crisântemo é um aroma florar característico de alguns brancos que recorda o aroma desta flor. |
| Cristais | Os cristais de tartarato formam-se por ligação do ácido tartárico a moléculas de cálcio ou potássio que, por sua vez, dão origem a cristais de bitartarato de potássio e de tartarato neutro de cálcio que podem precipitar em garrafa formando um depósito em forma de sais. Esta precipitação é potenciada pela diminuição da temperatura . Constituí apenas uma alteração visual nos vinhos e pode ser evitada por estabilização pelo frio ou por adição de ácido metatartárico |
| Cristalino | Cristalino é um termo aplicado a um vinho límpido como um cristal. |
| Cru | Cru diz-se de um vinho ainda pouco evoluído, demasiado jovem para exprimir as suas características. |
| Cruzeta | Cruzeta é um sistema de condução da videira tradicional usado especialmente na região dos Vinhos Verde. O suporte das videiras consiste num sistema de cruzes perfeitamente alinhadas em sucessivas fileiras. |
| Cuba | Cuba é o depósito utilizado para a fermentação de mostos ou armazenamento de vinhos. São vasilhames em aço inoxidável ou em cimento revestido por um material inerte. |
| Cubas em inox | Vasilhas em aço inoxidável ou cimento, revestido por material inerte, utilizadas na fase inicial do envelhecimento do vinho. |
| Cultura in vitro | Designação da cultura realizada em laboratório com fins experimentais; no caso da videira, para a sua multiplicação vegetativa, para a sua melhoria sanitária ou para lhe permitir maior resistência às doenças. |
| Currais | Os currais de pedra, construídos pelo Homem há cerca de 500 anos, e que são desde 2004 classificados como Património Mundial da Humanidade pela UNESCO, procuram proteger as vinhas do vento e do sal marítimo, e simultaneamente criar um microclima para as vinhas, com mais calor. São muros de pedra solta que delimitam uma certa área de vinha, protegendo-a do vento marítimo . As videiras encontram-se em pequenos recintos retangulares currais, colados uns aos outros. |
| Curtimenta | Curtimenta é o termo usado em Portugal para designar o método de vinificação usado, em geral para tintos e alguns rosés em que as o mosto macera e fermenta em contacto com as películas, grainhas e engaço. Os Orange wines ou brancos de curtimenta são brancos que seguem também este método de vinificação o resultado é um vinho que difere não apenas na cor, desde amarelo escuro até âmbar, mas também no nariz e no palato. |
| Curto | Curto é o termo que designa um vinho cujo aroma e ou palato não perduram em boca. |
| Cuspideira | Cuspideira é um pequeno recipiente destinado a receber o vinho que os provadores não pretendem ingerir particularmente utilizado durante provas. |
| Cuspidor ou cuspideira | Pequeno recipiente destinado a receber o vinho que os provadores não pretendem ingerir, durante as provas. |
| Cuvaison | Cuvaison é o termo francês para maceração. Este é o processo durante a fermentação dos vinhos tintos e alguns brancos em que o líquido do mosto permanece em contacto com as grainhas e películas para promover a extração de taninos, antocianas e aromas. |
| Cuvée | Originalmente o termo cuvée refere-se ao vinho proveniente de um tanque ou cuvée. Hoje o termo refere-se a um blend específico geralmente para um vinho de topo que pode ser a mistura de várias castas ou parcelas, ou até mistura de várias vindimas. Refere-se a uma mistura que serve de base para a construção de vinhos ou espumantes na tentativa de manter um padrão de qualidade . |
| Damasco | Damasco é um aroma frutado muito delicado que é possível de encontrar em vinhos brancos sobretudo com açúcares residuais. |
| Dão | Dão é uma região vitivinícola de grande importância em Portugal, demarcada no ano de 1908 e regulamentada no ano seguinte. Delimitada por um conjunto de serras que constituem uma importante barreira às massas húmidas do litoral e aos ventos agrestes continentais (a poente encontra-se a serra do Caramulo, a sul a luxuriante Buçaco, a norte a serra da Nave e a leste a imponente Estrela). As vinhas encontram-se instaladas em terrenos de baixa fertilidade, predominantemente graníticos com diversos afloramentos xistosos que surgem a sul e a poente da Região. De clima temperado, produz vinhos que nos melhores exemplos se apresentam elegantes e ao mesmo tempo poderosos. No Dão planta-se uma grande variedade de cepas e é notável o fato de a região ser rica em espécies autóctones. As castas tintas predominantes para a produção de vinhos de qualidade são: Touriga Nacional, Tinta Roriz, Alfrocheiro Preto e Jaen. A casta Encruzado é a principal casta branca, por vezes combinada com Malvasia Fina e Bical. |
| Decantação ou Decantar | Decantação é uma técnica em enologia que se usa para separar o mosto/vinho das partes sólidas, consiste em deixar o vinho repousar num recipiente (cuba ou outro) para que as partículas sólidas (que constituem as ditas borras) se depositem no fundo. É também o processo no qual o vinho é vertido num decanter com o objetivo de o separar dos sedimentos (eventualmente criados) que se depositaram nas paredes da garrafa assegurando que o sedimento não passe para o copo. |
| Decanter | Decanter ou decantador é um jarro de fundo largo e abertura estreita que se usa para arejar o vinho ou para o separar dos seus depósitos, que devido à sua forma, garante que estes não passem para o copo. |
| Decrépito | Decrépito é um termo que se atribui a um vinho que já atingiu o seu auge e que agora se encontra em decréscimo por velhice a mais. Os aromas primários tornam-se gradualmente impercetíveis. |
| Defeito | Defeito é qualquer alteração que se deteta com desagrado na prova de mosto ou vinho. Pode ocorrer por contaminação microbiana, defeito da rolha, oxidação, excesso ou defeito de sulfuroso etc. |
| Defeituoso | Defeituoso é um vinho ou mosto que apresenta pelo menos um defeito. |
| Dégorgement | O Dégorgement é uma palavra de origem francesa que identifica a operação de retirar simultaneamente a cápsula e as borras, sedimentos, concentradas junto ao gargalo da garrafa de vinho espumante num movimento só. Geralmente utiliza-se o método de congelação através do qual se congela a parte superior do gargalo onde está depositado todo o sedimento que, depois de congelado, é expulso com a abertura da cápsula ficando o espumante livre do depósito e pronto a ser atestado e rolhado. |
| Degustação | Degustação é sinónimo de prova, ato pelo qual se procede, segundo normas precisas, a uma análise sensorial. |
| Delgado ou Delicado | Delicado é um termo que se atribui a um vinho harmonioso que revela aromas em equilíbrio. |
| Demi-sec | Palavra francesa, geralmente usada para definir champanhe ou vinho espumante semidoce. |
| Denominação de Origem | Denominação de Origem é uma designação é aplicável a produtos cuja originalidade e individualidade estão ligados de forma indissociável a uma determinada região, local, ou denominação tradicional que serve para identificar o produto vitivinícola. São consideradas a origem e produção nessa região ou local determinado e a qualidade ou características específicas, devidas ao meio geográfico, fatores naturais e humanos. Para beneficiar de uma Denominação de Origem , todo o processo de produção é sujeito a um controlo rigoroso em todas as suas fases. As castas utilizadas, os métodos de vinificação, as características organoléticas são apenas alguns dos elementos verificados para a atribuição desse direito cabendo às Entidades Certificadoras efetuar o controlo, de forma a garantir a genuinidade e qualidade dos vinhos , , alínea a do art.2º do Decreto-Lei nº.212/04, de 23 de Agosto. fonte IVV |
| Denominação de Origem Madeira | A famosa Denominação de Origem da Madeira foi demarcada em 1913 e tem a sua produção de vinho limitada às ilhas da Madeira e do Porto Santo. A extensão da Região Vitícola é de cerca de 500 hectares num clima tipicamente mediterrânico , com temperaturas amenas durante todo o ano e baixas amplitudes térmicas, embora a humidade atmosférica seja sempre elevada. Trata-se de uma paisagem única e caracterizada pela orografia acidentada do relevo. As condições particulares do solo de origem vulcânica, na sua maioria basálticos, e a proximidade ao mar, associadas às condições climatéricas conferem ao vinho características únicas e singulares. Os terrenos agrícolas caracterizam-se por declives muito acentuados, que regra geral se encontram sob a forma de socalcos, designados por poios. Além da casta Tinta Negra, utilizam-se na produção do Madeira as castas Malvasia, Sercial, Boal e Verdelho que conferem quatro níveis de doçura ao vinho: doce, meio doce, meio seco e seco. O envelhecimento deste vinho pode ser natural, tomando a designação de "canteiro", ou forçado em estufas, tomando a designação de "estufagem". |
| Densidade de Plantação | A densidade de plantação corresponde ao número de videiras plantadas por hectare numa parcela e é calculado em função do compasso de plantação. |
| Densímetro ou mustímetro | Densímetro ou mustímetro é o instrumento utilizado para medir a densidade de uma solução aquosa. Para isso introduz-se o areómetro no mosto, a 15ºC de temperatura , e mede-se o nível de flutuação na correspondente escala graduada do instrumento. A densidade do mosto fica assim determinada em graus Baumé e a partir deste dado pode calcular-se a proporção de açúcar correspondente. Utiliza-se para determinar o valor do álcool potencial de um mosto |
| Denso | Vinho que, visualmente, tem uma densidade superior à da água. Característica dos vinhos doces, como os Sauternes. |
| Depósito | Depósito é o sedimento que, por vezes, pode precipitar no fundo do depósito. É comum ser encontrado em alguns vinhos velhos daí ser aconselhado a utilização de um decanter. |
| Desacidificação | Desacidificação é a operação que consiste em reduzir a acidez de um mosto ou de um vinho por processos físicos, químicos ou biológicos. |
| Desagradável | Desagradável é um termo utilizado para referir um vinho que causa uma impressão de desagrado. |
| Desarmônico | Vinho que, devido à falta ou excesso de um ou mais componentes, é desequilibrado do ponto de vista gustativo. |
| Desavinho | O desavinho é um acidente fisiológico que resulta da queda superior ao normal, de flores não fecundadas. Simultaneamente, ocorre monda natural de bagos não fecundados ou aparentemente fecundados durante o período da alimpa, como forma de compensação natural face a insuficiências nutritivas ou energéticas que a planta possa sentir. Desta forma, o desavinho traduz-se numa ausência de bagos, relativamente à quantidade normal de bagos que deveria estar presente num cacho característico de uma determinada casta. |
| Desencuba | Desencuba é a operação que consiste em esvaziar a cuba depois da fermentação alcoólica, a parte líquida segue por trasfega para outro depósito e regra geral as massas têm como destino seguinte a prensagem. |
| Desengaçador | Desengaçador é o aparelho que tem como finalidade desengaçar os cachos, ou seja, separa o engaço dos bagos de forma a evitar o aparecimento de odores e taninos herbáceos no mosto. |
| Desengaçar ou Desengace | Operação que consiste em separa os bagos do engaço para evitar que o vinho fique com taninos em demasia. |
| Desequilibrado | Desequilibrado é um termo utilizado para caracterizar um vinho cujos componentes integrantes não se encontram em harmonia, isto é, o vinho apresenta um carácter dominante exagerado de um ou mais dos seus componentes. |
| Desfollha | Desfolha é um tipo de poda em verde que consiste em suprimir folhas basais dos pâmpanos de forma a permitir o arejamento dos cachos. |
| Desidratação | A desidratação dos bagos pode ocorrer por insolação ou por ataque da Botrytis cinerea. A partir destas uvas altamente concentradas em açúcar e péctinas são comummente elaborados vinhos doces ou licorosos. |
| Desladroamento | O desladroamento é um tipo de poda em verde que consiste em suprimir os lançamentos excedentes em relação à lenha deixada à poda e se chamam de ladrões. Esta operação tem como objetivos facilitar o crescimento dos lançamentos deixados à poda, facilitar a frutificação e facilitar a penetração do ar e luz. |
| Desneta | A desneta é um tipo de operação em verde que consiste em eliminar as netas situadas abaixo e ao lado dos cachos de forma a arejar a zona frutífera evitando o sombreamento e a competição por fotoassimiliados. |
| Despampa | A despampa ou desparra é um tipo de poda em verde que consiste em suprimir lançamentos jovens, nomeadamente, lançamentos oriundos dos gomos da coroa para facilitar a frutificação e permitir o arejamento dos cachos. |
| Despodoa | Poda preparatória de Outono, praticada em certas regiões com o objectivo de permitir a realização de operações culturais, antes da poda definitiva, embaratecendo também a poda. |
| Desponta | operação de corte com tesoura ou navalha da extremidade ou ponta dos sarmentos da videira. |
| Destilação | A destilação é um processo de separação de uma mistura homogénea que se baseia na diferença existente entre os pontos de ebulição dos diferentes componentes que compõe a mistura. A aguardente vínica ou o brandy resultam de uma destilação de borras ou vinho em alambique ou em coluna de destilação. |
| Diastase | A diastase é uma enzima produzida por leveduras que contribui para a transformação do mosto em vinho. Transforma o amido presente no mosto em maltose. |
| Dionísio | Dionísio, filho de Zeus, é o deus grego da vinha, do vinho e do teatro. |
| Dióxido de Carbono | O dióxido de carbono é um gás que se liberta durante a fermentação alcoólica e protege o mosto da oxidação. Compõe também as garrafas de espumantes visto que se forma durante uma segunda fermentação neste recipiente. |
| Discreto | Discreto diz-se de um vinho sem personalidade, sem características que se destaquem. |
| Dissolvente | Dissolvente é um odor desagradável que recorda a acetona que se utiliza para retirar o verniz das unhas. Aparece em certos vinhos que desenvolveram excessiva acidez volátil. |
| DOC ou Denominação de Origem Controlada | Denominação de Origem Controlada é uma designação atribuída a vinhos cuja produção está tradicionalmente ligada a uma região geograficamente delimitada e sujeita a um conjunto de regras consignadas em legislação própria. Além de assegurar a qualidade do vinho e genuinidade dos processos de produção, o certificado DOC visa estabelecer os métodos de vinificação, o rendimento por hectare ou o processo de envelhecimento do vinho . |
| Doce | Doce é um termo que se utiliza para descrever um vinho cujo teor em açúcar residual é igual ou superior a 45 g/L. Entre o leque de vinhos doces encontram-se os "vindimas tardias", portos, moscatéis, os pedro ximenez, os fondillones e os vinhos rançosos. |
| Doce de Fruta | Doce de fruta é um odor frutado que pode aparecer nos vinhos e evoca o odor a fruta cozida ou marmelada |
| DOP ou Denominação de Origem Protegida | Designação comunitária adoptada para identificar os vinhos com Denominação de Origem, aos quais é conferida protecção nos termos estabelecidos na regulamentação e que integram um registo comunitário único. (Regulamento (CE) nº 479/2008 do Conselho, de 29 de Abril). |
| Dosagem ou Licorização | Dosagem ou licorização é uma operação de elaboração de vinhos espumantes que segue o dégorgement e que consiste em acrescentar ao vinho uma certa percentagem de açúcar em forma de licor de expedição . Esta operação deve ser feita de acordo com o tipo de espumante que se quer obter: brut, seco, semi-seco, doce.. |
| Dourado | Dourado refere-se à cor de alguns vinhos brancos, situa-se entre o palha e o âmbar. |
| Douro Superior | A região do Douro Superior estende-se desde o Cachão da Valeira, na borda do Cima Corgo, e prossegue até à fronteira com Espanha . É das três sub-regiões a mais região árida e agreste, aqui o clima é continental, notoriamente mais quente e seco o que se traduz numa maior maturação. Aqui produzem-se maioritariamente vinhos tintos e vinhos do Porto. Por outro lado, o facto de ser mais afastada ajuda a que sua paisagem e biodiversidade sejam melhor preservadas. E isso contribui para o carácter, charme e personalidade da região. |
| Duro | Duro é o nome que se dá a um vinho que apresenta excesso de tanino. |
| Ebulição | A ebulição é o processo que ocorre em líquidos quando estes atingem a temperatura à qual passam do estado líquido ao estado gasoso. A água tem um ponto de ebulição de 100ºC e o álcool tem uma temperatura de ebulição de 78ºC. |
| Ebuliómetro | O ebuliómetro é o aparelho para medir o conteúdo em álcool de vinhos e aguardentes. Baseia-se no ponto de ebulição do álcool que ferve antes da água, a 78,35ºC. |
| Edital | O edital é a publicação oficial que as Comissões de Vitivinicultura Regionais ou os organismos tutelares da viticultura emitem, fixando a data de início das vindimas. O pregão das vindimas, na tradição herdada da Idade Média, marca também o início das festas da colheita da uva. |
| Efervescente | Efervescente, que desprende gás carbónico. É uma qualidade própria dos vinhos espumantes. |
| Elegante | Designação usada para identificar um vinho distinto, harmonioso na cor e no aroma, equilibrado no gosto e delicado. |
| Em Ponta | Em Ponta é a posição invertida em que se coloca a garrafa de espumante (método tradicional) para que os sedimentos se depositem no gargalo. |
| Embalar | Embalar é o método utilizado para colocar os vinhos dentro de caixas para o seu transporte. |
| Embardamento | Embardamento é a linha de vinhas alinhadas com o auxílio de arames. |
| Empa | A empa consiste na operação de atar os sarmentos das vinhas aos arames ou tutores que sustentam as cepas, de forma a orientar o seu crescimento. |
| Empar | Diz-se também da operação geralmente efectuada nos climas muito quentes, de recolher os sarmentos de uma cepa, atando-os, para proteger os cachos do excesso de sol. Nos climas muito quentes, |
| Empilhadas | Empilhadas é a forma como se dispões um conjunto de garrafas de forma ordenada. |
| Enântico | Enântico que é relativo ao aroma do vinho. |
| Encepamento | Encepamento é o conjunto de castas que constituem uma vinha. |
| Encorpado | Encorpado, designa-se de um vinho cheio, que normalmente apresenta elevado teor alcoólico e uma elevada composição em mano-proteínas. |
| Encosta | Encosta é o declive de um monte ou de uma colina onde se cultiva a vinha. Há muitos vinhos famosos que nascem em encostas. |
| Encrostado | Encrostado são os sedimentos de vinho seco que se acumula num reservatório que pode ser de vidro ou outro, criando uma película de cristais que podem ser corados ou não consoante o vinho é tinto ou branco |
| Encubar | Encubar consiste em colocar o vinho numa cuba ou barrica. |
| Enforcado | Enforcado é o termo usado para designar um antigo sistema de condução da vinha, particularmente ma região dos Vinhos Verdes. As videiras trepam por outras árvores. |
| Engaço | Engaço é parte verde e lenhosa do cacho de uvas, que tem a função de suporte dos bagos de uva. Quando verde e colocado no vinho transmite aromar herbáceos, quando maduro e castanho transmite taninos maduros ao vinho. |
| Engarrafadora | Engarrafadora é a máquina utilizada para efetuar o enchimento do vinho numa garrafa. |
| Enófilo | Enófilo é o termo usado para designar o apreciador e ou estudioso de vinhos. |
| Enologia | Enologia é o ramo das ciências agronómicas que estuda a produção de vinhos e as suas práticas enológicas. |
| Enólogo | Enólogo é aquele que tem a formação especifica e o conhecimento da enologia. |
| Enoteca | Enoteca é o local onde são colocadas e publicitadas as coleções de vinhos de um produtor |
| Enrola | A enrola é uma operação em verde que consiste no enrolamento dos pâmpanos em torno do arame superior de condução com vista a conter a vegetação e permitir o trabalho na entrelinha. |
| Envasilhar | Envasilhar consiste em encher as barricas, cubas ou ânforas com o vinho. |
| Envelhecer | Envelhecer é o estágio a que colocam os vinhos, dentro de reservatórios, de madeira, inox, ou ânfora, para sofrerem a ação de uma micro oxigenação. |
| Envelhecimento | Envelhecimento é a evolução do vinho ao longo do tempo, causado pela ação natural do oxigênio. |
| Enxertia | Termo que designa a operação de enxertar. |
| Enxertia de Borbulha | A enxertia de borbulha é utilizada frequentemente para alterar o encepamento de uma vinha, a enxertia de borbulha é o processo de retirar um gomo de uma vitis europeia e abrir um golpe no pé de uma vitis americana, introduzir o gomo e selar com fita para prender a união. |
| Enxertia de Garfo | A enxertia de garfo é a operação que consiste em colocar um enxerto de uma Vitis vinífera (videira europeia) no pé de uma videira americana. |
| Enxerto | Designa a associação de duas estruturas vegetais a fim de obter uma nova planta derivada delas; as vitis viníferas enxertam-se sobre pés resistentes à filoxera. |
| Enxerto Pronto | O enxerto pronto é o resultado da união de duas estruturas vegetais afim de obter uma nova planta que é produtora de uva para vinho e é resistente à filoxera. |
| Enxofrador ou Enxofradeira de Fole | Aparelho em folha-de-flandres, destinado a espalhar o enxofre em nuvens de poeira sólidas, para o tratamento do oídio nas vinhas. |
| Enxofrar | Termo que designa o tratamento com enxofre; este pode ser aplicado sobre a planta da vide e, também sobre as pipas e cubas de madeira. |
| Enxofre | Enxofre é uma substância em pó utilizada nas vinhas para efetuar o tratamento de alguns fungos da vinha. |
| Enzima | Enzima é uma substância orgânica normalmente de origem proteica com função catalisadora que acelera as reações químicas (fermentação). |
| Equilibrado | Equilibrado, designa-se de um vinho que tem uma boa harmonia entre álcool, acidez e fruta. |
| Escaldão | Nome vulgarmente utilizado para referir as lesões nas folhas e nos bagos relativas à perda de água e morte dos tecidos provocadas pela insolação e elevadas temperaturas estivais. |
| Escanção | O escanção também designado por sommelier, perito de vinhos com formação, que tem a seu cargo a conservação, manutenção e escolha de vinhos de uma garrafeira. |
| Escava ou descava | Operação tradicionalmente efectuada entre Outubro e Dezembro que consiste em escavar à volta da planta para cortar as raízes superficiais, podando-a e preparando-a para a enxertia. Pretende-se assim, expor o colo das videiras ao frio do Inverno, de forma a evitar quer o aparecimento de raízes junto à zona de enxertia ( afracamento ), contribuindo também para a defesa contra a erosão e para o aproveitamento das águas das primeiras chuvas, que se perderiam por escorrência superficial, sem esta operação. |
| Escorregadio | Vinho com densidade semelhante à da água. |
| Esladroar | Termo usado para designar a retirada da ramagem por forma a que o enxerto de vide vinífera fique bem soldado. |
| Esmagador | Esmagador é uma peça que geralmente está integrado no desengaçador. O esmagador é formado por dois rolos de borracha que apertam o bago, estalando a película do bago e provocando a saída do sumo de uva. |
| Espaldeira | Termo usado na armação da vinha em forma espalmada e guarnecendo uma parede. (in Lexique de La Vigne et du Vin ) |
| Espirituoso | Espirituoso é um vinho de graduação alcoólica elevada, resultado da destilação de frutas. |
| Espoldra | Designa a supressão de ramos novos ou pâmpanos inúteis sobre o tronco ou braços da cepa. (in Lexique de La Vigne et du Vin ) |
| Espumante | Espumante é um tipo de vinho resultante de duas fermentações alcoólicas. A primeira fermentação ocorre em cuba ou barrica e a segunda fermentação ocorre na garrafa, conservando na mesmo o gás resultante da segunda fermentação. |
| Estabilização | A estabilização são o conjunto de operações que se efetuam nos vinhos para evitar as precipitações tartáricas (depósito de cristais na garrafa) ou as estabilizações proteicas (formação de uma névoa no vinho, quando sujeito a maior temperatura). No caso dos vinhos tintos também temos a precipitação da matéria corante (deposito de cor num fundo da garrafa). |
| Estágio | O estágio de um vinho é período no qual o vinho está armazenado. Pode ser em depósitos de inox, madeira, talha ou mesmo em garrafa. |
| Esterilização | A esterilização é um processo de filtração efetuado em alguns vinhos para garantir a ausência de microrganismos no vinho como bactérias e leveduras. |
| Esteva | A esteva é um composto aromático que está presente muitas vezes nos vinhos que contém a casta Touriga Nacional |
| Estrutura | A estrutura de um vinho é o esqueleto de um vinho. Refere-se à estrutura de um vinho quando falamos na sensação táctil de um vinho na boca. Os constituintes do vinho que influenciam a estrutura de um vinho são: taninos, manoproteínas, álcoois e ácidos. |
| Estruturado | Vinho com boa presença de álcool, ácidos e taninos. |
| Estufagem | A estufagem é um processo de aquecimento do vinho. |
| Etanal | O etanal é um derivado do principal constituinte de álcool do vinho o etanol. É detetado no vinho pelo aroma a maçã oxidada, que corresponde à primeira fase de oxidação de um vinho. |
| Etanol | O etanol é o álcool principal existente no vinho também designado por álcool etílico. |
| Etéreo | Diz-se de um perfume que tem um odor característico a éter. Típico de vinhos envelhecidos. |
| Evoluído | Evoluído diz-se de um vinho que se alterou como tempo devido à oxidação, ganhando tons mais acastanhados ou e aromas oxidativos como frutos secos. |
| Extra Brut | Extra Brut diz-se de um vinho espumante cuja a quantidade de açúcar é inferior a 6g/l. |
| Extração | A extração em enologia consiste no processo de remover a cor, taninos e outros compostos existentes na película para o mosto da uva. |
| Fechado | Vinho Fechado é o termo utlizado para caracterizar o aroma de um vinho quando este não ainda não tem as suas características aromáticas expressas. |
| Feito | Um vinho feito é um vinho que se encontra pronto para beber. |
| Feitoria | Feitoria é um estabelecimento de comerciantes que operam num país estrangeiro. A Feitoria foi também utilizada para referir ao grau mais alto na classificação original das vinhas de vinho do Porto levada a cabo pelo Marquês de Pombal . As vinhas que obtinham a condição de feitoria eram autorizadas a vender os seus vinhos no mercado britânico e a aplicar os preços mais elevados. As colunas de granito que marcavam os limites da área de vinhas de vinho do Porto na demarcação de 1756 são conhecidas como “marcos de feitoria”. |
| Fenol | O fenol é um composto derivado de um núcleo benzénico por reutilização dos átomos de hidrogénio por um ou vários grupos hidroxilos. Os compostos fenólicos (ácidos fenólicos, álcoois fenóis, aldeídos fenóis, antocianinas, flavanóis, taninos) têm um papel determinante na cor, na adstringência e na composição aromática de um vinho. |
| Fermentação | A fermentação é o processo pelo qual microrganismos chamados leveduras transformam o sumo de uva em vinho ao metabolizar o açúcar e convertê-lo em álcool. Na produção da maioria dos vinhos, deixa-se continuar a fermentação até que as leveduras convertam todo o açúcar no sumo de uva em álcool. Na produção de vinho do Porto, no entanto, é adicionada aguardente vínica ao vinho antes que fermentação tenha concluído. A adição de aguardente vínica aumenta o teor alcoólico do vinho, matando as leveduras e finalizando a fermentação antes que todos os açúcares naturais do sumo de uva tenham sido convertidos em álcool. |
| Fermentação Alcoólica | A fermentação alcoólica é o processo de transformação do açúcar das uvas em álcool etílico e gás carbónico, por ação das leveduras ; é a fermentação alcoólica que converte o sumo da uva em vinho. |
| Fermentação em Garrafa | A fermentação em garrafa é um processo usado na produção de espumantes. Depois da primeira fermentação em cuba, barrica ou talha , o vinho é engarrafado e desenvolve na garrafa uma segunda fermentação por ação de leveduras adicionais. |
| Fermentação Malolática | A Fermentação Malolática é a transformação do ácido málico em ácido láctico, por ação das bactérias lácticas . Pode ocorrer durante a fermentação alcoólica ou posteriormente. Caso não se controle a sua ocorrência, esta fermentação pode dar-se após o engarrafamento, originando a formação de gás e tornando o vinho desagradável. |
| Fermento | O fermento é um agente bioquímico responsável pela fermentação. As leveduras e as bactérias sintetizam os fermentos. Sabor a fermento: sabor a levedura encontrado com frequência em vinhos que fermentam em garrafa como os espumantes. |
| Fertilização | A fertilização consiste na aplicação de adubos compostos orgânicos no solo ou na planta, com o intuito de nutrir a planta dos seus constituintes necessários. |
| Fiadeiro | Vinho doente, que tem uma densidade semelhante à do azeite. |
| Ficha Ampelográfica | A ficha ampelográfica é uma descrição das características morfológicas de uma variedade da vitis vinífera. Cada variedade tem características que a identificam: cor dos sarmentos, nós, textura e dentado das folhas, forma e tamanho dos cachos, aspeto e sabor das bagas, etc. Inclusive, o ciclo vegetativo é diferente, tal como os outros pormenores da fisiologia da planta. |
| Ficha de prova ou de Degustação | Ficha/nota redigida pelos provadores no decurso da degustação, descrevendo as suas impressões analíticas. Normalmente, em cada ficha há quatro áreas de apreciação: aspecto, nariz, impressão na boca e persistência. |
| Filoxera | A Filoxera foi uma praga, que atacava as raízes da vide , provocando a sua morte. Surgiu na Europa no séc. XIX , originária dos Estados Unidos da América. Ainda hoje está presente nos solos, pelo que se torna necessário recorrer a um pé de vide imune à filoxera designado por bacelo ou porta-enxerto, que consiste numa videira americana, esta resistente à filoxera. |
| Filtração | A filtração é a ação física de separar sólidos de líquidos. Existem várias formas de filtrar os vinhos, por placas, por terras, por membrana. Consiste na passagem do vinho através de um material porosa, para separar as impurezas sólidas . |
| Filtro | O filtro é um material poroso que se utiliza para filtrar os vinhos. |
| Fim/Final de Boca | O fim de boca é a etapa final da prova de um vinho. Também é nesta fase que podemos compreender se o vinho tem profundidade e persistência. No fim de prova podemos também detetar a sensação de amargor nos vinhos. O aroma de fruta dos vinhos tem o seu pico no fim de prova. |
| Fino | Um vinho de qualidade cujas sensações olfativas e gustativas estão elegantemente equilibradas. |
| Flor | A flor é um microrganismo aeróbio que forma um véu superficial espesso e contribui para a formação dos aldeídos durante o estágio dos vinhos como os Jerez. Também existe no vinho Malvasia Fina do António, e no Fina Flor da Fita Preta Vinhos. |
| Flor de Pessegueiro | Flor de Pessegueiro é um aroma florar que evoca o perfume que estas flores exalam. |
| Floral | Floral é uma das classes de aromas que os vinhos podem apresentar. Os aromas florais são aromas primários, por isso de origem do tipo de casta. Existem vários aromas florais como, aroma de certos vinhos que recorda o perfume de determinadas flores rosa, espinheiro branco, tília, jasmim, violeta, roseira brava, madressilva. |
| Flotação | A flotação é uma técnica de separação que, a par da decantação utiliza a diferença de densidade especifica entre líquidos e os sólidos para separar. No caso da flotação a densidade do sólido é mais leve do que a do líquido, pela dissolução de um gás ( oxigénio, azoto ) que adere à superfície das partículas sólidas, criando duas fases, uma sólida e uma líquida que será desta forma fácil de separar. |
| Folgasão | Folgasão é uma casta de uva branca recomendada na região do Douro. Caracteriza-se por produzir mostos de elevada acidez e aromas citrinos. |
| Foliação | A Foliação é o brotar das folhas da videira na Primavera. |
| Forma de Condução | A forma de condução é a forma da estrutura permanente da vinha , pela forma como se condução através da poda. |
| Fortificação | A fortificação é o termo usado para indicar a paragem da fermentação do mosto com a adição de álcool vínico com 96% volume. |
| Fortificado | Fortificado é o vinho a que se acrescentou álcool vínico puro. Em alguns países denomina-se assim o vinho generoso (fortified wine, vin fortifié ou vin viné). |
| Fosfato Diamónio | O Fosfato Diamónio é um composto químico, muito rico em azoto, que favorece o desenvolvimento das leveduras durante a fermentação alcoólica. |
| Foxy | Odor característico dos vinhos produzidos a partir de uvas americanas ou híbridos de produção direta. Reminiscente do odor da raposa. |
| Fragrante | Vinho cuja frescura olfativa abre a mucosa nasal, proporcionando uma sensação agradável semelhante à da menta. |
| Franco | Franco, diz-se de um vinho que exibe honestamente as suas qualidades, que é nobre de carácter. |
| Frasqueiras | Também usado o termo Vintage, é uma menção específica da Madeira, reservada para o vinho obtido de, pelo menos, 85% de uvas da mesma vindima e de uma só casta, de entre as castas recomendadas, ou de uma mistura de várias castas recomendadas, que tenha, em relação aos referidos 85% de uvas da mesma vindima, um envelhecimento mínimo de 20 anos em cascos de madeira e apresente características organolépticas destacadas, devendo ter indicado, o ano de colheita, a data de engarrafamento e constar de conta-corrente específica antes e depois do engarrafamento. |
| Fresco | Fresco, diz-se de um vinho que pela sua acidez natural, transmite uma sensação de acidez. É um fator positivo. |
| Frescura | A frescura é o estado de um vinho exposto a uma temperatura ligeiramente fresca (entre 7ºC e 13ºC). |
| Frio | Frio diz-se de um vinho que, devido a sua falta de álcool, ou açúcar, não possui calor. |
| Frisante | Vinho ligeiramente efervescente, com uma certa riqueza de dióxido de carbono, mas menos do que os vinhos espumantes. |
| Frutado | Frutado é o vinho com aromas de fruta ( aromas primários ), consequência do tipo de casta que o compõe. Exemplos de vinhos frutados com a casta (Viosinho, Gouveio, Chardonnay). |
| Frutos Secos | Os frutos secos são uma família de aromas como (nozes, avelãs, amêndoas, etc.). Os vinhos generosos, doces ou os tintos envelhecidos em pipas de madeira velha , exibem também aromas parecidos aos figos, passas, tâmaras, etc. |
| Frutos Vermelhos | Frutos vermelhos são aromas existentes normalmente nos vinhos tintos. Podem ser frutos vermelhos frescos que englobam as framboesas, morangos e groselhas e frutos vermelhos quentes englobam as amoras e cerejas. |
| Frutose | A frutose é um açúcar redutor levogiro que constitui 50% dos açúcares das uvas maduras. Uma parte transforma-se em álcool por ação das leveduras. |
| Fugídio | Vinho com pouca persistência olfativa e olfativa/gustativa. |
| Fumado | O aroma fumado encontra-se muitas vezes no vinho. O aroma fumado diz-se de um vinho cujo aroma recorda o agradável aroma da madeira queimada . Geralmente associado a determinadas variedades de uvas, não pela casta, mas sim pelo típico estagio do vinho dessa casta em madeira, como é o caso do Encruzado no Dão e do Chardonnay. |
| Função Química | Uma função química é o conjunto das propriedades químicas pertencentes a um grupo de compostos caracterizados por um agrupamento funcional. |
| Fungicida | Fungicida é um produto químico que combate os fungos que parasitam as videiras. |
| Furfurato | O furfurato é um composto oxigenado derivado do furfural, que entra na composição de vários aromas e dá um odor de nozes a certos vinhos generosos. |
| Furfurol | O furfurol é um aldeído que faz parte da composição dos vinhos e de certas aguardentes. O seu aroma a passas (a passas de ameixa) deteta-se nos tintos muito velhos. |
| Garfo | Garfo é uma vara talhada aquando da poda que se utiliza na enxertia e produzirá uvas da sua própria casta. |
| Garrafeira | Garrafeira é o local onde se guardam e envelhecem vinhos engarrafados. Zona ou instalação doméstica onde os apreciadores guardam os seus vinhos. Diz-se também da pequena reserva particular de garrafas. |
| Gás Carbónico | o gás carbónico é produzido durante os processos de fermentação e funciona como uma camada protetora contra a oxidação. |
| Gavinha | Gavinha é um órgão filamentoso presente nas plantas trepadeiras que possui a função de ajudar na fixação da planta e no seu crescimento. As gavinhas são normalmente ramos ou folhas modificadas, mas podem ter origem em qualquer órgão aéreo da planta, inclusive flores. |
| Gema ou Gomo | A gema ou gomo é o embrião de um lançamento de uma videira. Tem um papel primordial na produção vitícola pois constituí o centro da iniciação floral. Durante o desenvolvimento do lançamento o meristema do gomo apical produz quer primórdios de folha quer estruturas merismáticas . |
| Gema, Gomo ou Olho Pronto | Gema, gomo ou olho pronto também denominado por gomo antecipado ou gomo lateral sendo que se posiciona na face dorsal do lançamento. Dá origem às netas. Pode desenvolver-se no lançamento no ano em que é formado. |
| Gemedura | Gemedura é a torção da vara da videira necessária para a empa. Esta intervenção visa contrariar a acrotonia, fenómeno que leva ao abrolhamento preferencial dos olhos da ponta da vara, em detrimento dos mais basais permitindo uma correta distribuição da seiva. |
| Generoso | Generoso é um vinho no qual foi adicionada aguardente durante a fermentação, evitando a transformação total dos seus açúcares em álcool. O vinho torna-se assim mais doce e alcoólico do que os vinhos de mesa. Em Portugal destacam-se nesta categoria os vinhos do Porto, Madeira e Moscatel. |
| Gerânio | Gerânio sardinheira é um aroma primário da série floral presente em certos vinhos bancos como é o exemplo da casta Moscatel. Pode também formar-se por combinação, durante o envelhecimento, de produtos do metabolismo de ácido sórbico com etanol |
| Girassol | Girassol é um aroma primário da série floral presente em certos vinhos bancos. |
| Giropalete | Giropalete é um equipamento automático que substitui a pulpitre e facilita a remouage. Em determinados intervalos as garrafas giram e são agitadas levemente até à posição vertical com o gargalo apontado para baixo. |
| Glucose ou Glicose | A glucose é o açúcar redutor presente em maior quantidade nas uvas. Este, por ação das leveduras, é transformado em álcool durante a fermentação alcoólica. |
| Gomo ou Olho Dormente | Olho ou gomo dormente é um gomo que não se desenvolveu no ano da sua formação nem no seguinte, pouco a pouco é coberto pelo ritidoma (casca) que se forma anualmente nas videiras. Quando se efetua uma poda severa, ou em caso de elevado vigor pode desenvolver-se dois ou mais anos após a sua formação ( dão origem a ladrões). |
| Gordo | Gordo diz-se de um vinho que transmite uma sensação de preenchimento de boca que se encontra associada a vinhos provenientes de regiões quentes. |
| Gorduroso | Vinho que não é apenas rico em suavidade - causada pela glicerina - mas também encorpado e carnudo. |
| Gorgulho | Coleóptero ( Otiorrhynchus sulcatus ) que se alimenta dos gomos jovens e que na fase de larva pode atacar as raízes. |
| Gouveio | Gouveio é uma casta branca repleto de fruta e mineralidade. Origina vinhos com boa graduação alcoólica, bem estruturados e bastante ácidos , apresentando, por isso, muita frescura e excelentes condições de envelhecimento em garrafa. Em Portugal, tem a sua maior expansão em Trás-os-Montes estando também bem representada nas regiões do Douro e Dão . |
| Graduação Alcoólica | A graduação alcoólica traduz o teor em álcool presente num vinho. Mede-se segundo a quantidade de álcool existente por cada 100 litros de vinho. Assim, um vinho de 12º tem 12 litros de álcool puro por cada 100 litros de vinho. |
| Grafite | A Grafite é um odor mineral que pode existir em certos vinhos tintos como é comum encontrar em vinhos da casta Cabernet Sauvignon. |
| Grainha | A grainha faz parte da composição do bago de uva. Contém taninos. |
| Groselha | Groselha é um aroma primário encontrado em certos vinhos tintos que recorda o do fruto da groselheira. Por vezes, o aroma recorda mais a folha que o fruto da groselheira. |
| Guloso | Guloso é um vinho macio e equilibrado que preenche a boca e transmite calor. |
| Guyot | Guyot é um sistema de condução da videira sobre arames que consiste em deixar apenas uma vara produtiva. Corresponde a uma poda mista, vara e talão, típica de condução de vinha baixa e exclusivamente ascendente. O talão tem uma função renovadora garantindo varas de qualidade para assentar a poda do ano seguinte, enquanto a vara se destina à produção do ano explorando os olhos mais frutíferos ao longo da vara. Anualmente, de cada talão, forma-se nova vara da vara saída do olho superior e talão da vara do olho inferior. Possui várias modalidades nomeadamente guyot simples, arqueado ou bilateral. |
| Harmônico ou Harmonioso | Equilibrado, com componentes equilibrados. |
| Hectare | Medida de superfície equivalente a 10 000 m2; o seu símbolo é ha. |
| Hectolitro | Medida de volume equivalente a 100 l; o seu símbolo é hl. |
| Herbáceo | Termo normalmente associado a odores ou aromas vegetais, com um matiz que recorda a erva e que se pode encontrar nos vinhos elaborados sem desengace; característico de algumas variedades (Sauvignon Blanc ou Cabernet), considera-se um defeito se for excessivo, podendo ser causado por uma prensagem demasiado forte ou pela presença de taninos verdes de uvas pouco maduras. |
| Herbicida | Designação dada aos produtos químicos utilizados para destruir as ervas que entram em competição com a vinha; actualmente verifica-se haver uma certa tendência que procura limitar o uso destes compostos, principalmente de natureza qualitativa, visto alterarem o equilíbrio natural do vinhedo. |
| Homogeneizar | Designa a operação que consiste em misturar mostos ou vinhos. |
| Icewine ou Eiswein | Icewine é um vinho licoroso produzido a partir de uvas congeladas na vinha. Para a sua produção, os cachos são deixados na vinha até que se atinja a temperatura de -8º C. Quando atingida esta temperatura, as uvas são prensadas para evitar que a fermentação inicie antes. O resultado é um mosto rico em açúcar e ácidos o que resulta em vinhos doces, encorpados com um aroma pronunciado a fruta e um toque de mel. |
| Idade | Nos vinhos este termo identifica o tempo decorrido desde o momento da vindima; é calculado a partir da data da vindima e deve aparecer no rótulo ou na gargantilha. |
| Impurezas | Designação dada aos componentes voláteis de uma aguardente, à excepção da água e do álcool etílico. |
| Incisivo | Incisivo é um vinho que se caracteriza pela elevada acidez. Aromas e sabores intensos, secos, quase incisivos. |
| Indicação de Pico | Pico é a segunda maior ilha dos Açores , com 444,9 km 2 de área e forma alongada, graças aos seus 46,2 quilómetros de comprimento e 15,8 de largura máxima. Dominada pelo vulcão da Montanha do Pico na sua metade ocidental, a ilha está afastada 6 km da vizinha ilha do Faial e é povoada por 14 148 habitantes (dados de 2011). É a ilha mais a sul do Grupo Central do Arquipélago dos Açores e um dos vértices das chamadas “ilhas do triângulo”. O ponto mais elevado da ilha, aos 2350 m de altitude, é também o ponto mais alto de Portugal e está situado no Piquinho, na Montanha, a 38°28’07’’ de latitude norte e 28°23’58’’ de longitude. Para proteção da maresia e do vento e para retirar o melhor partido das condições climatéricas e geológicas dos terrenos pedregosos e das zonas de lajido, o Homem picaroto organizou o terreno num impressionante mosaico de pedra negra: os “currais”. Este reticulado de quadrículas delimitadas por muros de basalto onde se plantam as videiras estende-se pelo horizonte. Estes terrenos, misto de natureza lávica e práticas culturais ancestrais, englobam a Paisagem da Cultura da Vinha da Ilha do Pico , Património da Humanidade da UNESCO desde 2004. A combinação de fatores na região, como os solos vulcânicos, a sua proximidade do mar e o clima temperado contribuem para vinhos frescos e minerais (típicos de regiões mais frias), mas que trazem notas salinas e iodadas . |
| Indicação Geográfica | Indicação Geográfica protegida designa uma área de vinha determinada dentro de um país pela sua qualidade diferenciada . Esse selo garante que os produtos, elaborados com pelo menos 85% de uvas provenientes daquela mesma região apresentam características específicas devido à sua origem. Tal como os produtos com DOP/DOC , são sujeitos a regras específicas de controlo. |
| Insípido | Insípido é um vinho que desperta sensações pouco francas no paladar pelo facto de não possuir carácter e ter um aroma neutro. |
| Insonso | O mesmo que insípido. Diz-se de um vinho sem qualidades sápidas nem aromáticas, neutro. |
| Intenso | Intenso é um termo utilizado em prova para caracterizar um vinho com perfil complexo e profundo e fim de prova persistente. |
| Investidura | Termo usado para designar a recepção simbólica durante a qual, os novos membros de uma confraria são investidos com os seus trajes e medalhas ou insígnias, normalmente após terem feito uma declaração solene ou terem sido submetidos a provas. |
| Isabella | Isabella é uma casta americana. São plantas fáceis, generosas e produzem em grande quantidade mais que a vinha europeia . A uva sabe a um misto de groselha e picante, quando fermentada tem aromas de morango, daí o nome morangueiro . É o vinho que resulta da fermentação da uva morangueira ou americana, (híbrido de vinhas americanas com as vinhas europeias) também conhecido por “vinho americano” nalgumas regiões do País e nos Açores de “vinho de cheiro” feito com a casta Isabelle. Salvadora e resistente, a rainha Isabella assegurou desde o ataque da filoxera, no século XIX , a continuação da vinha e vinho nas ilhas até aos dias de hoje. Para muitos... não é vinho! Para nós é cultura, é folclore, é parte dos costumes. |
| IVDP | O Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto é um instituto público, integrado na administração indireta do Estado, dotado de autonomia administrativa e financeira e património próprio. Tem por missão promover o controlo da qualidade e quantidade dos vinhos do Porto, regulamentando o processo produtivo, bem como a proteção e defesa das denominações de origem Douro e Porto e indicação geográfica Duriense. Originalmente chamado Instituto do Vinho do Porto, o IVDP foi criado em 1933 para controlar a qualidade e o volume de produção de vinho do Porto. E em 2007, as suas responsabilidades foram estendidas à supervisão de todos os vinhos produzidos na Região Demarcada do Douro , incluindo os vinhos de mesa, pelo que o seu nome foi mudado para Instituto dos Vinhos do Douro e Porto. |
| IVV | O Instituto da Vinha e do Vinho tem por missão coordenar e controlar a organização institucional do setor vitivinícola, auditar o sistema de certificação de qualidade , acompanhar a política comunitária e preparar as regras para a sua aplicação, bem como participar na coordenação e supervisão da promoção dos produtos vitivinícolas. É a instância de contacto junto da União Europeia , assegura o funcionamento e preside, através do seu Presidente, à Comissão Nacional da OIV. |
| Jarro | Termo que designa o recipiente para trasfegar vinho. |
| Jeropiga | A Jeropiga é, à semelhança do moscatel e do vinho do Porto, uma bebida doce de elevado teor alcoólico que se obtém a partir da adição de aguardente vínica ao mosto antes ou após o início da fermentação. A quantidade de aguardente adicionada, impede que a fermentação chegue ao fim, ficando o vinho com uma quantidade de açúcar considerável por desdobrar. Em vez de um vinho mais seco, surge-nos no palato um vinho doce e com maior teor alcoólico devido à adição da aguardente. |
| Jovem | Um vinho jovem é um vinho que é posto no mercado pouco tempo depois de ter acabado a fermentação. De uma forma geral, os vinhos jovens são mais frescos e repletos de fruta. Um belo exemplo de vinho jovem é, por excelência, o vinho rosé. Em geral os brancos apresentam tons esverdeados e amarelo-claro e os tintos rubi e púrpura. |
| Lacre | Termo usado para indicar a cera que se utilizava antigamente para proteger a rolha da garrafa; este material foi substituído pela cápsula, visto a sua capacidade estanque ser muito relativa, para além de ter a vantagem de ser mais fácil de eliminar ao abrir a garrafa. |
| Lagar | Um lagar é um tanque retangular baixo, de tamanho variável, maioritariamente de granito onde homens pisam o mosto das uvas. Atualmente, existem lagares de cimento, inox, ou mesmo antigos de pedra revestidos de aço inox com controle de temperatura. A pisa é trabalhosa e dispendiosa pois necessita de muita mão-de-obra, assim, é reservada apenas a vinhos de qualidade cujo objetivo seja a extração . A pisa proporciona uma extração elevada não apenas de cor mas também polifenóis, taninos e outros compostos produzindo vinhos com profundidade de estrutura e sabor. |
| Lágrima ou Arquetes | A lágrima é a marca que o vinho deixa na parede do copo. Esta marca mede a espessura de um vinho. Quanto maior o nível de glicerol , álcool ou açúcar, mais lentas as gotas vão escorrer pelo copo. Efeito causado nas paredes do copo após agitação. É um fenómeno de tensão superficial causado pela evaporação do álcool; quanto mais largos forem os anéis, menor será o teor alcoólico. |
| Laranja | A laranja é um aroma frutado que recorda o perfume da laranja muito comum nos vinhos licorosos de Moscatel. Também pode ser utilizado como descritivo de cor. |
| LBV | O late bottled vintage é uma colheita única, considerada excecional de vinho do Porto , que estagia em madeira entre quatro a seis anos. Apresentam boa cor e estrutura, aroma e sabor delicados e apresentam sempre o ano da colheita e o do engarrafamento no rótulo. |
| Lenhoso | Lenhoso é um odor vegetal, amadeirado, que se pode detetar num vinho adstringente submetido a longo estágio. |
| Leve ou Ligeiro | Um vinho leve é um vinho suave, pouco alcoólico e com pouco corpo. |
| Levedura | A levedura é um fungo unicelular que transforma os açucares redutores presentes na uva em álcool e dióxido de carbono. Existem nas películas das uvas, na vinha, nos lagares, na adega , mas por insuficiência, podem ser inoculadas no mosto para permitir a fermentação. Embora a Saccharomyces cerevisiae não seja a única levedura envolvida na fermentação, no decorrer do processo de produção do vinho, ocorre naturalmente uma sucessão de microrganismos, acabando por predominar a levedura Saccharomyces cerevisiae. Esta é utilizada não só para a produção de vinho, mas também para a produção de pão, cerveja e bioetanol . |
| Levulose | o mesmo que frutose. |
| Licor de Expedição | A adição de licor de expedição é uma das etapas cruciais da elaboração de espumante pelo método tradicional. Após o dégorgement, a garrafa de espumante perdeu algum volume e é então necessário atestá-la. Esta adição de licor, a quantidade de açúcar presente, a natureza dos vinhos empregados, sua composição e fórmula de preparo, determinam o seu grau de doçura e a identidade final do produto. |
| Licor de Tiragem | O licor de tiragem é a solução que se adiciona ao vinho base, no processo de produção de espumantes, para que ocorra a segunda fermentação em garrafa. Contém leveduras que vão permitir a segunda fermentação em garrafa com a consequente libertação do gás carbónico, característica essencial do espumante. |
| Licoroso | Licoroso é um vinho cuja fermentação foi interrompida com adição de aguardente. Trata-se de um vinho mais doce e alcoólico que os vinhos de mesa. Em Portugal destacam-se os vinhos do Porto, Madeira e Moscatel. |
| Limão | Limão é um aroma frutado que relembra o próprio fruto e que se pode detetar em certos vinhos brancos. |
| Limiar de Identificação ou de Reconhecimento | Limiar de Identificação ou de Reconhecimento é o nível de concentração mínima a partir do qual se perceciona e identifica uma substância odorífera específica. |
| Limiar de Perceção | O limiar de perceção é a concentração mínima em que uma substância odorífera é detetada por pelo menos metade de um painel de provadores exercitados. |
| Límpido ou Limpo | Límpido é um termo usado relativamente à cor, aroma ou sabor de um vinho bem elaborado, sem sedimentos nem alterações de opacidade. Alguns vinhos com muitos anos de envelhecimento, podem apresentar algum sedimento que fica no fundo da garrafa em repouso, mas que não altera a sua limpidez. |
| Lírio | Lírio é um aroma floral que relembra o perfume exalado pela própria flor. |
| Longo | Deixa uma sensação duradoura na boca. Longo é o adjetivo utilizado para caracterizar um vinho persistente, que se prolonga no fim de boca e na retronasal. |
| Lote ou Loteamento | O lote é um termo utilizado para um vinho elaborado com diferentes origens , quer sejam castas distintas ou vinhos provenientes de diferentes parcelas ou até diferentes anos. |
| Loureiro | Loureiro é uma casta branca muito produtiva e recomendada na região dos vinhos verdes com exceção nas sub-regiões de Amarante, Basto e Baião. De cacho grande e bagos de tamanho médio, produz vinhos de cor citrina, aroma que vai do frutado ao floral com perceção acentuada da folha de loureiro, acidez pronunciada e frescura acentuada. |
| Maçã | Maçã é um aroma frutado primário que se pode encontrar em alguns brancos. |
| Maceração | Termo que designa o contacto entre o mosto e as partes sólidas (películas e bagaço) durante a fermentação que pode ser mais ou menos prolongada, com o objectivo de extrair delas as suas propriedades (cor, aromas e taninos). Utilizam-se para isso diversos métodos, mas a maceração deve efectuar-se sempre a partir de uma vindima sã. Ao contrário da fermentação alcoólica, que beneficia de uma baixa temperatura (28ºC) da cuba, a maceração pode realizar-se a 30ºC, para obter uma maior dissolução dos polissacarídeos. |
| Maceração Carbónica | A maceração carbónica é um tipo de maceração em que os cachos são cuidadosamente colocados inteiros dentro da cuba, sem que as películas sejam danificadas. As cubas são atestadas com dióxido de carbono, ou seja, eliminando o oxigénio existente. Quando as uvas se submetem a este metabolismo anaeróbio , consegue-se uma diminuição da acidez e um início de fermentação dentro dos próprios bagos (fermentação intracelular). Devido ao facto de as películas se tornarem mais frágeis, obtém-se uma maior difusão dos polifenóis da pele da uva para a polpa. O vinho resultante será muito aromático, de estrutura leve e poderá ser consumido jovem. A maceração semi-carbónica é bastante semelhante, mas não contempla adição de CO2. |
| Maceração pelicular | É normalmente utilizada para os vinhos brancos e consiste em deixar as películas e grainhas em contacto com o mosto, em cubas. |
| Maceração Pós-fermentativa | A maceração pós-fermentativa é o termo que designa o contacto entre o mosto e as partes sólidas (películas, grainhas e engaço) após a fermentação. As macerações pós-fermentativas são utilizadas nos tintos de guarda, produzidos com uvas bem maduras e completamente sãs. Permite extrair mais taninos uma vez que estes são facilmente solubilizados em meios alcoólicos, assim como a polimerização e afinamento dos mesmos. |
| Maceração Pré-fermentativa | A maceração pré-fermentativa é o termo que designa o contacto entre o mosto e as partes sólidas películas, (grainhas e engaço) a frio antes da fermentação com o objetivo de maior extração de taninos, cor e componente aromática. No caso dos vinhos tintos, vai permitir definir o corpo e a estrutura do vinho pretendida e nos brancos, com a maceração pré-fermentativa, define a mineralidade de cada vinho. |
| Macio | macio é um termo utilizado para descrever um vinho suave que produz uma sensação de delicadeza na boca quer por ter poucos taninos quer por apresentar taninos redondos. |
| Madeira | Madeira é o odor apresentado por alguns vinhos e que recorda fundamentalmente a baunilha, o carvalho, o fumo, a madeira queimada, o cedro, o incenso ou as resinas. |
| Madeira Denominação de Origem Protegida | Famosa região que foi demarcada em 1913 e tem a sua produção de vinho limitada às ilhas da Madeira e do Porto Santo; o vinho generoso produzido é maioritariamente feito a partir da casta Negra Mole, e, em menor quantidade, a partir das castas nobres da região: Sercial, Boal, Malvasia, Verdelho e Terrantez, apresentando diferentes graus de doçura relativos às castas nobres. O envelhecimento deste vinho pode ser natural, tomando a designação de "canteiro", ou forçado em estufas, tomando a designação de "estufagem". |
| Madressilva | Madressilva é um aroma floral e delicado, ligeiramente melado. Encontra-se em alguns vinhos brancos e espumantes, relembra a fragrância da madressilva. |
| Maduro | Vinho maduro é um vinho elaborado a partir de uvas em bom estado de maturação. |
| Mãe | Termo que designa o sedimento ou borra que se deposita no fundo da pipa. Também pode ser usado para designar um vinho concentrado por ebulição que se pode acrescentar a outros vinhos para lhes dar corpo. |
| Magnólia | Magnólia é um aroma floral de alguns vinhos brancos, que evoca o perfume das flores da magnólia. |
| Magnum | Magnum é uma garrafa de capacidade de 150 cL. |
| Magro | Magro é um descritor que se utiliza para descrever um vinho sem corpo , pobre em etanol e glicerol, aguado. |
| Malvasia Fina | A Malvasia Fina é uma casta branca que oxida com facilidade o que levou ao seu desaparecimento em várias regiões. Encontra-se maioritariamente presente no interior norte de Portugal , sobretudo no Douro, Dão e Beira Interior, comparecendo igualmente na sub-região de Távora-Varosa e Lisboa. Habitualmente, os vinhos desta casta são delicadamente frutados e apresentam notas meladas, no nariz e boca. São ainda tradicionalmente discretos, pouco intensos, razoavelmente frescos e complexos. |
| Manga | Manga é um aroma frutado, característico de alguns vinhos brancos, que recorda o perfume deste fruto. |
| Manta | Manta é o nome dado ao conjunto de grainhas, películas e engaço que ascende à parte superior dos reservatórios durante a fermentação. |
| Manteiga | Manteiga é um aroma a manteiga fresca que pode detetar-se em certos vinhos, sobretudo, se tiverem realizado a fermentação maloláctica. |
| Marisa | A marisa é a parte da garrafa que dilata junto do gargalo, onde começa a desenhar-se o ombro, ou seja, é o anel do gargalo. |
| Marmelo | Marmelo é um aroma frutado, que recorda o do marmelo, característico dos vinhos brancos ligeiramente evoluídos ou amadurecidos. |
| Matéria corante | Usado para identificar os elementos existentes na película das uvas e que transmitem a cor ao vinho tinto. |
| Mato | Mato é um odor aromático que transmite as fragâncias do campo como o tomilho a lavanda, o alecrim etc. |
| Maturação | A maturação do bago tem início no pintor e termina na maturação fisiológica (vindima). O bago aumenta de volume devido ao aumento dos vacúolos celulares e a película cresce numa proporção menor que a polpa, criando-se uma enorme tensão no bago. As auxinas, giberelinas e citocininas atingem níveis mínimos enquanto os níveis de ácido abscísico e etileno aumentam até meio da maturação diminuindo de seguida. O ácido abscísico inibe a mitose, ativa a invertase que desdobra sacarose em frutose e glucose e aumenta a acumulação em antocianinas da película. Inicialmente, a frutose é consumida preferencialmente em reações de síntese. Posteriormente, a glucose é consumida na respiração até que, ao atingir a maturação fisiológica, as concentrações de glucose/frutose são semelhantes. Nesta fase o açúcar é transportado através de mecanismos hormonais e osmóticos entre as folhas e os bagos. Durante a fase de maturação, o conteúdo de taninos diminui nas grainhas , através de reações de oxidação, à medida que se fixam à superfície da grainha. Também a concentração total em ácidos diminui: enquanto o teor em ácido tartárico se mantém praticamente constante, o teor em ácido málico diminui devido às reações de combustão (forma de obtenção de energia já que o consumo de açúcares se encontra inibido). Por fim, o sabor resultante do bago provém maioritariamente do balanço ácido/açúcar e da síntese de compostos aromáticos e de percursores formados nesta fase. |
| Mecha | A mecha é uma tira ou pastilha de enxofre utilizada para asseptizar vasilhames em madeira. A combustão do enxofre elementar liberta anidrido sulfuroso que provoca uma acidificação mortal no conteúdo intracelular dos microorganismos. |
| Medidas | Termo usado para identificar as vasilhas/recipientes em cobre, de diversas capacidades (20 l, 10l, 7l, 5 l, etc.) utilizados para o transporte de líquidos. |
| Meio Doce | Meio doce é um termo que se utiliza para descrever um vinho cujo teor de açúcares residuais excede o estipulado para os meio-secos. |
| Meio Seco | Meio Seco é um termo que se utiliza para descrever um vinho cujo teor de açúcares residuais excede os valores máximos. |
| Mel | Mel é um aroma floral delicado, característico dos vinhos brancos muito maduros e elegantes, que recorda o perfume do mel. |
| Menta | Menta é um aroma primário da série vegetal ou especiada que se deteta em alguns vinhos brancos (menta verde) ou tintos (menta picante). |
| Mercaptano | Odor desagradável devido à formação de compostos sulfurosos. |
| Metálico | Sabor defeituoso transmitido ao vinho por certos metais, como o cobre e o ferro. |
| Método Tradicional | O Método tradicional ou método champenoise é um processo de fabrico de espumante que passa por duas fermentações: a primeira em cuba enquanto a segunda decorre em garrafa. O vinho resultante da primeira fermentação, chamado de vinho base é engarrafado e passa por uma segunda fermentação, por aproximadamente dois meses e a remoção de sedimentos é realizada com Remouage e Degórgement . Como resultado, os espumantes realizados por este método são mais estruturados e complexos com notas de panificação e possuem a bolha mais fina e elegante. |
| Míldio | O Míldio é uma doença que ataca todos os órgãos verdes da videira: folhas, gavinhas, ramos e cachos sendo que a primavera representa o período de maior suscetibilidade para a ocorrência de ataques de míldio na videira. Este fungo conserva-se essencialmente durante o Inverno, nas folhas mortas ou no próprio solo, sob a forma de ovos (oósporos), que na Primavera germinam dando macroconídios e estes a zoósporos, esporos com 2 cílios que se deslocam na água. A partir das frutificações das infeções primárias (1ªs manchas de óleo na página superior das folhas e correspondente mancha branca na página inferior) o míldio reproduz-se, dando origem às infeções secundárias, tantas vezes quantas as condições ambientais o permitam. |
| Mimosa | Mimosa é um aroma floral que recorda o das flores desta planta. |
| Mineral | Mineral é um aroma primário característico de alguns vinhos brancos que lembram o cheiro do sílex quando raspado ou de algumas rochas como o xisto ou o quartzo. |
| Mofado | Aroma ou sabor desagradável, que apresenta um defeito. É causado por uma má manutenção das barricas. |
| Mofo | Mofo é um odor desagradável que relembra um baú fechado ,bafio produzido por certos fungos na presença de humidade que pode contaminar o vinho. Ainda é relativamente comum encontrar este defeito em algumas rolhas de cortiça. |
| Mole | Vinho que carece completamente de acidez e vivacidade. |
| Molhante, Aderente ou Adesivo | Produto usado em viticultura, para aumentar a aderência das caldas e dos pós, à superfície dos órgãos da videira. |
| Monda de Cachos | A monda de cachos é uma intervenção em verde que visa a eliminação de alguns cachos da videira para melhorar a qualidade dos bagos e regularizar a produção. A época de atuação deve ser entre o vingamento e o pintor, isto é, antes da acumulação dos açúcares no bago. |
| Morango | Morango é um aroma primário frutado que relembra o do próprio fruto. |
| Mordente | Mordente é um vinho pungente que se destaca pela sua acidez, intensidade de taninos ou grau alcoólico. |
| Mortórios | Mortórios correspondem aos terrenos devastados pela filoxera, especialmente na década de 1870, que não foram replantados. Algumas destas vinhas foram abandonadas desde então e os seus socalcos abandonados ainda hoje podem ser vistos em algumas partes do Douro , muitas vezes plantados com oliveiras ou amendoeiras. |
| Mosto | O mosto é o sumo de uva (que pode conter ou não as partes sólidas da mesma) que ainda não terminou a fermentação, ou seja, as leveduras ainda não acabaram de transformar o açúcar existente em álcool. |
| Musgo | Musgo é um aroma herbáceo que recorda o aroma a musgo que cresce na vegetação. |
| Mustímetro ou Densímetro | Densímetro ou mustímetro é o instrumento utilizado para medir a densidade de uma solução aquosa . Para isso introduz-se o areómetro no mosto, a 15ºC de temperatura, e mede-se o nível de flutuação na correspondente escala graduada do instrumento. A densidade do mosto fica assim determinada em graus Baumé e a partir deste dado pode calcular-se a proporção de açúcar correspondente. Utiliza-se para determinar o valor do álcool potencial de um mosto. |
| Narciso | Narciso é um aroma florar intenso que remete o produzido por esta flor. |
| Nariz | Termo que designa o conjunto de odores que compõem a perspectiva aromática de um vinho; nos grandes vinhos de estágio, esta perspectiva é composta por aromas primários, secundários e terciários, bem equilibrados. |
| Natural | Por vinho natural entende-se vinho elaborado com a menor intervenção humana possível. Atualmente não existe uma legislação específica que defina os padrões do que possa ser chamado “vinho natural”, algumas práticas são comuns aos produtores que abraçaram esta filosofia. No campo, as produções são geralmente pequenas, a colheita é manual, os rendimentos na vinha são baixos e a agricultura é biológica. Na adega, não se adicionam leveduras nem bactérias, não se faz colagens, filtragens ou clarificações, não são utilizados produtos enológicos sintéticos, não se corrige a acidez e técnicas como osmose reversa e micro-oxigenação não são permitidas. |
| Nature | Nature é a categoria de espumante mais seco , com açúcar residual máximo de 3 gramas por litro. Esse teor é obtido com a exclusão do licor de expedição do processo — daí seu nome nature, indicando que o espumante está "ao natural", sem intervenção. |
| Negra Mole | A casta Negra Mole tem o seu berço no Algarve e é lá que é rainha. Abandonada e esquecida em centenas de hectares de vinhas nas províncias algarvias pelos seus agricultores que dela, pensaram que mais não havia a fazer. Casta tosca, de aparência deslavada, com cachos grande e tricolores (uvas brancas, tintas e rosadas), dependendo do clone. Aroma frutado e pouca concentração. Não são certamente os melhores atributos que se conhece de uma casta dita de grande valor enológico, mas curiosamente uma casta que se torna tão rica, quando convertida num vinho tão expressivo e cheio de linguagem ancestral algarvia. Prensada ao de leve, produz mostos brancos, os famosos “brancos de tintas” ou “blanc de Noir”, super frescos, minerais e salinos, excelentes para os melhores bases espumantes ou para brancos de gastronómicos. Prensados com mais firmeza, produzem mostos rosa claros, quase salmão a puxar aos famosos rosés de “Provence”, aroma frutado e fresco, como uma elegância esmagadora. Macerados por pouco tempo, descobrimos os claretes de outrora, cheios de fruta vermelha e sabor profundo, macerados por mais tempo, entramos no mundo dos tintos, tipo “Borgonha”, leves, mas ao mesmo tempo tensos, de fruta limpa, e boca longa. |
| Nemátodo | Nemátodo é um verme que ataca o bago causando feridas na película provocando, desta forma, uma maior sensibilidade ao ataque de fungos. |
| Nervoso | Vinho em que a riqueza da acidez impressiona os sentidos de forma viva e favorável. |
| Neutro | Vinho neutro é um termo utilizado para descrever um vinho sem aromas nem características que o distingam. Destaca-se a sua utilização para vinho base de espumante. |
| Nítido | Refere-se a um perfume com uma única nuance bem definida ou um sabor único e bem caracterizado. |
| Nível de enchimento | Termo usado para indicar o plano horizontal correspondente à parte superior do gargalo da garrafa e que serve de referência para a determinação dos níveis de enchimento. |
| Nó | Nó é o termo que identifica a saliência no caule onde se insere a folha. |
| Nó curto | Nome vulgar dado a uma doença vírica da cepa, conhecida também como degeneração ou entre-nó curto. |
| Nobre | Uma casta nobre é uma casta capaz de originar vinhos da mais alta qualidade. |
| Noz | Noz é um odor de fruto seco que pode encontrar-se nos vinhos generosos (xerez, montilla-moriles, Porto tawny). Evoca o do fruto da nogueira, com matizes diversos a noz verde, madura ou seca. |
| Noz Moscada | Noz moscada é um aroma a especiaria que aparece em certos vinhos com carácter, principalmente tintos. |
| Nu | Vinho Nu é um termo utilizado para descrever um vinho sem cor, aberto, despojado. |
| Nuvem | Nuvem é um véu ou turvação que condiciona a limpidez de um vinho. |
| Odor | Odor é o aroma do vinho detetado na mucosa olfativa e produzido pelas moléculas aromáticas. |
| Oídio | O oídio é a doença da videira mais antiga registada na Europa tendo sido importada da América do Norte (1850). É provocada por um fungo parasitário que ataca a superfície das partes verdes da videira. Instala-se em ambientes de elevada humidade relativa seguida de períodos de sol com temperaturas superiores a 25 graus. Provoca a necrose das nervuras assim como o desenvolvimento de um micélio branco nas folhas enquanto as varas na altura da poda apresentam-se de cor branco com manchas castanhas . Os bagos pequenos, após o vingamento, apresentam-se recobertos de uma fina poeira branca, muito abundante. Daí o nome popular de pó branco dado ao oídio. Os bagos podem fender, secar e cair. Os prejuízos mais graves acontecem nos cachos, o oídio provoca a paragem de crescimento da película do bago pelo que esta acaba por fendilhar permitindo “entrada” à instalação da Botrytis sp . |
| OIV | A Organização Internacional da Vinha e do Vinho é uma organização intergovernamental de natureza técnica e científica de competência reconhecida na área da vinha, vinho, bebidas à base de vinho, uvas de mesa, uvas passas e outros produtos derivados da videira. Este organismo foi criado em Paris, 1924 por Portugal, Espanha, França, Grécia, Itália, Hungria e Luxemburgo. |
| Olfato | Olfato é um dos cinco sentidos, perceciona odores. |
| Olho ou Gomo Dormente | Olho ou Gomo Dormente é um gomo que não se desenvolveu no ano da sua formação nem no seguinte, pouco a pouco é coberto pelo ritidoma (casca) que se forma anualmente nas videiras. Quando se efetua uma poda severa, ou em caso de elevado vigor pode desenvolver-se dois ou mais anos após a sua formação (dão origem a ladrões). |
| Olho ou Gomo Hibernante | Olho ou gomo hibernante é um gomo que irá abrolhar e crescer passado 9 a 12 meses depois do seu desenvolvimento inicial. Anatomicamente cada olho possui três gomos em diferentes estados de desenvolvimento, um principal que é maior e que é o que abrolha em condições normais, e dois secundários, que abrolham caso o principal seja destruído geada, quebra ou haja muito vigor rebentação dupla ou tripla. |
| Olho ou Gomo Latente/Hibernante | Olho ou Gomo Latente/Hibernante é um gomo que irá abrolhar e crescer passado 9 a 12 meses depois do seu desenvolvimento inicial. Anatomicamente cada olho possui três gomos em diferentes estados de desenvolvimento, um principal que é maior e que é o que abrolha em condições normais, e dois secundários , que abrolham caso o principal seja destruído (geada, quebra) ou haja muito vigor (rebentação dupla ou tripla). |
| Olho ou Gomo ou Gema | O Olho ou Gomo ou Gema é o embrião de um lançamento de uma videira. Tem um papel primordial na produção vitícola pois constituí o centro da iniciação floral. Durante o desenvolvimento do lançamento o meristema do gomo apical produz quer primórdios de folha quer estruturas merismáticas. |
| Olho ou Gomo Pronto | O Olho ou Gomo Pronto pronto também denominado por Gomo Antecipado ou Gomo Lateral é aquele que se posiciona na face dorsal do lançamento . Dá origem às netas. Pode desenvolver-se no lançamento no ano em que é formado. |
| Oloroso | Oloroso é um vinho generoso de Jerez . Elaborado a partir da casta palomino, é um vinho destinado ao envelhecimento oxidativo. Para que não haja desenvolvimento de flor, o vinho é fortificado a 17 graus. O resultado é um vinho muito estruturado e complexo. |
| Opaco | Opaco é um termo utilizado pra caracterizar um vinho turvo, com falta de limpidez. |
| Opalescente | Diz-se que um vinho é opalescente quando este se encontra turvo com aspeto leitoso e esbranquiçado. |
| Orégãos | Orégãos é um aroma que recorda o da planta com o mesmo nome. |
| Orgânico | O vinho orgânico é aquele que é produzido a partir de uvas em cultivo orgânico , isto é, onde não foram aplicados herbicidas, pesticidas, fungicidas, fertilizantes ou produtos químicos. Habitualmente, são utilizados animais no controlo de pragas e compostos orgânicos para a fertilização, adubação e eliminação de fungos e ervas daninhas abolindo-se a utilização dos agrotóxicos. Porém, as práticas enológicas permitem intervenções químicas corretivas. |
| Organoléptica (em prova) | Apreciação de um vinho através dos sentidos como a cor, o aroma e o sabor; este termo também é usado para outros produtos alimentares. |
| Organolépticos | Diz-se das qualidades gustativas do vinho reveladas pela degustação. |
| Orientação dos Pâmpanos | A Orientação dos Pâmpanos é um processo que visa orientar os lançamentos de acordo com a forma de condução prevista para evitar que tombem para a entrelinha e para que seja constituída uma parede vegetativa bem estruturada e resistente à ação dos ventos da primavera. |
| Ouro | Uma tonalidade amarela característica de certos vinhos brancos, com nuances que variam do dourado claro ao dourado antigo. |
| Oxidação | A oxidação decorre do contacto dos vinhos ou mostos com o oxigénio . É um processo de perda de eletrões por parte dos constituintes do vinho ou mosto para o oxigénio (aceptador de eletrões) que pode ter consequências no aroma e gosto (acetato ou avinagrado) e na cor (os brancos escurecem e os tintos clareiam). Sem a devida proteção, pode ocorrer na fase pré-fermentativa ou pós-fermentativa/envelhecimento. Já o envelhecimento do vinho em barricas de carvalho provoca uma oxidação lenta , que em determinadas condições é considerada benéfica, já que provoca certas alterações no vinho, conferindo uma maior estabilidade e uma melhora nas características sensoriais. |
| Oxidado | Oxidado é um termo utilizado para descrever um vinho ou mosto que se deteriorou pela presença do oxigénio , perdendo frescura, aromas e alteração de cor. |
| Oxidases | As oxidases são enzimas que catalisam as reações de oxidação/redução que pode conduzir à casse oxidásica (alteração da limpidez, aromas e cor dos vinhos). |
| Oxigenar ou Arejar | Transferir o vinho para um jarro ou decantador para arejá-lo e realçar as suas características aromáticas. |
| Painel de Provadores | O Painel de Provadores é um grupo de referência (especialista ou treinado) ou amostra representativa de pessoas (consumidores) que efetuam uma análise sensorial . O painel de análise sensorial constitui um “verdadeiro instrumento de medida”, dependendo os resultados das análises realizada dos seus participantes. |
| Paladar | Sensação que o vinho produz ao degustá-lo, saboreá-lo e bebê-lo. Quando o vinho entra na boca, o provador deve saboreá-lo com a língua, esmagando-o contra o palato e as gengivas, para melhor perceber as características estruturais do vinho (corpo, álcool, tanino), o acetinado e a textura da matéria, para além dos seus aromas que vão alcançando o nariz por via retronasal. |
| Palha | Palha é um tom pálido que certos vinhos brancos apresentam. |
| Pálido | Pálido diz-se de um vinho de cor pouco intensa e pigmento débil. |
| Pâmpano | Pâmpano é um ramo jovem da videira, termo normalmente usado até à floração. |
| Pão Torrado | Pão Torrado é um odor da série empireumática agradável que evoca o do pão acabado de fazer. Pode aparecer em brancos e tintos. |
| Parasita | É o ser vivo que se desenvolve e se reproduz noutro ser de espécie diferente, tirando-lhe os seus recursos nutritivos. Habitualmente, as doenças da vinha são provocadas por: vírus (o entrenó curto ou cepa canária, doença de Pierce); bactérias (a doença de Oleron); criptogâmicas e fungos (antracnose, apoplexia, míldio, oídio); parasitas (acariose, erinose, anguílula, altisa, filoxera, etc.). |
| Pardo | Pardo é uma cor mais ou menos escura, entre o tom granada e o ocre, que alguns vinhos tintos tomam ao envelhecer. |
| Parreira | Termo usado para designar a vide conduzida em porte alto e fixada a um muro, a uma árvore, a tubos metálicos em forma de abóbada, a arames, etc. A parreira pode ser utilizada para a produção de uvas de mesa; mas embora se veja ainda em muitos vinhedos, não é considerado um sistema de condução adequado á produção de vinhos de qualidade; os cachos amadurecidos no interior de uma parreira sofrem de um microclima sombrio, para além de alguma sobreposição. |
| Part de Anges | Part de Anges é a parte do vinho que evapora , pois desaparece através do “telhado”. Um vinho fino que é envelhecido em toneis ou barricas vai perdendo ao longo do tempo volume por evaporação. As substâncias no vinho que não evaporam, como os compostos aromáticos, açúcares e ácidos, tenderão, portanto, a tornar-se mais concentradas com o tempo. |
| Passa | Passa significa uva sobre maturada quer seja ainda na videira ou posta a secar em camadas de palha ou espécie de estendal. |
| Passado | Vinho passado diz-se de um vinho quando este se apresenta oxidado ou já não aparenta ter características organolépticas positivas. |
| Passeira | Passeira é o nome dado a um conjunto de pranchas de madeira ou palha usado para colocar os cachos de uvas a secar. |
| Pastelaria | Pastelaria é um aroma entre doce e torrado que relembra baunilha e açúcar caramelizado. Deteta-se nos vinhos velhos ou generosos e é consequência da sua evolução oxidativa. |
| Pastoso | Vinho Pastoso diz-se de um vinho que exibe um paladar untuoso. |
| Patamar | Um Patamar é um socalco moderno cortado nas encostas através do uso de equipamentos de terraplanagem. Não se encontra suportado por muros, mas sim separado por taludes altos em terra. |
| Pé | Termo usado para designar o depósito, isto é, o conjunto das partículas que sedimentam no fundo dos recipientes que contêm vinho (partículas de leveduras, colóides e outras matérias sólidas). |
| Pé de Cuba | Um Pé de Cuba é uma pequena quantidade de mosto que se põe a fermentar à parte, para que possa funcionar como sementeira de leveduras . Depois do crescimento inicial, o Pé de Cuba pode ser adicionado ao restante mosto facilitando o normal decorrer da fermentação. Permite recomeçar as fermentações, quando estas amuam. |
| Pé-Franco | Pé-Franco é um plantio de videira diretamente no solo sobre as suas próprias raízes muito comum antes da invasão filoxera onde as videiras eram plantadas em 'Pé-Franco'. |
| Pé-mãe ou Planta-mãe | Designação dada à videira da qual se tiram os garfos ou estacas destinadas a perpetuar a planta casta. |
| Pecíolo | Pecíolo é o nome dado ao pé da folha que se insere no lançamento e sustenta o limbo da folha. |
| Pectina | A Pectina é uma substância orgânica, densa e pegajosa presente nas paredes celulares dos tecidos vegetais das plantas. |
| Pedicelo | Pedicelo é o nome dado ao pé do bago que se insere no engaço e sustenta o bago. |
| Pedúnculo | Pedúnculo é o nome dado ao pé do cacho que se insere no lançamento e sustenta o cacho. |
| Pele de cebola | Uma nuance de cor dos vinhos rosés. |
| Película | A Película constitui a camada externa do bago . É rica em matéria corante, taninos e compostos fenólicos. |
| Pentoses | Designação dada aos açúcares com cinco átomos de carbono, presentes em mostos e vinhos. |
| Penugenta | Diz-se do revestimento denso de pêlos finos que cobre as folhas de certas variedades de videira. |
| Pêra | Pêra é um aroma a fruta fresca que pode detetar-se em alguns vinhos. |
| Pêra Cozida | Pêra Cozida é um aroma de redução, relembra o aroma a fruta cozida. |
| Percepção | Actividade consciente, situada ao nível do córtex, pela qual o cérebro forma e fixa (antes de qualquer juízo ou interpretação) as diversas sensações (auditivas, gustativas, olfactivas, tácteis e visuais) recebidas pelo sistema sensorial. |
| Perlage | Perlage é o movimento das bolhas de dióxido de carbono existente num copo de espumante. |
| Persistência | Persistência é a sensação deixada pelo vinho na boca. Pode ser curta (entre 2 a 3 segundos), média (4 a 6 segundos) ou longa (6 a 8 segundos). |
| Personalidade | Personalidade é o carácter distintivo que caracteriza um vinho. |
| Pesa-mosto | Instrumento que serve para medir a densidade relativa de um mosto e definir o valor do álcool potencial. |
| Pesado | Diz-se de um vinho com muita cor e estrutura. |
| Pêssego | Pêssego é um aroma frutado derivado do éster undecalactona presente em alguns vinhos brancos. |
| Pesticida | Designação dada ao produto químico destinado a obstaculizar ou destruir o desenvolvimento dos parasitas nos vinhedos. A viticultura mais avançada tenta reduzir ao máximo a utilização de pesticidas e de herbicidas; recorrendo a meios mais ecológicos para combater as pragas. |
| Petróleo | Petróleo é um aroma terpénico primário da série mineral que pode ser encontrado em algumas variedades como o Riesling. |
| Pico | Pico diz-se que um vinho tem pico quando está envinagrado devido ao desenvolvimento de bactérias acéticas. |
| Pico acético | Doença causada pelas bactérias acéticas que envinagram o vinho. |
| Pico Láctico | Doença causada pelas bactérias lácticas que actuam sobre os açúcares redutores, produzindo ácido láctico e ácido acético. |
| Pigmentos | Substâncias corantes contidas na película dos bagos de uva, formada pelas antocianinas e pelas flavonas, como por exemplo, os antocianos das uvas tintas. |
| Pimenta | A Pimenta é um aroma primário, da série especiada, característico de algumas castas que relembre esta especiaria. |
| Pimento Verde | O Pimento Verde é um aroma primário da série vegetal característico de algumas castas como o Cabernet Sauvignon. O composto que lhe dá origem chama-se Pirazina . |
| Pinho | Pinho é um aroma terciário balsâmico que se pode encontrar em certos vinhos brancos, rosados ou tintos. |
| Pintor | O Pintor corresponde à época fisiológica da coloração da uva, ou seja, coincide com o aparecimento da cor tinta nas películas dos bagos tintos e da película translúcida nas castas brancas. É nesta fase que a data da vindima se começa a definir com mais precisão. O crescimento dos bagos cessa e dá-se início ao processo de maturação. |
| Pipa | Pipa é um recipiente de madeira, geralmente de carvalho, com capacidade para 550 Litros utilizada para o estágio de vinhos. Na antiguidade era utilizada para o transporte do vinho do Porto. |
| Pipeta | Nome dado à bomba ou sonda de vidro ou de cobre (antigamente, de azougue), com cerca de 60 cm a 90 cm de comprimento, utilizada para tirar uma amostra de vinho pelo batoque de uma pipa para o provar numa taça ou num copo. |
| Pisa a Pé | Pisa a Pé corresponde a um método tradicional de fazer o vinho do Porto em que as uvas são pisadas a pé em tanques de granito conhecidos por lagares. A primeira fase da pisa é a do "corte”, e consiste em esmagar as uvas, que nesta fase ainda são relativamente duras, para libertar o sumo e a polpa das suas peles. Quando o corte tiver sido concluído, a etapa “liberdade” começa. Os pisadores agora trabalham individualmente, movendo-se de forma livre ao redor do lagar, assegurando que as peles de uva são mantidas submersas sob a superfície do vinho. Esta fase do processo é vital para a produção de vinho do Porto de qualidade . Apesar de cara e trabalhosa, a Pisa a Pé ainda é a melhor forma de alcançar a extração suave mas completa, produzindo vinhos com profundidade de estrutura, de sabor e equilibrados. |
| Poda | A Poda consiste no corte mais ou menos severo das varas, para disciplinar e estimular o crescimento dos gomos responsáveis pela futura produção com o objetivo de obter um equilíbrio entre o desenvolvimento da planta e a sua vegetação. Tem como objetivos assegurar a produção suficiente de uvas de qualidade assim como a perenidade da planta. |
| Poda curta | Designa uma forma de poda que consiste em deixar numerosos sarmentos intensamente atarracados. |
| Podridão | Podridão é o apodrecimento das uvas normalmente por ação de fungos em condições de humidade relativa elevada. |
| Podridão Cinzenta | A Podridão Cinzenta ou Black Rot é uma doença provocada pelo fungo fitoparasita da uva, Botrytis cinerea . Este aparece normalmente em condições de elevada humidade e penetra no bago através de feridas previamente causadas por oídio, míldio, traça da uva, acidentes fisiológicos ou danos mecânicos. Assim, desenvolve-se um bolor cinzento característico da Botrytis constituído pelos conidióforos e conídios do fungo que cobre a superfície inviabilizando seu consumo. O fungo passa de um bago para outro causando a destruição das uvas , com perda de polpa e morte dos pedúnculos e dos engaços. O deficiente arejamento (vegetação densa) propicia condições ótimas ao desenvolvimento do fungo. |
| Podridão Nobre | A podridão nobre é também causada pela Botrytis Cinerea que, em condições, ideais pode invadir o bago sem o ferir, provocando apenas a sua desidratação . Este tipo de podridão nobre ocorre em condições climáticas especiais onde a névoa húmida da manhã dá lugar ao sol e clima seco à tarde. As uvas são vindimadas quando alcançam o ponto de desidratação desejado. |
| Polifenóis | Os Polifenóis caracterizam-se por serem uma cadeia de anéis aromáticos com um ou mais grupos hidroxilo ligados e encontram-se normalmente ligados a açúcares e ácidos orgânicos. São muito comuns em uvas os taninos, antocianinas e flavonóides. |
| Pólvora | Pólvora é um odor enxofrado que pode ser detetado em certos vinhos. Deve-se por vezes a um excesso sulfuroso. É um descritivo usado em para caracterizar alguns Bagas. |
| Porta-Enxerto | O Porta-Enxerto foi introduzido no método de reprodução das videiras pós-filoxera. Hoje em dia, o Porta-Enxerto é um elemento fundamental na constituição de uma videira e na execução da técnica da enxertia. A enxertia consiste em unir duas videiras distintas , isto é, unir fisiologicamente as raízes de uma videira (o porta-enxerto) à parte área de outra videira (o garfo). Os porta-enxertos podem dividir-se em dois grupos: variedades puras e híbridos provenientes de cruzamentos interespecíficos |
| Porte | Termo designado para identificar o aspecto da parte aérea de uma planta; normalmente, as vinhas conduzem-se em porte alto nas zonas húmidas, para fugir da humidade do solo e em porte baixo ou rasteiro, nas zonas secas. |
| Porto | Porto é um vinho generoso produzido exclusivamente com uvas da região demarcada do Douro . A paragem na fermentação deve-se à adição de aguardente vínica neutra (77 graus). O teor alcoólico pode variar entre os 18 graus e os 22 graus, mantendo-se os 19 graus e os 22 para as categorias especiais de vinho do Porto e a exceção para o banco leve seco como mínimo de 16,5 graus. |
| Porto Ruby | Ruby é uma categoria de vinho do Porto com envelhecimento redutor (evitando o contacto com o ar) em cuba ou garrafa com o objetivo de reter o seu carácter frutado e fresco. Regra geral são de cor intensa tinta ou retinta e ricos em fruta. |
| Porto Tawny | Tawny é uma categoria de vinho do Porto com envelhecimento oxidativo em madeira velha . Origina vinhos leves e elegantes devido à menor extração de cor devido ao reduzido contato do mosto com as películas das uvas durante a fermentação. Caracteriza-se por possuir um vasto leque de aromas terciários como os frutos secos, baunilha, chocolate, cedro, madeira etc. Regra geral a sua cor varia entre tinto-alourado a alourado claro . |
| Potássio | O Potássio é um elemento presente nas uvas e por consequência no vinho. A baixas temperaturas pode reagir com o ácido tartárico e precipitar sobre a forma de cristais de bitartarato de potássio. |
| Precipitado | Designação do sedimento obtido por precipitação. |
| Prensa | Prensa é o equipamento utilizado para a realização da prensagem . Existem vários tipos de prensas, mas atualmente o mais utilizado é a prensa pneumática, pois permite prensar com diferentes pressões, sem dilacerar as grainhas, evitando assim a extração de compostos indesejáveis (taninos agressivos), existentes nas grainhas. |
| Prensagem | A Prensagem é uma operação mecânica que consiste na extração de líquido através da pressão exercida sobre os bagos pré-fermentativa (no caso da vinificação de brancos ou rosés) ou pós-fermentativa sobre as massas (mistura de películas e grainhas, no caso da vinificação em tintos). |
| Produtor | Produtor é uma pessoa singular ou coletiva, ou o agrupamento destas pessoas, que produz vinho a partir de uvas frescas, de mostos de uvas ou de mostos de uvas parcialmente fermentados obtidos na sua exploração vitícola ou comprados. |
| Produtor–Engarrafador | Produtor-Engarrafador é uma pessoa singular ou coletiva que elabora vinho a partir de uvas frescas produzidas exclusivamente na sua exploração vitícola, bem como o seu engarrafamento , em instalações próprias ou de terceiros, desde que o detentor da exploração vitícola assuma inequivocamente a direção efetiva e a responsabilidade exclusiva pela vinificação, pelo vinho produzido e pelo respetivo engarrafamento. |
| Pronto | Vinho no seu auge para consumo. |
| Prova Cega | A Prova Cega é uma prova de vinhos em que o provador não tem conhecimento do que está a analisar no copo. |
| Prova Horizontal | A Prova Horizontal é uma prova que avalia vinhos do mesmo ano de colheita . Normalmente é feita com vinhos da mesma região, de diferentes produtores, mas com a mesma casta. |
| Prova Organolética | A Prova Organolética de vinhos tem como base a avaliação do aspeto visual, aroma, sabor e textura do mesmo. |
| Prova varietal | Designa a degustação de diferentes vinhos elaborados com uma mesma variedade de uvas. |
| Prova Vertical | A Prova Vertical é a prova de várias edições do mesmo vinho em anos diferentes. |
| Provador | Provador é uma pessoa que, com os seus sentidos (principalmente a vista, o olfato, o gosto), analisa um vinho e trata de apreciar neste, o mais objetivamente possível, as suas qualidades organoléticas . Um atributo muito importante de um provador é a sua capacidade de atenção e concentração. Quanto mais frequente for este exercício de prova melhor será o desempenho do provador. |
| Pruína | Pruína é uma camada de cera que recobre a película do bago conferindo-lhe um aspeto esbranquiçado. |
| Pulverizador de Dorso | Também designado por sulfatador, é um aparelho de pulverização manual utilizado nos tratamentos fitossanitários (oídio) nas vinhas, com bomba interior e alavanca manual em ferro com cabo em madeira, tubagem em borracha com agulheta em cobre, regulável na extremidade; usado na pulverização das vinhas.Metal (cobre e ferro), cabedal e borracha. |
| Pungente | Sensação percebida na boca, causada por uma alta concentração de dióxido de carbono, pela causticidade causada pelo álcool ou por um excesso de dióxido de enxofre. |
| Púrpura | Púrpura é uma cor presente em alguns vinhos jovens ou de castas tintureiras mais violácea que o rubi. |
| Quartilho | Designação de um antiga medida de capacidade que equivale a um terço da pinta, isto é, cerca de 0.35 litros. Popularmente, refere-se a uma garrafa com a capacidade de meio litro. |
| Quebra-ventos | Designa a plantação ou qualquer dispositivo artificial destinado a proteger a vinha contra o vento. |
| Quebras | Termo usado para indicar as perdas de volume devidas à evaporação das pipas, aos transvases, às manipulações, etc. |
| Queijo | Queijo é um odor láctico secundário que recorda este alimento. |
| Queimado | Queimado é um odor terciário empireumático que evoca o exalado pelas matérias vegetais ou pelas madeiras carbonizadas . Por outro lado, queimado também pode ser o estado de um rebento ou de um gomo quando queimado pela geada . |
| Quente | Vinho com a quantidade certa de álcool, que causa uma agradável sensação de calor. |
| Químico | Químico é o termo utilizado para designar alguns odores desagradáveis que se podem encontrar no vinho como o odor a acético, fénico, fenóis, enxofre ou enxofrados, etc. Mas também pode ser positivo, como o aroma a tinta da china num vinho tinto, por exemplo. |
| Quinado | Diz-se de um vinho aromatizado com quina. |
| Quinta | Quinta é o nome atribuído a uma exploração vinícola. Possui uma adega e vinhas cujo clima e solo confere aos vinhos um carácter distinto. |
| Rabo de Ovelha | Rabo de Ovelha, é uma casta branca que assume alguma importância no património vitivinícola Português. Não tem sinonímia e é recomendada para a produção de brancos VQPRD nas DOC do Dão, Bairrada, Alentejo (à exceção de Portalegre) e em algumas DOC do Ribatejo, Estremadura e Península de Setúbal. |
| Rançoso | Vinho que apresenta sensações desagradáveis causadas por alterações microbianas, caracterizadas por um sabor a manteiga azeda. |
| Rapado | Rapado é um vinho demasiado filtrado que ficou com pouco ou nenhum corpo, é uma característica muitas vezes atribuída para descrever um vinho com TCA. |
| Rebuçado | Rebuçado é um odor torrado (açúcar queimado) que pode detetar-se em alguns vinhos de fruta geralmente muito maduro. É um aroma secundário da série amílica. |
| Redondo | Redondo descreve um vinho que demonstra harmonia entre os seus componentes. Os taninos apresentam-se polidos pelo que são agradáveis em boca tornando o vinho macio e aveludado. |
| Redução | Redução é o processo de estágio que se dá em garrafa. O vinho consome o ar contido na garrada e evolui lentamente. |
| Reduzido | Reduzido é um aroma a couro que se pode desenvolver em vinhos que permanecem muito tempo em garrafa. Faz relembrar odores animais com a caça e a pele. |
| Refermentação | Refermentação é a ação de voltar a fermentar um vinho para que este converta o açúcar restante em álcool. Um vinho com açúcar residual pode voltar a fermentar em garrafa se não tiver sido bem estabilizado. |
| Refratómetro | Refratómetro é um instrumento ótico utilizado para medir o índice de refração de uma substância líquida. O funcionamento dos refratómetros baseia-se na medição do ângulo limite numa reflexão total, designado por ângulo crítico. Este é o ângulo de refração característico de um dado meio, quando o raio de luz incidente efetua um ângulo de 90º com a normal à superfície de separação ar-meio. Este, tem como principal aplicação a determinação do índice de refração de líquidos e sólidos transparentes. É constituído por uma fonte policromática e por um conjunto de prismas (prismas de Amici) que compensam a dispersão da luz realizada pela amostra e pelo sistema ótico, de modo a que o índice de refração apareça referenciado à risca D do sódio. |
| Refrescante | Refrescante diz-se de um vinho ligeiro, com acidez agradável. |
| Região Demarcada do Algarve | O Algarve, Região Demarcada conhecido por muitos como a maior estância de férias de Portugal, em tempos foi berço de um contínuo de vinhas vasto. Conta-se que por 1960, Lagoa tinha cerca de 75% da sua área coberta de vinha, dizia-se que quando se entrava na região, cheirava a uvas e vinho. Vinhos de grande concentração , mais frescos que os Alentejanos, pela proximidade ao mar e clima mais fresco e mais macios que os Durienses, tornando-os mais bebíveis e “man friendly”. A região demarcada do Algarve data de 1980 e dada a tipicidade que as condições edafo-climáticas conferem aos vinhos, existem no Algarve quatro Denominações de Origem: "Lagoa", "Lagos", "Portimão" e "Tavira". |
| Região Demarcada do Douro | A Região Demarcada do Douro é caracterizada por uma situação geográfica particular, disposta entre vales profundos e colinas escarpadas que, aliada a um clima de “seis meses de inverno e seis meses de inferno”, confere a esta região, maravilhosamente esculpida ao longo do rio Douro, uma beleza sedutora inconfundível. Classificada em 2001 pela United Nations Educational, Scientific and Cultural Organization (UNESCO) como Património Mundial da Humanidade, as vinhas da Região Demarcada do Douro, aninhadas tradicionalmente em socalcos foram plantadas entre a margem do rio e os 500 – 600 metros de altitude ao longo de declives acentuados e exposições diversas. Os solos de origem xistosa com elevado grau de pedregosidade desde a superfície e através do seu perfil, limitam as perdas de água por erosão e favorecem um microclima mais quente ao nível do tronco conferindo excelentes condições à prática vitícola. Localizada no Nordeste de Portugal, desde Barqueiros até Barca d’Alva, na fronteira espanhola, esta região estende-se ao longo do rio Douro, rodeada por cadeias montanhosas. Este fato, confere-lhe, em cada ponto do percurso, diferentes características edafoclimáticas, pelo que se encontra dividida em três sub-regiões distintas: Baixo Corgo, Cima Corgo e Douro Superior. |
| Região Demarcada dos Açores | Nos Açores, junto ao mar e com ondulações que em dias mais tempestuosos galgam as margens, há mais de cinco séculos percebeu-se que a forma de proteger a cultura da vinha dos ventos mais agrestes passava por erigir muros de basalto. O trabalho agora reconhecido como património mundial pela UNESCO, constituí uma paisagem vinhateira capaz de comover. Os solos vulcânicos são muito ricos em potássio e estão na base de vinhos marcadamente iodados , salinos, por vezes a lembrar notas de sal seco. As raízes da vinha espraiam-se por entre as fissuras da rocha-mãe e tantas vezes é possível, pelo meio delas, ir aos poços de maré. Por todos estes motivos, os Açores não são copiáveis, são vinhas na fresta da rocha, de solo vulcânico que se encontram plantadas entre 50 a 200 metros do Atlântico. Os vinhos cheiram a conchas partidas . Não se copia isto em outra região que não tenha estas características, a salinidade, o iodo, o cheiro de proximidade ao mar que existe nos Açores. Aqui produzem-se vinhos tensos, ácidos, mas muito puros, bons para guarda. |
| Regional | O vinho regional possui uma qualidade superior aos vinhos de mesa e devem ser produzidos com, no mínimo, 85% de uvas provenientes de uma determinada região de castas autorizadas . Alguns produtores que estão em desacordo com as normas vigentes para vinhos DOC , passaram a rotular seus lotes como regionais. |
| Remontagem | A Remontagem é uma importante etapa da maceração na vinificação em tinto. Na prática, refere-se ao bombeamento do líquido do mosto que se situa na parte inferior da cuba por ação de uma bomba sobre a manta de películas, grainhas e engaço que se encontra à superfície. Promove a extração de aromas, cor e taninos presentes nas partes sólidas do cacho. O tempo, caudal e arejamento durante a remontagem depende do objetivo do enólogo. |
| Remouage | Remouage é a operação que visa encaminhar as borras produzidas durante a refermentação em garrafa de espumantes para o gargalo da garrafa e consiste em agitar e girar as garrafas colocadas em ponta nos pupitres. |
| Repouso Vegetativo | Repouso Vegetativo é um período de dormência da videira que ocorre após a queda das folhas. Este período termina com o início do abrolhamento no ano seguinte. |
| Reserva | Reserva é a menção prevista para vinho de qualidade com características organoléticas destacadas acondicionado em garrafa de vidro, associada ao ano de colheita , que não pode ser comercializado com menos de seis meses e deve constar de uma conta-corrente específica. |
| Resina | A Resina é um aroma terciário da série balsâmica, agradável, que recorda as fragrâncias de resina das árvores resinosas como por exemplo pinheiros ou abetos. |
| Resinoso | Vinho que apresenta sensações de resinas vegetais. |
| Resveratrol | O Resveratrol é um estilbeno que pertence ao grupo de compostos fenólicos não-voláteis que constituem o vinho. Está presente na natureza em duas formas: Trans-Resveratrol e Cis-Resveratrol, sendo a segunda a forma mais estável. A videira sintetiza este composto como mecanismo protetor às adversidades presentes na vinha. Como composto fenólico, o Resveratrol contribui para o potencial antioxidante do vinho e, consequentemente, pode desempenhar um papel de prevenção de doenças cardiovasculares. |
| Retancha | A Retancha é o nome atribuído ao ato de replantar videiras que por qualquer razão morreram. |
| Retrogosto | Conjunto de sensações finais, percebidas após o vinho ter sido engolido. |
| Rígido | Rígido é um termo utilizado para descrever um vinho que ainda não se abriu. Em tintos é comum os taninos serem adstringentes. |
| Robusto | Robusto diz-se de um vinho encorpado que apresenta uma boa estrutura. |
| Rolha | A Rolha é um produto obtido da cortiça natural ou aglomerada extraída do sobreiro destinada a vedar garrafas ou outros recipientes para preservar o vinho neles contidos. Apresenta porosidade que permite uma certa micro-oxigenação, normalmente está associada a vinhos de guarda. |
| Rolha Bar Top | A Rolha ‘Bar Top’ é uma rolha curta com uma parte superior de plástico ou de madeira. É desenhada para ser facilmente removida da garrafa, sem a ajuda de um saca-rolhas e posteriormente ser reutilizada na garrafa após o vinho ter sido servido. Comum em vinhos licorosos. |
| Rolhador | Equipamento de adega manual em ferro utilizado para rolhar garrafas. |
| Rolhar ou Arrolhar | Termo que designa a acção de obturar uma garrafa com uma rolha. |
| Rosa | Rosa é o aroma floral que recorda o exalado pela maioria das variedades de rosa, rico em matizes de rosa aberta, de rosa murcha e de pétalas de rosa. |
| Rosado | Rosado é a cor dos vinhos rosé , isto é, obtidos por fermentação do mosto de uvas tintas, macerando as películas durante um tempo curto suficiente, para que tome a coloração desejada. |
| Rosé | Rosé é um vinho com tonalidade rosada que se obtém ou por sangria ou por prensagem direta e leve de uvas tintas em que a maceração não dura mais do que o tempo da prensagem. A intensidade de cor dependerá da maturação da uva, do contacto com o oxigénio, da duração da maceração pelicular e do tipo de prensagem efetuada e pode ir de rosa a laranja. |
| Rotuladora | Rotuladora é a designação dada à máquina que cola os rótulos e contra-rótulos nas garrafas ou recipientes de forma automática. |
| Rótulo | O Rótulo é um documento de garantia que se encontra colada ao corpo da garrafa. A marca, designação do produto, referência ao engarrafador, proveniência do produto aspetos obrigatórios a ter em conta, porém também pode conter informações como o nº de garrafas produzidas, referência ao engarrafador, menção a sulfitos etc. Estas informações devem constar agrupadas no mesmo campo visual, de modo a serem lidas em simultâneo sem necessidade de rodar o recipiente, à exceção das menções relativas ao lote aos sulfitos e ao importador. |
| Rubi | Rubi é a cor de um vinho tinto que lembra a cor da pedra rubi. |
| Rugoso | Rugoso é um adjetivo usado para caracterizar um vinho áspero, rico em taninos grosseiros. |
| Sabor | Sabor é a sensação provocada pelo estímulo dos recetores gustativos da língua devido à sua interação com o vinho. Existem seis sabores elementares: doce, salgado, ácido, amargo, umami e metálico. |
| Sabor Ácido | O sabor ácido no vinho provém de ácidos com origem na uva como o tartárico, málico e cítrico e de ácidos de origem fermentativa como o láctico ou o acético. |
| Sabor Amargo | O sabor amargo é atribuído aos compostos fenólicos na forma monomérica (catequina e epicatequina), amidas, aldeídos, cetonas, ésteres e benzenos substituídos. |
| Sabor Doce | O sabor doce no vinho advém dos açúcares provenientes da uva e dos álcoois de origem fermentativa. |
| Sabor Salgado | O sabor salgado deve-se à presenta de iões de sais de ácidos minerais e de alguns ácidos orgânicos recorrente em zonas vinícolas marítimas ou de solos salinos. |
| Sabor Umami | O Sabor Umami no vinho deve-se à presença de aminoácidos. |
| Saborinho | O Saborinho (também conhecido por Tinta Negra ou Molar de Colares) é uma das castas tintas tradicionais dos Açores que quase desapareceu das vinhas açorianas. |
| Sabugueiro | Sabugueiro é um aroma floral, amoscatelado, meloso, que recorda a fragrância exalada pela flor do sabugueiro. |
| Saca-Rolhas | Saca-rolhas é um instrumento que serve para extrair as rolhas das garrafas. |
| Sacarose | A Sacarose é o nome científico do açúcar , é um dissacárido composto por uma molécula de glucose e uma de frutose. Encontra-se em abundância na constituição dos bagos devido à fotossíntese. |
| Saccharomyces Cerevisiae | A Saccharomyces cerevisiae é a levedura fermentativa (de metabolismo oxidativo) mais comum para desenvolver a fermentação alcoólica na produção de vinho. É responsável pela transformação exotérmica da sacarose (glucose + frutose) em etanol e dióxido de carbono. O piruvato é descarboxilado a acetaldeído que por sua vez é reduzido a etanol pelo álcool desidrogenase com o NADH como dador de eletrões. |
| Sala de Prova | Sala de Prova é um local preparado para uma prova que tem como objetivo minimizar erros , enaltecer a sensibilidade dos provadores e eliminar variabilidade. Deve reunir um conjunto de condições necessárias a uma boa prova como: a localização longe de áreas com barulho, ausência de odores característicos, limpeza fácil, com equipamento necessário para a preparação de amostras, controlo de ar, humidade e temperatura e iluminação neutra. |
| Salgado | Anomalia encontrada em certos vinhos ricos em sais minerais. |
| Salinidade | A Salinidade é dos descritores usados para descrever evidentes notas salinas de iodo e de sargaço. |
| Sangria | Sangria em enologia corresponde ao ato de extrair o mosto líquido da cuba, separando-o das partes sólidas. Por um lado, na cuba a concentração de cor, taninos e aromas aumenta devido a uma elevada proporção de películas e grainhas face ao líquido que sobrou na cuba. Por outro, devido ao pouco contacto e consequente baixa extração podemos obter rosé enquanto subproduto. A cor deste irá depender da temperatura, exposição o oxigénio e tempo de contacto com as partes sólidas do mosto. |
| Sápido | Vinho agradável devido à sua quantidade equilibrada de ácidos e sais minerais. |
| Sarmento | Ramo da cepa, depois da maturação e da queda das folhas. Os sarmentos constituem a madeira do ano, a que se formou no mesmo ano, ao contrário da madeira de dois anos e das velhas madeiras do braço e do tronco. |
| Secagem da Passa | Operação que consiste na secagem ao ar ou dessecação parcial pelo calor, da uva sobre amadurecida; com a desidratação do bago de uva, obtém-se uma concentração máxima de açúcar. |
| Seco | Seco indica em vinhos tranquilos que o açúcar residual do vinho é inferior a 2 g/L. Enquanto em vinhos espumantes, o termo “seco” indica que este contém entre 17 a 32 g/L. Já em vinho do Porto o açúcar residual correspondente ao termo seco situa-se entre 40 a 65 g/L. |
| Sedimentos | Os sedimentos que, por vezes, precipitam em garrafa é composto por matéria corante e cristais de bitartarato de potássio. Constituem apenas um defeito visual já que são inofensivos à saúde . Em vinhos de guarda, aconselha-se a decantar previamente de forma a evitar estes sedimentos no copo. |
| Sedoso | Sedoso é um termo usado para descrever um vinho suave, aveludado, que desperta agradáveis sensações tácteis no paladar. |
| Setúbal DO | As vinhas de DO Setúbal estendem-se ao longo de 15 quilómetros ao norte, oeste e leste da cidade portuária de Setúbal, nas colinas de calcário do Parque Natural da Serra da Arrábida onde constituem um terroir específico para a produção do vinho licoroso, Moscatel de Setúbal . Este moscatel, floral e cítrico, é produzido a partir das castas Moscatel de Setúbal (Moscatel de Alexandria) ou Moscatel-Roxo. |
| Socalco | Socalco é um tipo de construção muito típica da região demarcada do Douro . Devido à elevada inclinação do terreno , as videiras foram plantadas seguindo as curvas de nível em socalcos tradicionais suportados por muros de xisto. Estes muros foram construídos à mão nas íngremes encostas e posteriormente preenchidos com terra trazida da margem do rio ou quebrando o leito da rocha. |
| Sommelier | Profissional que serve vinho em um restaurante. Em Portugal, são chamados de escanção. |
| Sousão | Sousão é uma casta tinta originária do Minho sob a sinonímia oficial Vinhão e encontra-se distribuída por toda a região Demarcada dos Vinhos Verdes e em expansão no Douro, onde também integra alguns DOC Douro. Segundo dados de 2015, representa 4 530 hectares da superfície vitícola nacional. De maturação tardia , possui vigor médio-elevado e produtividade média e regular. Sensível à Esca, ao stress hídrico e ao escaldão, devem-se evitar localizações no Douro a oeste e sudoeste. Contém cachos médios , em forma de funil, de compacidade variável e bagos com película de espessura média. O limbo da sua folha adulta caracteriza-se por ser orbicular com três lóbulos. Origina vinhos de cor intensa púrpura, acidez elevada, ligeiramente adstringentes, onde sobressaem os frutos silvestres. |
| Suave | Suave é um termo que se aplica a um vinho que apresenta uma textura fina e redonda, equilibrado de corpo e sabor. |
| Subtil | Refere-se a um aroma muito leve ou a um vinho que oferece poucas ou fracas sensações gustativas. |
| Sulfatador | Também designado por Pulverizador de dorso, é um aparelho de pulverização manual utilizado nos tratamentos fitossanitários (oídio) nas vinhas, com bomba interior e alavanca manual em ferro com cabo em madeira, tubagem em borracha com agulheta em cobre, regulável na extremidade; usado na pulverização das vinhas. Metal (cobre e ferro), cabedal e borracha. |
| Sulfurado ou Sulfídrico | Sulfurado diz-se de um vinho que apresenta um odor químico característico que recorda o enxofre. Defeito caracterizado também pelo cheiro de ovos podres. |
| Suor (de Cavalo) | Suor de cavalo é um descritivo utilizado para caracterizar um vinho contaminado com leveduras do género Brettanomyces / Dekkera . Podem-se encontrar na uva, mas o seu ambiente preferido é a barrica , onde atacam sobretudo o vinho tinto em estágio instalando-se nas borras finas. A produção de etilfenóis vai aumentando pelo que o 4-etilfenol é o composto responsável pelo aroma a couro e suor de cavado. Em casos mais extremos os vinhos podem cheirar a pocilga estrebaria. |
| Surriba | Surriba é uma operação efetuada no fim da primavera que visa a mobilização profunda do solo com o objetivo de mobilizar a parte superficial do solo para ajudar ao desenvolvimento radicular da videira, destruir rocha mãe e remover antigas raízes instaladas no mesmo local. |
| Tabaco | Tabaco é um odor picante da série empireumática que evoca o odor a charuto ou cigarro. |
| Talha ou Ânfora | Talha ou Ânfora é um recipiente bojudo de barro cozido , utilizado no Alentejo para o fabrico do vinho. Durante a fermentação de vinhos de talha, o líquido fermenta espontaneamente na talha em conjunto com as películas, grainhas e, por vezes, algum engaço. À medida que as películas das uvas sobem até à superfície da talha, um rodo de madeira volta a colocá-las na parte inferior de forma a aumentar a extração de cor e compostos fenólicos. Os vinhos de talha são geralmente muito aromáticos e de estrutura simples, que refletem bem o processo de vinificação. |
| Tâmara | Tâmara é um aroma doce a passas que se pode encontrar associado a notas torradas em alguns vinhos licorosos ou feitos a partir de uvas muito maduras. |
| Tamboladeira ou Tomboladeira | Recipiente de forma redonda, geralmente em metal (muitas vezes de prata) de bordos finos e com alvéolos no fundo e de lado; serve para examinar algumas características dos vinhos, como a sua cor e transparência e prová-los. |
| Tangerina | Tangerina é um aroma frutado que recorda o do fruto com o mesmo nome. |
| Taninos ou Tânico | Os taninos são polifenóis que apresentam propriedades adstringentes capazes de provocar precipitação das proteínas e glucoproteínas da saliva. São responsáveis por características sensoriais no vinho como a adstringência, cor, textura, corpo e amargor, assim como, possuem um papel importante no processo de envelhecimento dos vinhos já que possuem capacidades de oxidação, condensação e polimerização. Os taninos condensados (protoantocianidinas) encontram-se naturalmente presentes nos componentes sólidos das uvas (películas e grainhas) bem como na polpa e engaço, e ocorrem geralmente como oligómeros e polímeros de 3-flavanóis ou catequinas. |
| Taninoso | Taninoso é um termo utilizado para caracterizar um vinho adstringente rico em taninos geralmente duros e ásperos. |
| Tanoaria | Tanoaria é o termo usado para descrever a arte de fabricar ou consertar vasilhames de madeira como pipas, barricas ou tonéis. |
| Tanoeiro | Um Tanoeiro é a pessoa qualificada na construção e reparação de vasilhames de madeira. |
| Tartaratos | Tartaratos são cristais que derivam do ácido tartárico e se formam com o aumento do teor alcoólico, abaixamento da temperatura ou elevação do pH. Podem ser tartaratos neutros de cálcio ou bitartaratos de potássio. |
| Tegão de Receção ou Sem-Fim | Tegão de Receção ou Sem-Fim designa o recipiente , geralmente de grandes dimensões e em aço inox , onde são descarregadas as uvas provenientes da vindima. É um método rápido de descarga sem possibilidade de escolha ou seleção. |
| Tejo DO | A região do Tejo é uma região vitivinícola DOC que engloba as sub-regiões de Almeirim, Coruche, Cartaxo, Chamusca, Santarém e Tomar. Localizada no coração de Portugal, a Região do Tejo está intrinsecamente ligada à produção de vinhos . A brutal diversidade de solos (cuja fertilidade varia consoante a proximidade ao rio) e climas aliado a uma elevada diversidade de castas são as principais características desta região. A região possui três zonas distintas de produção : o campo (solos de aluvião muito férteis na planície junto ao rio), o bairro (solos argilo-calcários onde as montanhas se alternam em planícies) e a charneca (solos arenosos com baixa produtividade) a sul do campo na margem esquerda do Tejo. Aqui a legislação da região permitiu a introdução de novas castas nacionais e internacionais. |
| Tenaz | Tenaz é um utensílio, inventado na região do Douro, utilizado para abrir garrafas de vinho muito velho , cuja rolha não se encontra em condições de ser retirada com um saca-rolhas. A extremidade inferior da tenaz, depois de fortemente aquecida, abraça o pescoço da garrafa abaixo da rolha. De seguida, retira-se a tenaz e deita-se água fria sobre o pescoço da garrafa que consequentemente parte no local previamente apertado pela tenaz. |
| Ténue | Diz-se de um vinho fino e delicado, mas sem carácter. |
| Terceiro | Termo usado para designar o cultivador de uma terra a cujo proprietário paga um terço do rendimento total obtido, em géneros. |
| Termorregulação | Termorregulação, em enologia, diz respeito ao controlo de temperatura do mosto durante a fermentação que pode necessitar de ser aquecido (acelerar o processo e aumentar a extração) ou arrefecido (abrandar o processo e diminuir a extração). |
| Terrantez da Madeira | A casta Terrantez da Madeira, a par com a Malvasia, é uma das castas mais nobres do vinho da Madeira . Porém, ao contrário da Malvasia que é altamente cultivada, a casta Terrantez da Madeira foi desaparecendo. É branca, de película muito fina e caracteriza-se por produzir vinhos da madeira especiados e complexos com um ataque doce e um fim de boca muito seco. |
| Terrantez do Pico | Terrantez do Pico é uma das três castas indígenas que são exclusivas das Ilhas do Açores . As outras duas são o Verdelho e o Arinto. O Verdelho mais conhecido é igualmente utilizado na ilha da Madeira. Esta casta quase extinta é muito sensível à podridão, baixo rendimento, e não tem tanto álcool como as suas irmãs locais. Razão pela qual foi sendo abandonada a pouco e pouco pelos produtores de vinho locais. Os vinhos são frescos, minerais com notas de sal, só comparável a um Alvarinho ou um Riesling salino. A FITAPRETA tem o orgulho de informar que, quando se envolveu no projeto de recuperação do Terrantez do Pico, havia menos de 100 plantas em vinhedos, e que agora, já existem mais de 4.000, pelo que é seguro dizer agora que, esta casta está a salvo. |
| Terroir | O “terroir” vitivinícola é um conceito que se refere a um espaço sobre o qual assenta um saber coletivo de interações entre um meio físico e biológico identificável e as práticas vitivinícolas aplicadas, que conferem características distintivas aos produtos originários deste espaço. O “terroir” incluí características específicas do solo, da topografia, do clima, da paisagem e da biodiversidade (OIV, 2010). |
| Terroso | Terroso é um descritivo usado para um vinho com aroma ou sabor a terra húmida provocado por um composto orgânico denominado geosmina (beterrabas, cogumelos, chuva fresca ou solos húmidos são alguns aromas passíveis de encontrar). |
| Tília | Tília é um aroma delicado presente em alguns vinhos brancos que relembra o da flor desta árvore. |
| Tinta Amarela, Trincadeira Preta ou Trincadeira | A Trincadeira preta (Alentejo) ou Tinta Amarela (Douro) ou tão somente Trincadeira é uma casta típica alentejana de película fina e frágil o que faz com que apodreça se chove e que fique em passa com temperaturas altas. |
| Tinta Carvalha | A Tinta Carvalha é uma casta do antigo encepamento do Alentejo, meia irmã do Castelão e do Moreto e filha do cruzamento das castas Sarigo e Alfrocheiro Preto . Casta tinta de produtividade média a regular, possui cachos curtos e compacidade média, em forma de funil, com bagos médios de película de espessura média. O mosto caracteriza-se por ter um potencial alcoólico e acidez médio-baixo e os vinhos pela baixa intensidade corante e leve aroma a frutos vermelhos. |
| Tinta Roriz | A casta tinta Aragonez, importada de Aragão e de sinonímias oficiais Tinta-Roriz e Tempranillo, é a casta mais cultivada em todo o país . É uma casta precoce, muito vigorosa e produtiva, facilmente adaptável a diferentes climas e solos. Se o vigor for controlado, oferece vinhos elegantes com fruta e especiarias. |
| Típico | Vinho em que as características de origem (seja da uva ou da região geográfica) são muito evidentes. |
| Tomilho | O Tomilho é um aroma primário meio floral, meio vegetal, que recorda o da planta do mesmo nome. |
| Tonel | Tonel é um recipiente de madeira de carvalho ou castanho de elevada capacidade utilizada para estágio e armazenamento de vinhos licorosos. |
| Tonel | Termo usado para designar uma barrica ou um recipiente grande de carvalho (ou castanho) com uma capacidade de 600 l ou 900 l, utilizada normalmente para estágio e armazenamento dos vinhos. |
| Torpilha | Aparelho em latão, accionado por braço lateral em ferro, com depósito cilindriforme e correntes de cabedal ou lona na parte traseira e tubagem em cautchu, com agulheta metálica usado para a polvilhação manual utilizado no tratamento do oídio. |
| Torrado | Torrado é um aroma terciário da série empireumática que relembra o dos frutos secos torrados (amêndoas, avelãs), dos grãos torrados (café) ou pão torrado que regra geral se pode encontrar em vinhos submetidos a estágio em madeira . |
| Torrefação | Torrefação é um aroma terciário da série empireumática recorda o das substâncias submetidas a um fogo intenso (por exemplo, cacau, café, tabaco). Advém do estágio em madeira tostada. |
| Tostado | Aroma que lembra queimado, encontrado em vinhos produzidos em regiões de clima quente com uvas muito maduras. |
| Touriga Nacional | Touriga Nacional, considerada como a melhor variedade para vinho do Porto e que agora abre o caminho para os vinhos de mesa portugueses mostrando grande elegância, são vinhos com cor intensa e intensamente saborosos. Os aromas a violetas e chá. |
| Tranquilo | Tranquilo é um vinho sem efervescência , adição de álcool ou açúcar. |
| Transparência | Característica visual, um dos elementos que definem a qualidade do vinho. |
| Trasfega | Trasfega é uma operação que consiste em separar (e, por vezes, promover o arejamento) o vinho mais límpido das borras depositadas no fundo das cubas ou barricas. A trasfega dá-se por gravidade ou bombagem e significa passar o vinho para outro recipiente separando-o das borras (apenas grosseiras ou ambas). |
| Tronco | Tronco é o caule da cepa entre a raiz e os braços da videira. |
| Trufa | Trufa é um aroma primário da série vegetal ou aroma terciário fúngico de alguns vinhos evoluídos que recorda ou o odor mais frutado da trufa preta ou o odor forte da trufa branca. |
| Turvo | Diz-se de um vinho turvo quando este apresenta turbidez devido a partículas que se encontram em suspensão. Oposto de límpido. |
| Tutor vivo | Designa a árvore que serve de suporte às videiras na forma de condução designada por “enforcado”. |
| Untuoso | Untuoso é um termo usado para descrever um vinho rico em glicerol e, por vezes, álcool de corpo sedoso que, por sua vez, provém do carácter gordo de um vinho tinto ou do açúcar residual contido num vinho branco. |
| Uva | A Uva é o fruto da Vitis vinifera utilizado para a elaboração de vinho. É composto pela película, polpa e grainhas. |
| Uva de Mesa | Uva de mesa é um termo usado para designar as uvas provenientes de variedades cultivadas para o consumo de uva em fresco . São uvas com quantidade superior de pectinas na polpa. |
| Vara | Sarmento ou Vara é um ramo da videira maduro (atempado), termo normalmente usado após o pintor. |
| Varietal | Varietal é o aroma e sabor primários característicos da própria casta. |
| Vegetal | Vegetal é uma série de aromas primários característicos de algumas castas como a erva fresca, lavanda, tomilho, orégãos, musgo ou chá preto. |
| Velado | Vinho com pouca clareza. |
| Velho | Vinho que atingiu a fase final da sua evolução e ainda mantém características organolépticas apreciáveis. Vinho envelhecido. |
| VEQPRD | VEQPRD significa Vinho Espumante de Qualidade Produzido em Região Determinada. |
| Verde | Termo que indica um vinho com frescura acentuada, mas ainda jovem, ácido e áspero. Muitas vezes confundido com vinhos da região Vinhos Verdes. |
| Verdelho | “É Verdelho Verdelho ou Verdelho Gouveio?” A resposta pode muito bem ser “é Verdelho Verdejo”. Confuso? É para estar. Muitos são os que acreditam ter provado Verdelho, mas poucos são os que provaram. A semelhança botânica entre as castas Gouveio e Verdelho, valeu à primeira ser mal catalogada durante anos como verdelho, dando azo a uma enorme confusão. Para piorar, a casta espanhola Verdejo, próxima de nome, é também confundida com Verdelho. Estas três castas são distintas entre elas. Por Verdelho entende-se o Verdelho das ilhas. Esta casta proporciona vinhos aromáticos e equilibrados, apresentando-se, nos vinhos generosos da Madeira , sob o estatuto de vinho meio seco. A casta apresenta cachos pequenos e compactos compostos por bagos miúdos de cor verde amarelada. |
| Vermute | O vermute ou vinho de aperitivo é vinho fortificado aromatizado com flores, ervas aromáticas e especiarias. Cada tipo de vermute segue uma preparação ligeiramente diferente, mas na sua maioria são vinhos macerados , por um período que varia de seis meses a um ano, com adição de diferentes especiarias e ervas aromáticas. Após isso são fortificados para elevar sua graduação alcoólica até os 16 ou 18 graus. |
| Verniz | Verniz é um odor etéreo desagradável semelhante a cola ou acetona característico da molécula de acetato de etilo. Esta pode ter origem na fermentação ou durante o envelhecimento do vinho. |
| Véu | Véu é a designação atribuída à película composta por uma proliferação de microrganismos que se desenvolvem na superfície dos vinhos quando os seus recipientes não se encontram atestados. |
| Véu da Flor | Véu da chamada flor é um véu esbranquiçado , constituído por leveduras, que surge à superfície do vinho e se vai tornando cada vez mais espesso, acabando por cair quando se torna demasiado pesado. A sedimentação do véu origina turvação do vinho. Operada por leveduras de metabolismo aeróbio, como Candida spp . e Pichia spp ., esta doença desenvolve-se, sobretudo, em vinhos jovens e com baixo teor alcoólico , ocorrendo em depósitos mal atestados ou em garrafas com excessiva camada de ar. |
| Videira | A videira é uma planta perene pertencente à ordem das Ramnales e à família das Vitaceas . Ao longo do tempo, esta cultura apresentou a capacidade de se adaptar a condições climáticas díspares, de crescer em vários tipos de solo e de florescer entre os 20º e 50º graus de latitude quer a norte ou a sul do Equador, o que a torna na cultura de fruto com maior área plantada a nível mundial. |
| Vigor | O vigor de uma videira encontra-se relacionado com a dinâmica de crescimento da mesma , pelo que se caracteriza por varas de comprimento e diâmetro elevados, entrenós longos e tendência para o desenvolvimento de netas, lançamentos secundários e ladrões. Para que os cachos se encontrem em boas condições microclimáticas e para que o equilíbrio da planta seja favorável a uma produção adequada , o vigor deve ser tido em conta. |
| Vigoroso | Vinho firme e vivo. Característica dos grandes tintos. |
| Vinagre | Quando o álcool se transforma em ácido acético, o vinho torna-se em vinagre; cheira como o ácido acético (odor de vinagre de álcool) e, sobretudo, o de um dos seus ésteres, o acetato de etilo (odor a dissolvente de verniz de unhas). O vinho também pode também “envinagrar” em consequência de um acidente ou de uma doença. |
| Vinagre de Vinho | Vinagre de Vinho é um produto resultante da fermentação acética do vinho por ação de leveduras acéticas. |
| Vindima | A vindima consiste na colheita dos cachos de uvas , destinados à produção de vinho, quando estas atingem o grau pretendido de amadurecimento. |
| Vindima tardia | Designação reservada aos vinhos com Denominação de Origem. Na Alsácia, esta designação é exclusiva para vinhos com A.O.C. Alsácia e Alsácia Grand Cru; os vinhos provêm de uma única variedade e têm de ser comercializados com a menção dessa variedade (Gewürztraminer, Pinot Gris, Riesling, Muscat, com riquezas naturais respectivas de 243 gramas/litro para as duas primeiras e 220 gramas/litro para as duas segundas), não podem ser enriquecidos e têm de ser comercializados obrigatoriamente com a indicação do ano de vindima. |
| Vinha | A vinha é o termo que designa um terreno plantado com videiras. |
| Vinha ao Alto | Vinha ao Alto é um sistema de armação do terreno utilizada em inclinações não superiores a 35-40% em que a plantação das videiras é feita perpendicularmente às curvas de nível permitindo uma alta área de plantação. |
| Vinha Velha | Vinha Velha é uma vinha com uma idade avançada de plantação . Durante esta última fase do ciclo biológico da videira, não só o seu esforço é concentrado num menor número de cachos , mas também, por possuir um sistema radicular muito desenvolvido (a sua alimentação em profundidade é mais diversificada e rica, conseguindo também ultrapassar a falta de água e calor do verão), os seus vinhos traduzem-se numa intensidade e concentração elevada. À falta de legislação, quer portuguesa, quer internacional que determine a idade mínima de uma vinha para que seja considerada velha, numa região com um historial recente como é o caso da maioria do Alentejo , uma vinha com 25 anos já é considerada velha. Já na região Demarcada do Douro considera-se uma vinha como sendo velha se esta tiver pelo menos 40 a 50 anos de idade. |
| Vinhão | Vinhão é uma casta tinta originária do Minho e encontra-se distribuída por toda a região Demarcada dos Vinhos Verdes e em expansão no Douro, sob a sinonímia oficial Sousão , onde também integra alguns DOC Douro. Segundo dados de 2015, representa 4 530 hectares da superfície vitícola nacional. De maturação tardia , possui vigor médio-elevado e produtividade média e regular. Sensível à Esca, ao stress hídrico e ao escaldão, devem-se evitar localizações no Douro a oeste e sudoeste. Contém cachos médios , em forma de funil, de compacidade variável e bagos com película de espessura média. O limbo da sua folha adulta caracteriza-se por ser orbicular com três lóbulos. Origina vinhos de cor intensa púrpura, acidez elevada, ligeiramente adstringentes, onde sobressaem os frutos silvestres. |
| Vinho | Vinho é o produto obtido exclusivamente pela fermentação alcoólica total ou parcial da uva fresca, pisada ou não, ou então do mosto de uvas frescas, cujos bagos são esmagados, prensados ou transformados por outros processos tecnológicos permitidos por lei e a graduação alcoólica adquirida não pode ser inferior a 8,5% . |
| Vinho a Granel | Vinho a Granel é um vinho que se transporta ou vende sem ter sido engarrafado. |
| Vinho Base | Vinho base é aquele que servirá de plataforma para a elaboração de espumantes e champagnes. Deverá ter elevado potencial de evolução. |
| Vinho Branco | Branco é um termo que se utiliza para caracterizar um vinho que vai desde a cor palha aos tons dourados. |
| Vinho de Gota | O vinho de gota é um vinho muito delicado elaborado apenas com o primeiro líquido que se obtém com o esmagamento ligeiro das uvas. É aquele que escorre por gravidade da cuba de fermentação. É também apelidado de vinho de lágrima . |
| Vinho de Lágrima | O vinho de lágrima é o primeiro mosto que escorre antes da uva ser prensada. |
| Vinho de Lote | O Vinho de Lote é um vinho elaborado com diferentes origens , quer sejam castas distintas ou vinhos provenientes de diferentes parcelas ou até diferentes anos. |
| Vinho de Prensa | O Vinho de Prensa é o vinho que se obtém a partir da prensagem do bagaço . O produtor define, segundo o seu critério, se loteia com o vinho de gota ou não. |
| Vinho Elementar ou Varietal | Vinho elaborado partir de uvas de uma só casta ou com o domínio absoluto dessa cepa. |
| Vinho Moscatel | Vinho moscatel é um vinho licoroso, obtido a partir da adição de água ardente ao mosto para permitir a paragem da fermentação. Pode ser elaborado no Douro, o Moscatel de Favaios, a partir da casta moscatel galego ou na península de Setúbal, a partir das castas Moscatel de Alexandria (Setúbal) ou moscatel roxo. De cor dourada, apresentam aroma floral exótico com toques de mel, laranja e frutos secos. |
| Vinho Verde | O Vinho Verde é um vinho produzido exclusivamente na Região Demarcada dos Vinhos Verdes, no noroeste de Portugal, é produzido somente a partir das castas autóctones da região , preservando a sua tipicidade de aromas e sabores tão diferenciadores a nível mundial. |
| Vinho Verde DOC | A Região Demarcada dos Vinhos Verdes estende-se por todo o noroeste do país, na zona tradicionalmente conhecida como Entre-Douro-e-Minho . Tem como limites a norte o rio Minho (fronteira com a Galiza), a nascente e a sul zonas montanhosas que constituem a separação natural entre o Entre-Douro-e-Minho Atlântico e as zonas do país mais interiores de características mais mediterrânicas, e por último o Oceano Atlântico que constitui o seu limite a poente. As diferenças climáticas são significativas ao longo da Região dos Vinhos Verdes e isto reflete-se nas suas nove sub-regiões , cujos nomes provêm de rios ou cidades: Monção e Melgaço, Lima, Cávado, Ave, Basto, Sousa, Baião, Paiva e Amarante. As vinhas, que se caracterizam pela sua grande expansão vegetativa, em formas diversas de condução assentam em solos férteis de onde nascem vinhos incomparáveis. Desde os Vinhos Verdes de estilo clássico, jovens, leves, frescos e com baixo teor alcoólico aos Vinhos Verdes sofisticados, com grande potencial de guarda, aromas e sabores complexos, intensos e minerais. As principais castas aqui encepadas são o Alvarinho, Arinto, Avesso, Azal, Loureiro e Trajadura. Assim como, o Alvarelhão, Amaral, Borraçal, Espadeiro, Padeiro e Vinhão. |
| Vinho Viscoso | Vinho Viscoso é a característica de um vinho cuja consistência produz uma sensação táctil fluida. |
| Vinho Voluptuoso | Voluptuoso é um termo utilizado para caracterizar um vinho guloso e firme. |
| Vinhos Verdes | É uma Denominação de Origem e uma Região Demarcada desde 1908. Uma Região que se estende da orla do Atlântico a todo o Noroeste de Portugal continental e uma das mais antigas Regiões vitivinícolas do mundo. Não são cor nem grau de maturidade. “Verdes, mas só de apelido.” |
| Vinífera | Variedade de cepa utilizada para vinificação. |
| Vinificação | A Vinificação é o conjunto de operações técnicas necessárias à transformação de uvas em vinho. |
| Vinoso | Diz-se de um vinho que cheira a mosto fresco, a vinho jovem, denso. |
| Vinoteca | Designa o lugar (adega, reserva, móvel) em que se conservam os vinhos e por vezes onde se coleccionam garrafas muito antigas ou raras. |
| Violáceo | Violáceo é um descritivo da cor vermelho-violeta de alguns vinhos tintos jovens. |
| Violeta | Violeta é um odor floral muito agradável, que recorda o exalado pelas violetas, dado pela ionona, que pode ser detetada em certos vinhos. |
| Viticultor | Viticultor é uma pessoa singular ou coletiva, ou o agrupamento destas pessoas, que produz uvas . É responsável pela plantação, cultivo e colheita da uva o que pressupõe uma participação direta em todos os trabalhos relativos à vinha. |
| Viticultura | A viticultura é uma área multidisciplinar que reúne conhecimento científico necessário para estabelecer e manter, num determinado solo, uma vinha que produza uvas em qualidade e estado sanitário necessários à produção de um vinho . |
| Vitis Vinifera | Vitis Vinifera é o nome científico atribuído à espécie de videira europeia. |
| Vitivinicultor | Vitivinicultor é uma pessoa singular ou coletiva, ou o agrupamento destas pessoas, que elabora vinhos a partir de uvas frescas produzidas exclusivamente na sua exploração vitícola, em instalações próprias ou de terceiros desde que o detentor da exploração vitícola assuma inequivocamente a direção efetiva e a responsabilidade exclusiva pela vinificação e pelo vinho produzido. |
| Vivacidade | A Vivacidade é a qualidade de um vinho fresco, brilhante que tem um carácter vivo. |
| Vivo | Vinho com um ligeiro excesso de acidez, mas ainda assim agradável. |
| VLQPRD | VLQPRD tem o significado de Vinho Licoroso de Qualidade Produzido em Região Determinada. |
| Volátil | Indica que se transforma facilmente em vapor. Ácido volátil devido ao vinagre (ácido acético) e ao acetato de etilo. |
| VQPRD | VQPRD tem o significado de Vinho de Qualidade Produzido em Região Determinada (inclui os vinhos DOC e IG). |
| Xaroposo | Diz-se de um vinho que parece um xarope, demasiado denso e doce, sem equilíbrio ácido. |
| Zinfandel | Variedade tinta tradicional da Califórnia; robusta e tanínica, produz vinhos tintos que exibem muita profundidade, fruto e inconfundível carácter. |













